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    01 agosto 2016

    Queda de helicóptero derrubado por rebeldes mata cinco soldados russos na Síria


    Cinco soldados russos morreram nesta segunda-feira em um helicóptero de transporte derrubado por forças rebeldes no noroeste da Síria, anunciou o Kremlin, o que aumenta para 18 o número de militares mortos naquele país desde a intervenção russa, em 30 de setembro de 2015.

    Ao mesmo tempo, os insurgentes e seus aliados extremistas islâmicos procuram escapar ao cerco imposto desde 17 de julho pelas forças do regime nos bairros rebeldes de Aleppo, a grande cidade do norte do país.

    O ministério russo da Defesa anunciou que o helicóptero abatido transportava dois oficiais e três tripulantes.

    "Na província de Idleb, tiros a partir do solo abateram nesta segunda-feira um helicóptero de transporte militar Mi-8 que retornava para a base aérea de Hmeimim (na costa oeste) após o mesmo ter lançado ajuda humanitária" em Aleppo, declarou o ministério.

    "Segundo as informações que temos do ministério da Defesa, os que estavam no helicóptero morreram. Morreram como heróis porque tentavam direcionar a aeronave para minimizar a quantidade de vítimas em terra", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, em declarações à imprensa.

    O ataque, o mais grave que teve como alvo as forças russas na Síria desde a intervenção militar de Moscou para apoiar o seu aliado, o presidente sírio Bashar al-Assad, eleva a 18 o número de soldados russos mortos no país.

    De acordo com o Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH), o helicóptero foi atingido na fronteira administrativa das províncias de Idleb e Aleppo.

    Idleb está praticamente sob controle total de uma coalizão de islamitas e extremistas, incluindo da Frente Al-Nosra, que foi renomeada de Frente Fateh al-Sham depois de se separar da Al-Qaeda.

    Ataque rebelde em Aleppo

    Na província de Aleppo, a Frente Fateh al-Sham e seus aliados islamitas e rebeldes envolvidos em violentos combates com as tropas do regime nos arredores da cidade de mesmo nome.

    Os insurgentes lançaram no domingo um ataque para tentar aliviar o cerco imposto há mais de duas semanas nas zonas rebeldes no leste da cidade, enquanto os distritos do oeste são controlados pelo regime.

    Os combates deixaram dezenas de mortos entre os beligerantes de acordo com OSDH, que não é capaz de fornecer uma avaliação precisa.

    Segundo o Observatório, as forças rebeldes avançaram para o sul e sudoeste da cidade, mas os combates continuam, bem como os ataques da Força Aérea síria nos bairros do leste.

    Para tornar mais difíceis as operações da aviação do regime, os habitantes queimaram pneus criando uma densa fumaça negra.

    Nas últimas semanas, as forças do governo cortaram a única rota de abastecimento dos rebeldes, aumentando os temores de uma grave crise humanitária para os 250.000 habitantes que vivem em áreas rebeldes.

    Segundo uma fonte militar síria, cerca de 5.000 combatentes pró-regime estão envolvidos nos combates na província de Aleppo.

    O primeiro objetivo dos rebeldes é tomar o bairro de Ramossa, de acordo com o diretor do OSDH, Rami Abdel Rahman.

    "A estrada que passa por Ramossa é a principal rota de abastecimento para as forças do regime que querem avançar nos bairros do oeste da cidade", disse à AFP.

    "O regime pode fazer um desvio para o norte, mas é mais difícil e perigoso", disse ele.

    'Corredores humanitários'

    Os habitantes dos bairros rebeldes da cidade têm medo de serem sitiados, se os insurgentes tiverem êxito neste assalto.

    "Se os rebeldes conseguirem, vão nos cercar e cortar a estrada de Khanasser, que é a nossa única saída para o exterior", garante Hossam Qassab, um farmacêutico de 32 anos.

    Uma fonte da segurança síria reconheceu a ofensiva, mas alegou que tinha sido repelida pelas forças do governo.

    Na semana passada, Moscou anunciou a abertura de "corredores humanitários" para os civis e rebeldes que se renderem.

    No sábado, Moscou e a imprensa estatal síria informaram a fuga de dezenas de civis por esses corredores, mas os residentes e os rebeldes chamaram essa informação de "mentirosas".

    Em outras partes da Síria, a coalizão curdo-árabe das Forças Democráticas da Síria (SDS) avançaram em Minbej, o reduto do grupo extremista Estado Islâmico (EI), de acordo com o Observatório.

    As FDS, apoiadas pela coalizão liderada pelos Estados Unidos, controlam 40% da cidade depois que entraram Minbej há mais de seis semanas.

    Fonte: AFP

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