Após ter família morta em ritual satânico, homem vira missionário e combate a feitiçaria

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James Cuffe relatou que a batalha espiritual na Libéria é intensa, mas tem total confiança no poder de Deus contra a feitiçaria.

Para o pastor e missionário James Cuffee, a feitiçaria é real, é perigosa e mortal. Ele afirma isso com autoridade, pois viu seu próprio pai morrer porque "quebrou as regras" durante um ritual e sua prima também foi morto pelas mãos de uma bruxa, que afirmava ter o poder de se transformar em uma árvore.

Em áreas profundamente remotas da Libéria, um dos pontos mais famosos do mundo pela prática da feitiçaria, a luta contra o ocultismo e o perdão de Cristo são os aspectos mais fortes do trabalho dos missionários.

"Eu vim de um lar pagão. Meu pai era um ótimo caçador", disse o pastor Cuffee, do Ministério 'Christ Evangelistic Fellowship', na Libéria disse a The Christian Post em uma entrevista por email.

O missionário disse que os praticantes de feitiçaria exigiam que seu pai fizesse sacrifícios aos deuses da terra.

"Eles [poderiam] dizer-lhe para trazer arroz, frango e carneiros, eles [iriam] realizar o seu ritual e levá-lo à grande rocha branca, na selva. Eles costumavam adorar a rocha, acreditando que existe um poder supremo ali. Eles iam e se prostravam, até mesmo adorando as florestas altas e os rios profundos", lembrou ele.

Quando o pai de Cuffee quebrou as regras em 1969, ele foi morto. Mas ele não foi o único membro da família que Cuffe perdeu na feitiçaria.

"Minha prima também foi morto pela bruxa quando ela e sua amiga tinham uma [disputa], o que levou a uma briga entre elas, [e a bruxa] prometeu matar minha prima", relatou.

Alguns meses depois, a prima de Cuffee foi para a selva para buscar lenha para acender o fogão. Foi quando a bruxa, ordenou a uma árvore: "se transforme em uma árvore seca".

"Quando ela (a primo) foi aquela árvore para tirar lenha, imediatamente o tronco caiu sobre ela e quebrou suas coluna", disse ele.

Sua prima suportou quatro semanas de dor antes de morrer. Os chefes da aldeia investigaram o incidente e descobriram que a praticante de feitiçaria foi a responsável pelo morte da moça.

"Ela confessou o assassinato, explicando que transformou a árvore em um tronco seco", lembrou o pastor.

Enquanto mais de 85% da população da Libéria é cristã, algumas áreas do interior do país da África Ocidental não foram alcançadas por missionários estrangeiros há mais de 200 anos, de acordo com a 'Christian Aid Mission', um grupo sem fins lucrativos que auxilia os ministérios do exterior, incluindo o CEFM.

Embora haja muito debate entre os círculos cristãos sobre as particularidades da feitiçaria, para missionários como Cuffee, que estão trabalhando em algumas das áreas mais remotas do mundo para ajudar a levar as pessoas a Jesus Cristo, não há dúvida - a feitiçaria é real.

"Sim, a feitiçaria tem as forças reais do mal usando seres humanos ou outras criaturas que estão sob seu controle direto ou indireto, espíritos malignos, para destruir vidas humanas, conforme instruído pelo diabo", disse ele ao Christian Post.

O pastor, cujo ministério está atendendo 38 comunidades ao redor do país, apontou várias passagens da Bíblia, incluindo Miqueias 5:12 e 2 Reis 9:22, que falam sobre a existência da feitiçaria.

"Os perigos associados à prática da feitiçaria são muito reais", disse ele, "começando em primeiro lugar com a rejeição de Cristo como Senhor e Salvador".

Cuffee explicou que nas comunidades em que ele serve, muitos dos indivíduos envolvidos no ocultismo permanecem no anonimato. Às vezes podem ser membros da família das pessoas, parte das organizações ou até mesmo filiados a uma igreja local.

Ele disse que aqueles que admitem servir espíritos malignos se entregaram para serem usados ​​pelo diabo para realizar atos e planos do mal.

O resultado disso é que os seguidores do ocultismo ficando sozinhos, "nunca satisfeitos", sempre "tendo pensamentos doentios" e querendo fazer o mal aos outros. Ele advertiu que essas pessoas perdidas parecem fazer com que os outros em sua comunidade fiquem doentes, e às vezes derramam sangue inocente.

Os crentes estão tentando trazer a Cristo aqueles que praticam bruxaria, mas esta é uma tarefa difícil e perigosa, explicou Cuffee.

"A menos que o espírito de Deus os confronte", disse ele, eles permanecem "opostos à mensagem do Evangelho".

Em alguns casos, os praticantes de feitiçaria desafiaram os pregadores sobre se eles são verdadeiramente chamados por Deus e têm lançado doenças sobre os missionários e até mesmo assassinado cristãos.

"É por isso que muitas pessoas têm medo de testemunhar" sobre os seguidores do ocultismo, ele observou. "Eles são muito perigosos".

Os aldeões em áreas rurais acreditam que as bruxas podem se transformar de formas humanas para animais, como cobras, e usarem itens chamados "jujus", como ossos de cobra e partes de pássaros, para lançar feitiços.

"Mas o poder deles não é maior do que o poder de Cristo Jesus", disse Cuffee.

A luta é importante, ele continuou, pois as pessoas que decidem deixar a feitiçaria e seguir Cristo são submetidas a uma "transformação completa". Conforme encontrado em 2 Coríntios 5:17 na Bíblia, ele disse, as coisas antigas passam e tudo se faz novo.

"O relacionamento da pessoa com amigos, familiares, moradores da comunidade [e] aldeões será completamente alterado e [eles] serão amados por todos em suas comunidades", revelou.

Testemunho

Cuffee contou a história de um cristão que nomeou como Varney [nome fictício por motivos de segurança], que foi acometido de uma enfermidade grave, que os missionários disseram que foi causada por feitiçaria lançada por bruxas. As feiticeiras ficaram com raiva ao saber que aquele cristão estava abandonando o ocultismo e para seguir a Cristo.

Conforme a Christian Aid Mission explicou, toda a família de Varney acabou se convertendo ao Evangelho, mas suas fazendas de arroz e mandioca misteriosamente secaram. Então, o novo convertido foi atingido por uma doença debilitante que nenhum médico conseguiu tratar.

Cuffee disse que o que os médicos não conseguiram fazer, a igreja e os cristãos da comunidade de Varney conseguiram através das orações e do poder de Jesus. A saúde daquele homem foi completamente restaurada.

"Ele não consegua falar, mas depois da oração, ele começou a falar e pediu água para beber. Depois disso, algumas horas depois, ele começou a se alimentar", disse o pastor.

O pastor contou ao Christian Post que, mesmo quando as pessoas decidem seguir a Jesus, continuarão enfrentando tentações, doenças e outras dificuldades.

"Satanás sempre irá tentar você, mas vai perder, assim como quando o poder de Deus desceu sobre Varney naquele dia. O diabo perde quando nos unimos em oração", disse Cuffee.

"Também aconteceu ao Profeta Jó e Ezequias quando o poder de cura de Deus os tocou, eles foram curados de suas doenças", ele observou, afirmando que a experiência de Varney permitiu que ele desenvolvesse um relacionamento ainda mais próximo de Cristo.

Ele advertiu que aqueles que dizem que são cristãos, mas ainda continuam a praticar feitiçaria nunca serão completamente curados porque, como Jesus disse: "nenhum homem pode servir a dois mestres, se ele quer amar um tem que abandonar o outro".

Cuffee insistiu que, para que os fiéis fossem verdadeiramente livres, eles deveriam dar sua vida completamente a Cristo e permitir que Ele assumisse o controle.

Fonte: Guiame

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