Exército israelense informou que irá revogar cerca de 83 mil permissões emitidas para palestinos da Cisjordânia para visitarem parentes em Israel durante o Ramadã
FOLHAPRESS

O governo de Israel anunciou uma série de restrições ao movimento de palestinos e enviou centenas de soldados à Cisjordânia em resposta ao ataque que matou quatro pessoas em Tel Aviv na quarta-feira (8).

Após consultas de segurança supervisionadas pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, o Exército israelense informou que irá revogar cerca de 83 mil permissões emitidas para palestinos da Cisjordânia para visitarem parentes em Israel durante o Ramadã, o mês sagrado dos muçulmanos, que está acontecendo.

Entre os participantes da reunião do governo sobre segurança estava o novo ministro da Defesa de Israel, Avigdor Lieberman, líder de um partido ultranacionalista conhecido por posicionamentos duros em relação aos palestinos.

"Não pretendo falar sobre detalhes dos passos que pretendemos dar, mas tenho certeza de que não temos intenção de ficar só nas palavras", disse Lieberman.

Tais medidas, incluindo restrições ao acesso do complexo da mesquita de Aqsa, local sagrado no coração da Cidade Antiga que judeus se referem como Monte do Templo, levaram no passado a uma crescente tensão com palestinos.

Ataque

Além de matar quatro pessoas, o ataque em Tel Aviv deixou seis feridos. Foi o mais violento na capital comercial e de entretenimento do país desde uma série de ataques violentos palestinos em outubro do ano passado.

Não houve reivindicação imediata pelo ataque de dois atiradores palestinos em um complexo de restaurantes próximo ao Ministério da Defesa da Israel, mas o Hamas e outros grupos militantes palestinos foram rápidos em elogiá-lo.

Os agressores eram de Hebron, na Cisjordânia, ocupada por Israel. Eles vestiam ternos e gravatas e fingiam ser clientes do restaurante antes de sacarem armas automáticas e abrirem fogo, deixando todos os presentes em pânico.

Ambos foram presos e um deles ficou ferido no incidente, que segue uma relativa calma nas semanas recentes, após uma sequência quase diária de ataques a facas e tiros palestinos nas ruas de Israel.

Após o ataque, fogos de artifício foram disparados em partes da Cisjordânia. Em alguns acampamentos de refugiados, pessoas cantaram e agitaram bandeiras.

De acordo com moradores, as comemorações não tinham relação com a quebra do jejum do Ramadã ao anoitecer e eram uma celebração das mortes, realizadas por moradores de Yatta, um vilarejo próximo a Hebron.

Fonte: O tempo

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