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    13 setembro 2016

    Cunha é o sétimo deputado cassado desde a criação do Conselho de Ética


    Político recebeu nesta segunda na votação que cassou o seu mandato menos de 4% dos votos daqueles que o elegeram ao posto máximo da Casa há um ano e sete meses
    AGÊNCIA BRASIL

    Com o resultado às 23h50 desta segunda-feira (12), o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) tornou-se o sétimo deputado a ter o mandato cassado desde a criação do Conselho de Ética, em 2001.

    Eleito presidente da Câmara, no início de fevereiro do ano passado, com 267 votos, Cunha recebeu nesta terça na votação que cassou o seu mandato menos de 4% dos votos daqueles que o elegeram ao posto máximo da Casa há um ano e sete meses. O percentual não leva em conta aqueles que se abstiveram, nove ao todo, e os 42 deputados que faltaram à sessão.

    Votaram para salvar o mandato de Cunha os deputados Carlos Marun (PMDB-MS), Paulinho da Força (SD-SP), Pastor Marcos Feliciano (PSC-SP), João Carlos Bacelar (PR-BA), Wellington Roberto (PR-PB), Arthur Lira (PP-AL), Júlia Marinho (PSC-PR), Dâmina Pereira (PSL-MG) e Jozi Araújo (PTN-AP).

    Se abstiveram de votar os deputados Nelson Meurer (PP-PR), Alberto Filho (PMDB-MA), Mauro Lopes (PMDB-MG), Saraiva Felipe (PMDB-MG), Rôney Nemer (PP-DF), Delegado Edson Moreira (PR-MG), Larte Bessa (PR-DF), o líder do governo André Moura (PSC-SE) e Alfredo Kaefer (PSL-PR).

    O voto do deputado Delegado Edson Moreira surpreendeu. Isso porque, ao lado do deputado Carlos Marun, ele foi um dos dois parlamentares a fazer discursos contra a cassação de Cunha antes da votação.

    Cassação x Impeachment

    Ao fazer sua defesa no plenário da Câmara, Cunha usou argumentos bem parecidos aos de Dilma e da defesa dela no processo de impeachment. Assim como a petista, por exemplo, Cunha disse-se vítima de vingança em virtude de ter aceitado a denúncia contra a petista por crime de responsabilidade. Já Dilma, em meio ao impeachment, acusou Cunha de aceitar a denúncia contra ela por vingança pela bancada do PT ter se posicionado favoravelmente à cassação dele no Conselho de Ética.

    Além disso, o advogado de Cunha alegou que o pemedebista estava sendo julgado pelo “conjunto da obra” e não pelo fato que motivou a representação, argumentação semelhante à usada pela defesa de Dilma para questionar a legalidade do processo de impeachment.

    Na comparação entre as duas votações, o resultado da cassação de Cunha foi mais expressivo do que a de Dilma no processo de impeachment na Câmara. Enquanto 367, dos 513 deputados votaram pela abertura do impeachment no dia 17 de abril, 450 cassaram o mandato de Cunha na noite de hoje. Entre os que apoiaram Dilma e Cunha, respectivamente, 137 votaram contra o processo de impeachment e dez tentaram salvar o peemedebista.

    Fonte: O tempo

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