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    12 setembro 2016

    Olavo de Carvalho e seus absurdos sobre Trump e a Rússia


    Por Julio Severo

    Olavo de Carvalho, um brasileiro famoso por defender o revisionismo da Inquisição, que torturava e matava judeus e evangélicos, disse dias atrás: “Afinal, o Trump é um belicista louco que vai bombardear a Rússia ou é um agente russo que vai despejar dólares sobre Moscou? Como a mídia aqui o acusa das duas coisas, é óbvio que ele não é nem uma nem a outra.”

    A grande imprensa americana vem realmente acusando Trump de ser agente russo, pelo fato de que, em primeiro lugar, ele e sua família fizeram viagens à Rússia. (Como capitalista, Trump sempre manteve negócios com russos, um de seus parceiros comerciais.) Mas também porque ele diz coisas bacanas sobre Putin.
    Claro que, conforme confirmou o WND, um dos maiores sites conservadores do mundo, Trump vem elogiando o presidente russo e mostrando disposição de ter amizade com a Rússia.
    Contudo, apesar do que Olavo afirma, a grande imprensa americana não acusa Trump de ser “um belicista louco que vai bombardear a Rússia.” Acusa-o, isso sim, de ser um belicista louco que quer bombardear o Estado Islâmico. Acusa-o também de elogiar Vladimir Putin e de querer uma aliança americana com a Rússia contra o ISIS.
    Na quarta-feira passada, Trump declarou na TV americana que Putin é um líder melhor do que o presidente americano Barack Obama, de acordo com o serviço noticioso internacional Reuters, que mencionou: “…o louvor de Trump a Putin e sua sugestão de que os Estados Unidos e a Rússia formem uma aliança para derrotar os militantes do Estado Islâmico.”
    E na quinta-feira passada, Trump foi entrevistado por Russia Today, um serviço noticioso sustentado pelo governo russo, para dar sua opinião sobre acusações de que um plano secreto de espiões russos está interferindo nas eleições americanas e criando desconfiança entre eleitores americanos.
    “Não sei. Tenho ouvido sobre isso. Tenho lido sobre isso. Penso que é improvável,” disse Trump.
    Se Trump tivesse a mentalidade do Olavo, ele não aceitaria uma entrevista de um serviço noticioso russo por achar que esse canal é parte de uma rede de espionagem e que tudo o que é escrito por russos — exceto os bajuladores do governo americano na Rússia, é claro — é propaganda mentirosa, principalmente as reportagens que podem ser prontamente averiguadas. Se ele aceitasse a entrevista, ele poderia, como neocon obediente que é, dizer: “É muito provável que a Rússia esteja interferindo. E sabe de uma coisa? A Rússia criou o ISIS.” Mas Trump não é o Olavo.
    Olavo está com a mente tão fixa na Rússia que toda vez que a imprensa americana diz que Trump vai fazer algo contra o Estado Islâmico, Olavo só vê a palavra “Rússia.”
    Quando se pesquisa o Google com as palavras “Trump” e “bomb” (bombardear em inglês), se obtém numerosos resultados apontando diretamente para manchetes noticiosas como “Trump que quer bombardear o ISIS, o Estado Islâmico.” Vejamos:

    · Donald Trump promises to ‘bomb the hell out of ISIS’ in new radio ad — Washington Post.
    · Tradução: Donald Trump promete “bombardear totalmente o ISIS” em novo anúncio de rádio — Washington Post.
    · DONALD TRUMP: ‘I would bomb the s— out of’ ISIS — Business Insider
    · Tradução: DONALD TRUMP: “Eu bombardearia totalmente o ISIS” — Business Insider
    · Trump Vows If He Becomes President, He Will Bomb ISIS Into Extinction. — AWM
    · Tradução: Trump Promete que Se Ele se Tornar Presidente, Ele Extinguirá o ISIS com Bombardeios. — AWM
    · Trump: US has ‘no choice but to bomb’ ISIS in Libya — The Hill
    · Tradução: Trump: Os EUA não têm “nenhuma escolha senão bombardear” o ISIS na Líbia — The Hill

    Quando se inclui a palavra-chave “Russia” em “Trump” e “bomb” (bombardear) na busca no Google em inglês, o resultado não é declarações de Trump querendo bombardear a Rússia, mas declarações de Putin sobre bombardear o ISIS. Então, tanto Trump quanto Putin querem bombardear o ISIS. Eles têm o mesmo alvo. Essa é uma das razões importantes porque ambos se elogiam.
    Talvez, usando uma bola de cristal, Olavo viu que Trump quer bombardear a Rússia. Mas suas fantasias pessoais não são razão ou base para ele acusar a grande imprensa americana de dizer o que nunca disse. A verdade foi estuprada para beneficiar os sentimentos de um ativista anti-Rússia.
    A grande mídia americana erra em muitas coisas, mas Olavo a acusou falsamente de algo que ela nunca disse, isto é, que Trump quer bombardear a Rússia. Mas essa mídia não tem tempo e disposição para responder à falsa acusação de um imigrante brasileiro que se imagina um filósofo brilhante, mas é desconhecido nos EUA (embora ele viva nos EUA há mais de dez anos).
    Ficou ruim para Olavo e seu “grande conhecimento” e “honestidade.” Ele passou anos colocando a Rússia como centro do mal no universo e agora, contrariando a todas as suas obsessões políticas, aparece um candidato presidencial americano que coloca o terrorismo islâmico no centro das preocupações políticas e abertamente elogia a Rússia. Para manter sua reputação como conservador, ele é obrigado a fazer uma estranha parceria com Trump, mas claramente ele não está à vontade com essa parceria (que Trump nem sabe que existe) e entende muito pouco das ideias de Trump.

    A única coisa que lhe resta é esconder sua cabeça como um avestruz no seu buraco de ilusões que protegem o Estado Islâmico de bombardeios de Trump e colocam a Rússia no lugar.
    Ou talvez, como um astrólogo profissional (que ele é), ele está subconscientemente predizendo que o candidato americano fará o que ele imagina, ou continua imaginando e dizendo que Trump vai bombardear a Rússia, quando o que a imprensa americana disse bem claramente é que ele quer bombardear o Estado Islâmico.
    Normalmente, Olavo tem uma carta marcada e desgastada contra quem faz um mínimo elogio ao presidente russo Vladimir Putin. Ele chama sua vítima de duginista. “Duguinista” se refere aos seguidores do filósofo russo Aleksandr Dugin, que, de acordo com os exageros do Olavo, é o maior conservador ou líder na Rússia.

    Em 2015, Raymond Ibrahim, autor evangélico do livro best-seller “Crucified Again” (Crucificados de Novo), que relata como os cristãos do Oriente Médio estão sendo trucidados pelos muçulmanos, escreveu o artigo “Rússia declara ‘guerra santa’ ao Estado Islâmico.” A reportagem recebeu respostas positivas, principalmente de leitores evangélicos. Até mesmo Trump tem louvado a luta russa contra o ISIS. Mas um assistente do Olavo, que é um membro do Instituto Inter-Americano, dirigido pelo Olavo, protestou fortemente contra a representação positiva da Rússia como cristã e conservadora pelo evangélico Ibrahim, declarando que o conservadorismo russo era uma “estratégia.”
    Na década de 1990, quando eu estava envolvido com líderes católicos, líderes evangélicos também muitas vezes diziam que o Papa João Paulo 2 e seu ativismo pró-vida eram uma “estratégia” do Vaticano.
    Estou contente de ter cooperado com ambas as “estratégias” pró-vida deles, não porque eu seja um cristão ecumênico, mas porque seja o Vaticano ou a Igreja Ortodoxa Russa, as posturas pró-vida deles merecem nosso apoio. Embora eu não apoie a maioria de suas doutrinas religiosas, apoio de todo o coração o trabalho pró-vida deles.
    Neste ponto, considerando a atitude insistente do Olavo de rejeitar todas as iniciativas pró-família da Rússia, alguns poderiam talvez pensar que estratégia é o que o Instituto Inter-Americano está querendo, atraindo evangélicos e católicos para o suposto propósito de ativismo pró-vida e pró-família quando a motivação real de seu fundador e seu assistente é ativismo anti-Rússia.
    Como base para sua acusação de “estratégia” russa, o membro do Instituto Inter-Americano e assistente do Olavo mencionou “Aleksandr Dugin” em seu protesto no artigo de Ibrahim, apresentando Dugin como o homem mais poderoso da Rússia.

    Eu estava no encontro conservador mais importante da Rússia em 2014, com outro membro do Instituto Inter-Americano e muitos conservadores ortodoxos, católicos, protestantes e judeus internacionais, e não havia ali nenhum Dugin, que é, a propósito, admirador de René Guénon, um católico francês que se convertera ao islamismo esotérico.
    Estranhamente, outro admirador de Guénon é o próprio Olavo, que traduziu para o português um dos livros de Guénon. Olavo ajudou a fundar no Brasil a primeira tariqa, um centro islâmico esotérico que ensina uma espécie de bruxaria muçulmana, e um dos filhos dele é um muçulmano atuante. Ainda que Olavo pareça hoje rejeitar parcialmente algumas dessas experiências passadas, muitos artigos dele louvam e recomendam Guénon.
    Além de chamá-los de duguinistas, Olavo também frequentemente acusa quem elogia minimamente a Rússia de putinista, agente da KGB ou agente russo.
    Com a chegada de Trump e suas muitas declarações a favor de Putin e da Rússia, a cara e os argumentos do Olavo caíram no chão. Ele não ousa acusar Trump de ser um agente do Kremlin, mas dribla os perigos plantando na mente de seus seguidores a imagem forjada de um Trump que é “acusado” de elogiar a Rússia — quando a verdade é que ele fez elogios amplamente comprovados e registrados pela poderosa imprensa conservadora americana — e de um Trump que é acusado de querer bombardear a Rússia. Essa sim é uma acusação falsa descarada, inventada exclusivamente para substituir as acusações automáticas do Olavo contra qualquer um que elogie a Rússia.
    A acusação de que Trump é um “agente russo” não é uma acusação conservadora. É uma acusação neocon apontada contra todos os grupos ou indivíduos americanos que apreciam os aspectos positivos e conservadores da Rússia moderna. Um ex-diretor da CIA também acusou Trump de ser um agente russo e disse que tenciona votar na Hillary Clinton.
    Então o candidato mais compatível para ativistas anti-Rússia como Olavo é a Hillary. O bilionário esquerdista George Soros também apoia Hillary e ele é anti-Rússia.
    Enquanto Trump tem elogiado a Rússia e seus assessores estavam apoiando forças pró-Rússia na Ucrânia, Olavo tem abertamente louvado a revolução ucraniana como o melhor exemplo democrático contra uma ditadura. A revolução ucraniana foi a maior revolução de Soros, tendo sido financiada em massa por ele.
    Em seu artigo “Aliança entre Ucrânia e ISIS,” o escritor Sierra Rayne disse:
    “Provavelmente, muitos cidadãos comuns no Ocidente não estão cientes de que o ISIS está lutando ao lado dos nacionalistas da Ucrânia. Se tivessem essa informação, a opinião pública poderia mudar drasticamente em apoio da Rússia — como de fato deveria ser. Melhor ter a Ucrânia como um Estado aliado da Rússia do que mais um membro em gestação do Califado Islâmico que está se formando em nível mundial.”
    Sobre esse artigo, Steve Baldwin, membro evangélico do Instituto Inter-Americano, disse:
    “Pessoas do mundo inteiro que amam a liberdade e que cresceram durante os anos da Guerra Fria aprenderam a odiar a União Soviética e com boa razão. O comunismo aniquilava toda a liberdade e o comunismo de estilo soviético estava constantemente tentando obter mais território. Mas esse paradigma mudou. Infelizmente, há muitos líderes políticos, tanto nos EUA quanto em outros países, que não compreendem que a Guerra Fria acabou e que há novas ameaças que precisam ser confrontadas e novas alianças que precisam ser formadas. Putin pode não ser um líder perfeito, mas pessoas do mundo inteiro que amam a liberdade têm muito mais em comum com o povo russo do que têm com islamistas radicais que travam guerras santas. O artigo [de Sierra Rayne] revela a aliança de islamistas com algumas facções na Ucrânia e sugere que os EUA formem uma aliança com a Rússia para combater a crescente ameaça de muçulmanos que fazem guerra santa.”
    O paradigma realmente mudou, e deixou Olavo distante não só de Trump, mas também de membros de seu próprio instituto. Mas não o deixou distante de Soros e sua velha escola.
    Olavo fundou a primeira escola de astrólogos no Brasil. Mas como sua bola de cristal conseguirá ver acuradamente o futuro se ele enxerga o presente de modo inexato?
    Realidade: Trump quer bombardear o Estado Islâmico.
    Fantasia: A bola de cristal do astrólogo-filósofo diz que a mídia americana acusa Trump de querer bombardear a Rússia.

    Fato: Tal acusação é inexistente na mídia americana, resultando em duas possíveis explicações para a mentira do astrólogo-filósofo:

    1. Ele é um vigarista que engana para tirar vantagem.
    2. Ele é um palhaço sofisticado que faz uso de uma filosofia circense para divertir o público brasileiro.

    Em ambos os casos, o resultado é o mesmo: aumento de audiência. No Brasil, não é impossível ser palhaço em assuntos políticos, fazer sucesso e aumentar a audiência. Tiririca, um palhaço semianalfabeto, se tornou um famoso deputado federal.

    Além de acusar a imprensa americana de dizer que Trump quer bombardear a Rússia, Olavo insiste numa autopropaganda fantasiosa, se gabando de que só ele é responsável pela queda do governo do PT no Brasil, quando até mesmo a grande mídia conservadora americana não lhe dá tal glória. A TV CBN, presidida por Pat Robertson (que foi candidato presidencial pelo Partido Republicano na década de 1980), não deu tal glória ao católico esotérico Olavo na reportagem “Impeachment de Dilma mostra crescente poder evangélico no Brasil.” O WND também não lhe deu tal glória no artigo “Queda do governo do PT no Brasil fornece lições para os EUA.”

    Mas quem se importa? Não Olavo, que não vê a queda do PT como um acontecimento importante. Recentemente, ele disse queinfinitamente mais importante do que tirar a Dilma do poder é eliminar da consciência das pessoas o “mito” da Inquisição, como se essa máquina sanguinária não tivesse torturado e matado judeus e evangélicos.

    Ele tem então uma obsessão de defender o revisionismo da Inquisição. Veja este vídeo onde ele diz que todos os instrumentos da Inquisição foram inventados e nunca existiram: https://youtu.be/PltbzpNFnoU
     
    Ele tem também uma obsessão de atacar a Rússia todos os dias, de forma abundante, como se Putin fosse Osama bin Laden e a Rússia fosse o ISIS.
    Enquanto isso, o foco de Trump é o ISIS. De acordo com Trump, o ISIS foi criado por Barack Obama e Hillary Clinton. Putin disse a mesma coisa. Mas eu não ficaria nem um pouco surpreso se Olavo tentasse insinuar que a Rússia criou o ISIS, pois sua resposta automática sobre todos os males do universo é culpar a Rússia. O que é interessante é que os neocons proeminentes realmente culpam a Rússia pela criação do ISIS.
    Em termos dos perigos que a civilização está enfrentando, o foco do Olavo não é o islamismo. Talvez ele não esteja ativamente envolvido em assuntos islâmicos hoje porque já teve envolvimento vasto no passado. Ele já leu e decorou o Corão em árabe e recebeu um prêmio do governo da Arábia Saudita por uma biografia de Maomé que ele escreveu.
    Enquanto o foco de Trump e dos conservadores americanos tem sido o islamismo e seu terrorismo e a invasão de imigrantes nos EUA e Europa, o foco do Olavo continua a ser a Rússia, seu bode-expiatório no passado, no presente e no futuro. Ele não pode evitar isso: ele é o ativista anti-Rússia mais proeminente do Brasil, embora seja um imigrante nos EUA.
    Ele é muito sortudo. As políticas de imigração de Obama são as mais generosas na história dos EUA. Em grande parte sob Obama, Olavo tem mantido sua sobrevivência como imigrante, e basicamente ele faz o que Obama faz: ele foca na Rússia, não no terrorismo islâmico, como a maior ameaça.
    Com uma bola de cristal na mente e no coração é fácil um astrólogo-filósofo ignorar a realidade, desprezar a objetividade e enxergar ameaças imaginárias.
    Culpe então a bola de cristal!

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