MG investiga morte de jovem após ser vacinado contra a febre amarela

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Rapaz, de 22 anos, teria recebido a vacina três dias antes do Carnaval e viajou para Salvador; na capital baiana ele passou mal e morreu no último sábado


AILTON DO VALE

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) investiga o caso de um morador de Montes Claros, no Norte de Minas, que morreu depois de ser vacinado contra a febre amarela.

De acordo com o canal “InterTV”, o óbito é de um jovem de 22 anos, que recebeu a vacina três dias antes do Carnaval. Ainda segundo a emissora, durante o feriado ele viajou para Salvador, na Bahia, onde passou mal e foi internado em um hospital da cidade. A morte aconteceu no último sábado (17). A SES, no entanto, não confirma as datas, nem a idade do rapaz.

A família do jovem disse à “InterTV” que ele morreu devido a complicações da vacina. A secretaria, por sua vez, afirma que até o momento não há conclusão para a causa do óbito. Em um comunicado divulgado nesta segunda-feira (19), a pasta esclarece que a vacinação contra a febre amarela é uma das mais eficazes e seguras. Contudo, a SES observa que “raramente eventos adversos graves e até fatais têm sido notificados e estão associados à disseminação do vírus vacinal”.

O caso do rapaz de Montes Claros pode ter relação com a interação entre a vacina e o medicamento que ele tomava. Conforme a família, ele fazia uso de uma medicação dermatológica, com grande concentração de corticosteroides - um grupo de hormônios relacionados à regulação do metabolismo do corpo.

A SES ressalta que pessoas em uso de corticoide devem ser avaliadas por especialistas antes de tomar a vacina. Entretanto, a pasta não explicou se o jovem que morreu teve o caso analisado pelos responsáveis pela vacinação em Montes Claros. O local onde ele tomou a vacina também não foi informado pela pasta.

Confira as orientações da SES-MG:

Quem não deve tomar vacina contra a febre amarela. Contraindicações:


- Crianças menores de 9 meses de idade;

- Pacientes com imunodepressão de qualquer natureza;

- Pacientes que vivem com HIV com imunossupressão grave, com a contagem de células CD4 <200 células/mm3 ou menor de 15% do total de linfócitos para crianças menores de 6 anos;

- Pacientes em tratamento com drogas imunossupressoras (corticosteroides, quimioterapia, radioterapia, imunomoduladores);

- Pacientes submetidos a transplante de órgãos;

- Pacientes com imunodeficiência primária;

- Pacientes com neoplasia;

- Indivíduos com história de reação anafilática relacionada a substâncias presentes na vacina (ovo de galinha e seus derivados, gelatina bovina ou outras);

- Pacientes com história pregressa de doenças do timo (miastenia gravis, timoma, casos de ausência de timo ou remoção cirúrgica).

Quem deverá ter avaliação dos serviços?

- Idosos;

- Nutrizes ou lactantes amamentando crianças abaixo dos 6 meses de idade;

- Pessoas que terminaram tratamento de quimioterapia e radioterapia;

- Pessoas com doenças hematológicas (do sangue);

- Pessoas que vivem com HIV;

- Grávidas;

- Pessoas em uso de corticoide.

O que são os eventos adversos pós vacinação?


Os eventos adversos são possíveis reações indesejada nos 30 dias após a administração da vacina febre amarela.

Todo evento adverso deve ser investigado e tratado da mesma forma que os casos suspeitos de febre amarela.

Se qualquer pessoa vacinada desenvolver os sinais e sintomas comuns para doença em até 30 dias após a vacinação, deve rapidamente procurar o serviço de saúde mais próximo para atendimento.

Fonte: O tempo 

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