Jovem foi assassinado em emboscada no Venda Nova após relacionamento com amigo de infância se deteriorar por ciúmes de namoro

BRUNO INÁCIO
ESPECIAL PARA O TEMPO

Brigas, discussões, ameaças e morte. Essa foi a história do relacionamento entre dois amigos e o namorado de um deles no último ano. O motivo: o ciúme que o namoro entre os dois suspeitos, de 21 e 23 anos, causava em Gustavo Costa Fernandes, de 22 anos. Os companheiros foram presos, ontem e anteontem, respectivamente, suspeitos da morte de Fernandes, no último dia 6 de março, no bairro Jaqueline, na região de Venda Nova, em Belo Horizonte.

Amigos de infância, um dos suspeitos e Fernandes costumavam se divertir na praça Raul Soares, no centro da cidade, local onde, costumeiramente, adolescentes LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) se concentram nas noites. Foi lá que os dois suspeitos passaram a namorar. “Após o início do namoro, Fernandes começou a ter ciúme do amigo e, desde então, os três passaram a se desentender. As desavenças, porém, foram aumentando e se passaram para ameaças e agressões”, contou Sérgio Paranhos, delegado responsável pelo caso.

Com o clima de animosidade entre os três, a amizade passou a ser caso de polícia. “Três meses antes do assassinato, a vítima, na companhia de outro colega, agrediu seu antigo amigo quando ele descia de um ônibus. Pelo que consta, foi agressão forte, e ele resolveu se vingar. Assim, ele passou a planejar o crime com o companheiro dele”, disse o delegado.

Por isso, no dia 6 de março, os namorados, na companhia de um menor, de 17 anos, teriam executado Fernandes. De acordo com as investigações, por volta das 23h, eles armaram uma emboscada e cercaram a vítima na porta da casa dela, onde o namorado do amigo a matou com quatro golpes de punhal no abdômen e um nas costas.

Ex-gay e evangélico

Na delegacia, o suspeito admitiu que a amizade com Fernandes estava abalada, mas disse que seu namorado o matou por ser “de estopim muito curto”.

Já o outro suspeito, que tem o nome do ex-namorado tatuado no pescoço, ameaçou matá-lo e teve que ser contido pelos policiais durante a entrevista. Ele se declarou inocente e disse que já havia se convertido a evangélico e deixado de ser gay.

Os dois suspeitos foram levados para uma unidade prisional, e responderão por homicídio qualificado. O adolescente, que estava com eles no dia do crime, responde, em liberdade, por delito análogo ao homicídio.

Fonte: O tempo

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