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    01 novembro 2016

    Pode um cristão ficar doente?


    Essa pergunta nos dá a oportunidade de tratarmos com um dos sofismas do tempo presente, sofisma este pregado e sustentado pelos adeptos da teologia da prosperidade. Estes afirmam categoricamente que o cristão não pode ou não deve ficar doente. Isso o fazem com base em Isaías 53:4, dentre outros do gênero, texto em que se diz que Jesus levou sobre si todas as nossas dores, todas as nossas enfermidades e todas as nossa doenças.

    Pergunto, pois: será que o referido texto acima, de fato, deseja nos levar a tal conclusão, de que o crente jamais poderia ficar doente? Nesse caso, se assim o fosse, como explicar as muitas vezes em que cristãos adoecem e morrem? A resposta dos defensores desse sofisma é esta: que os cristãos que hoje adoecem, estão sob a mão opressora de Satanás, e que não possuem fé suficiente para vencer as enfermidades.

    Todavia, o que diz a Bíblia Sagrada a esse respeito? Veja o que a Palavra de Deus nos revela em I Pe 2:24: “Carregando Ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para justiça; por suas chagas fostes sarados”. Ora, vede. O texto sagrado nos diz que Cristo levou, não somente as dores e as enfermidades sobre si, mas, semelhantemente, levou os nossos pecados.

    Assim, se é certo afirmar que o crente não pode ou não deve adoecer, igualmente seria correto afirmar que o crente não deve ou pode cometer pecado algum, uma vez que Cristo na cruz do Calvário levou tanto as enfermidades quanto os pecados. Isso, todavia, não é sustentado pelos sofistas da atualidade.

    Verifique que aqueles que pregam que o crente não adoece ou que, ao menos, não deveria adoecer, NÃO SUSTENTAM da mesma forma que o crente não pode pecar, ou que o crente não está sujeito ao pecado. A ênfase é sempre desequilibrada, tendenciosa ao pólo da cura das enfermidades e negligenciando e se esquecendo da libertação do pecado. Por isso, nada falam sobre a questão dos pecados.

    A verdade é que Cristo levou as dores e as enfermidades; e isso ninguém pode negar. É verdade também que Ele levou os pecados, e isso não pode ser ignorado. Semelhantemente a Palavra nos assegura que Cristo destruiu na cruz o velho homem, e que também tratou com a morte e a venceu, eternamente.

    Ora, tendo o Senhor Jesus tratado com tudo isso, por que ainda se mantêm, em nós, as manifestações daquilo que Ele destruiu? Não é certo, conforme querem os sofistas da teologia da prosperidade, que o crente não deveria mais experimentar as enfermidades, os pecados, o velho homem, e a morte? Por que, então, ainda adoecemos (Fp 2:27)? Por que ainda cometemos pecados (1Jo 2:1)? Por que ainda precisamos fazer morrer a velha natureza em nós (Cl 3:5)? E por que ainda morremos (Ap 14:13)?

    Quando Jesus, na cruz do Calvário, exclamou: Pai, está tudo consumado”(Jo 19:30), indicou, com isso, que, todos os males oriundos da queda do homem foram, por fim, resolvidos, nEle. A redenção por Cristo efetuada tratou com todas as coisas negativas, tanto as dores quanto as enfermidades, assim os pecados como a velhice e a morte. Tudo isso, porém, nEle, como está escrito: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais EM CRISTO” ( Ef 1:3 – ênfase acrescentada).

    Em nós, todavia, essas bênçãos constituem somente um antegozo daquilo que haveremos de experimentar em plenitude no futuro, como disse o apóstolo João: “Amados, agora, somos filhos de Deus, e AINDA NÃO SE MANIFESTOU O QUE HAVEREMOS DE SER. Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque haveremos de vê-lo como ele é”(1Jo 3:2 – ênfase acrescentada). Por isso, “nós que temos as primícias do Espírito, gememos em nosso íntimo, AGUARDANDO a adoção de filhos, a redenção do nosso corpo” (Rm 8:23 – ênfase acrescentada).

    Assim, todas as mui ricas bênçãos espirituais já nos foram dadas no plano espiritual e nos são garantidas pelo sacrifício de Jesus no Calvário. Entretanto, tratando-se de nossa experiência hoje, essas bênçãos nos são comunicadas gradativamente, na medida em que o Senhor aplica em nós a Sua salvação, como está escrito: “Se, porém, Cristo está em vós, O CORPO, na verdade, ESTÁ MORTO POR CAUSA DO PECADO, mas o espírito é vida, por causa da justiça. Se habita em vós o Espírito daquele que ressuscitou a Jesus dentre os mortos, esse mesmo que ressuscitou a Cristo Jesus dentre os mortos VIVIFICARÁ TAMBÉM O VOSSO CORPO MORTAL, por meio do seu Espírito, que em vós habita”(Rm 8:10-11 – ênfase acrescentada).

    Onde estão hoje os muitos homens de Deus do passado, tais quais, Paulo, Pedro e João? É certo que morreram, e foram sepultados e seus corpos entraram em estado de putrefação e foram consumidos pela terra. Tudo isso implica em terem seus corpos tocados pelas conseqüências do pecado, mesmo depois de ter Cristo levado sobre si as enfermidades, as dores, o pecado, e vencido a morte. Todavia, todos eles aguardam a ressurreição (2Co 5:1-4), no último dia. Isso não significa, entretanto, que a vitória de Cristo não seja eficaz. Antes, significa que a plena redenção obtida por Cristo Jesus no Calvário, não foi ainda aplicada empiricamente na experiência deles, em totalidade. Temos, todavia, esta esperança: que aquele que começou boa obra em nós, há de completá-la até o dia de Cristo Jesus (Fp 1:6). “Ora, esperança que se vê não é esperança; pois o que alguém vê, como o espera?” (Rm 8:24).

    A salvação plena de Deus é aplicada em 3 estágios distintos, conforme nos ensina o apóstolo Paulo em 1Ts 5:23: “E o mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo, sejam conservados íntegros e irrepreensíveis no dia de nosso Senhor Jesus Cristo”. Assim, no momento em que ouvimos o evangelho de nossa salvação e cremos nele, o Senhor entrou em nosso espírito e o regenerou (Ef 1:13; 2:2; 1Co 6:17); por isso nos é dito que o nosso espírito é vida por causa da justiça (Rm 8:10). Daí, entramos num longo processo de transformação de nossa alma, a qual é transformada de glória em glória, à medida que contemplamos a face do Senhor (2Co 3:18); quando, todavia, Jesus voltar, então o nosso corpo, que é mortal, se revestirá de imortalidade (Fp 3:20-21).

    Por conseguinte, esta é a ordem da perspectiva divina: primeiro o espírito, depois a alma e por fim, o corpo. Isso está em plena concordância com toda a Escritura. A Bíblia nos diz que os cristãos possuem uma esperança de que Cristo, na Sua vinda, “transformará o nosso corpo de humilhação, para ser igual ao corpo da sua glória, segundo a eficácia do seu poder” (Fp 3:21), redimindo-os do cativeiro da corrupção (Rm 8:23). As enfermidades, as dores, a velhice, e tudo aquilo que vai acabando e consumindo com o corpo do ser humano, são traços da natureza adâmica que só serão plenamente vencidos em nós, por ocasião da segunda vinda de Cristo.

    Há, todavia, uma coisa muito interessante a ser observada: é que muitos dos pregadores sofistas, pregadores da teologia da prosperidade, não podem constatar, em suas próprias vidas, a veracidade do que estão dizendo. Isso digo, porque, muitos deles fazem uso de óculos, se esquecendo de que, como tais, são deficientes visuais.

    Ora, eles deveriam ser os primeiros a demonstrar em suas próprias experiências aquilo que chamam de “verdade”. Se porventura são os super-heróis da fé, como assim se consideram e são considerados pela massa, por que não se desfazem desses artefatos corretivos da visão? Isso é uma incoerência, e só não vê quem não quer. Trata-se, efetivamente, de uma falácia e não passa de um pobre e velho sofisma, fácil de ser desmontado.

    Concluímos, pois, que, os cristãos ainda sofrem enfermidade, ainda estão sujeitos à morte, e ainda apodrecem seus corpos nas sepulturas, porque o pecado, a natureza adâmica, ainda habita na carne humana, conforme está escrito que, embora o espírito seja vida por causa da justiça, o corpo está morto por causa do pecado (Rm 8:10).

    Portanto, visto ser esse o ensinamento da Escritura Sagrada concernente à aplicação da obra de Cristo em nós, resta no verdadeiro cristão a grande esperança de que o seu corpo mortal – sujeito à vaidade, à degradação, à corrupção – seja, finalmente, absorvido pela vida (2Co 5:4). Por essa razão, nos encorajou o apóstolo dos gentios, dizendo: “Por isso, não desanimamos; pelo contrário, mesmo que o nosso homem exterior (que é o corpo) se corrompa (que é a degradação física), contudo, o nosso homem interior (espírito humano) se renova de dia em dia” (2Co 4:16).

    Neste ponto, não poderia deixar de apresentar o texto de ouro, um dos clássicos do Novo Testamento, o qual nos que fala a esse respeito, dizendo: “Isto afirmo irmãos que a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorrupção. Eis que vos digo mistério: nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos, num momento, num abrir e fechar os olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade. E, quando esse corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir de imortalidade, então, se cumprirá a palavra que está escrita: tragada foi a morte pela vitória” (1Co 15:50- 54).

    Preste atenção: ao ressoar da última trombeta e os corpos dos crentes forem glorificados, e o mortal for transformado imortal, e o corruptível em incorruptível, ENTÃO SE CUMPRIRÁ A PALAVRA QUE ESTÁ ESCRITA: TRAGADA FOI A MORTE PELA VITÓRIA. Ora, que palavra é esta que será cumprida por ocasião da última trombeta? É a palavra do Senhor proferida pela boca do profeta Isaías: “Tragará a morte para sempre, e, assim, enxugará o Senhor Deus as lágrimas de todos os rostos, e tirará de toda a terra o opróbrio do seu povo, porque o Senhor falou” (25:8). Isso, todavia, só se cumprirá ao ressoar da última trombeta.

    No tempo do profeta Isaías o Senhor prometeu (Is 25:8); na cruz do Calvário o Senhor Jesus adquiriu o direito (Jo 12:31); na Sua ressurreição Lhe foi conferido todo o poder (Mt 28:18); e na Sua vinda Ele cumprirá, efetivamente, em nós, a Sua palavra.

    Por isso, amados irmãos, “sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão” (1Co 15:58).

    Por Bispo Alexandre Rodrigues

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