segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Cientistas detectam lesão cerebral causada por zika em feto de macacos


A pesquisa, na qual o vírus foi inoculado em macacas grávidas, apresenta as primeiras provas diretas de que a zika pode atravessar a placenta nas fases tardias da gestação e afetar o feto.

Cientistas dos Estados Unidos detectaram pela primeira vez lesões cerebrais provocadas pelo vírus da zika durante o desenvolvimento fetal em macacos, de acordo com um estudo publicado nesta segunda-feira na revista “Nature Medicine”.

A observação experimental de um caso de má-formação em um exemplar de macaco nemestrina poderia facilitar a criação de um modelo animal para provar a eficácia de intervenções terapêuticas viáveis em humanos.

“Este estudo nos ajudará a determinar se uma vacina ou tratamento contra a zika previne as lesões cerebrais no feto, assim como para concluir se é seguro administrar esses remédios durante a gravidez”, afirmou Kristina Adams, a pesquisadora da Universidade de Washington (EUA) que liderou o trabalho.

Os resultados de grupo americano “anulam qualquer dúvida que pudesse restar sobre o quão perigoso é o vírus da zika para o desenvolvimento do feto”, acrescentou Kristina, que é professora de obstetrícia e ginecologia, em um comunicado de sua universidade.

A pesquisa, na qual o vírus foi inoculado em macacas grávidas, apresenta as primeiras provas diretas de que a zika pode atravessar a placenta nas fases tardias da gestação e afetar o feto.
“Ficamos muito surpreendidos quando vimos a primeira imagem de ressonância magnética do cérebro fetal dez dias após a inoculação do vírus. Não tínhamos previsto que uma área tão ampla seria afetada tão profundamente em tão pouco tempo”, afirmou Lakshmi Rajagopal, coautora do estudo.
Por causa desses resultados, os cientistas acreditam que qualquer tratamento para prevenir más-formações cerebrais no feto deve consistir em uma vacina ou em um remédio profilático administrado no momento da infecção pela picada do mosquito, com o objetivo de neutralizar o vírus o mais rápido possível.

“Quando uma mulher grávida começa a notar os primeiros sintomas, o cérebro do feto já pode estar prejudicado”, advertiu Rajagopal.

Este mês, a Organização Mundial da Saúde (OMS) considerou que a epidemia do vírus da zika segue constituindo uma emergência sanitária de alcance internacional, dada sua contínua expansão geográfica e as amplas lacunas no conhecimento sobre seus efeitos neurológicos.

A epidemia procede de uma cepa identificada pela primeira vez nas ilhas do Pacífico, em 2007, mas a mesma ganhou força no final de 2014, quando começou a se propagar no Brasil.

Em junho, a OMS apresentou um plano de resposta à crise sanitária centrado na prevenção, para o qual calculou que são necessários US$ 121 milhões até o fim de 2017.

Fonte: EFE Saúde
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