sexta-feira, 3 de junho de 2016

Comunidade internacional apoia solução de dois Estados para conflito entre Israel e palestinos


A comunidade internacional reafirmou nesta sexta-feira seu apoio à solução de dois Estados, israelense e palestino, e prometeu tentar convencer as duas partes a retomar as negociações de paz, apesar da hostilidade de Israel a qualquer ingerência que não seja americana neste assunto.

"A perspectiva de dois Estados está em grave perigo e a situação se aproxima de um ponto de não retorno", alertou o chefe da diplomacia francesa, Jean-Marc Ayrault, após uma reunião na presença de ministros e representantes de quase 30 países e organizações internacionais em Paris.

"É necessário atuar urgentemente para preservar a solução dos dois Estados, reanimá-la antes que seja muito tarde", disse, ao sair de uma conferência, reiterando a vontade francesa de organizar uma reunião entre israelenses e palestinos até o fim do ano.

A Organização de Libertação da Palestina (OLP) reagiu positivamente a esta reunião, dizendo ter sido "uma etapa muito importante".

Para Saeb Erakat, número dois da organização, "a mensagem que envia é clara: se permitirmos que Israel siga com suas políticas de colonização e de apartheid na Palestina ocupada, no futuro haverá mais extremismo e sangue derramado, e não coexistência e paz".

No mesmo momento, o porta-voz do ministério israelense de Relações Exteriores, Emmanuel Nahshon, indicou que a "reunião de Paris entrará para a história como uma que só teve como consequência endurecer as posições palestinas e afastar as perspectivas de paz".

"Em vez de implorar (ao presidente palestino) Mahmud Abbas que aceite os chamados do primeiro-ministro (israelense Benjamin Netanyahu) para iniciar imediatamente negociações diretas sem pré-condições, a comunidade internacional cede às exigências de Abbas e o autoriza a seguir fugindo das negociações diretas", disse.

No comunicado final da conferência, os participantes reiteraram que "o status quo não é sustentável" e se disseram "alarmados" com a situação no terreno, citando "a violência e as atividades de colonização".

Eles citaram textos internacionais de referência, em particular as resoluções da ONU como bases para as negociações.

A este respeito, a iniciativa árabe de 2002, que prevê a normalização das relações com Israel e uma retirada israelense dos territórios palestinos, continua a ser a melhor base para alcançar a paz, declarou no final do encontro o chefe da diplomacia saudita, Adel Al-Jubeir.

Difícil trabalho de persuasão

Os anúncios concretos, no entanto, foram muito limitados. Ayrault propôs "lançar trabalhos" sobre possíveis incentivos fiscais em matéria econômica, em termos de cooperação e segurança regional, para convencer as partes a voltar à mesa de negociações.

No ambiente econômico, particularmente a Europa, "primeiro parceiro comercial de Israel e maior doador para a Autoridade Palestina", tem um papel crucial a desempenhar, sublinhou a chefe da diplomacia europeia Federica Mogherini.

Os grupos de trabalho devem se reunir "antes do final do mês", prometeu Ayrault, acrescentando que iria se encontrar "muito em breve" com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e com o presidente palestino, Mahmoud Abbas, para propor "um trabalho em estreita colaboração com eles".

No entanto, o trabalho de persuasão pode ser difícil. Mesmo antes de sua realização, a reunião em Paris já era rejeitada por Israel. "Será um fracasso", previu o diretor do Ministério das Relações Exteriores de Israel, Dore Gold.

"Não se trata de substituir as partes interessadas", tentou tranquilizar o presidente francês, François Hollande, que abriu a conferência nesta sexta-feira.

Mas a comunidade internacional deve agir porque "no atual contexto regional no Oriente Médio, o vácuo será inevitavelmente preenchido por extremistas e terroristas que irão se aproveitar da situação".

Outra questão diz respeito à vontade dos Estados Unidos, mediadores históricos e jogadores-chave neste assunto, de se envolver na iniciativa lançada pela França

O secretário de Estado americano John Kerry, mediador das negociações entre israelenses e palestinos em 2013 e 2014, esteve presente na reunião de Paris.

Questionado antes do início da reunião sobre o apoio dos Estados Unidos à ideia de convocar uma conferência internacional de paz no final do ano, ele disse: "Vamos ver, temos de ver onde isto vai, vai acontecer".

Fonte: AFP
O CORREIO DE DEUS
O CORREIO DE DEUS

This is a short biography of the post author. Maecenas nec odio et ante tincidunt tempus donec vitae sapien ut libero venenatis faucibus nullam quis ante maecenas nec odio et ante tincidunt tempus donec.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

AVISO!

Desde já quero informar que todos serão responsabilizados pelos seus comentários!

Comentem mas com pudor e serenidade, pois só serão aceitos comentários que somam para o assunto caso contrário não serão publicados. Críticas são bem vindas desde que tenham coerência no que estão falando. E comentários de links e propagandas de outras páginas não serão publicados também. Temos uma visão conservadora e não desviaremos o foco do pensamento bíblico. Att; SITE O CORREIO DE DEUS

Grato pela atenção de todos.