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    09 maio 2016

    Coreia do Norte aprova ampliação do arsenal nuclear


    O primeiro congresso do partido único da Coreia do Norte em quase 40 anos aprovou formalmente a política de seu líder Kim Jong-un para o desenvolvimento do arsenal nuclear, que será utilizado no caso de uma ameaça de outra potência nuclear.

    Os delegados do congresso do Partido dos Trabalhadores da Coreia (PTC) também se pronunciaram a favor de um trabalho pela reunificação da península da Coreia, dividida em dois Estados, mas Seul rejeitou nesta segunda-feira as propostas norte-coreanas para melhorar o relacionamento.

    No congresso, tecnicamente o principal órgão de decisão da Coreia do Norte, milhares de delegados aprovaram no domingo "impulsionar a força nuclear de autodefesa, tanto em qualidade como em quantidade", afirmou a agência oficial de notícias KCNA.

    Além disso, o encontro ratificou o princípio político segundo o qual Pyongyang só utilizará suas armas nucleares no caso de sua soberania ser ameaçada por outra potência nuclear.

    Os delegados também se pronunciaram a favor de trabaçhar pela reunificação da península da Coreia, dividida em dois Estados.

    "Mas se as autoridades sul-coreanas optam por uma guerra (...) Nos engajaremos em uma guerra justa para eliminar sem piedade as forças opostas à reunificação", destaca o documento divulgado pela agência oficial.

    O partido único reiterou que o programa de armamento nuclear continuará enquanto "os imperialistas persistirem em sua ameaça nuclear", argumento utilizado há muito tempo por Pyongyang em referência, sobretudo, aos Estados Unidos.

    Durante um discurso longo, de três horas, no sábado no congresso, Kim Jong-un disse que Pyongyang deseja melhorar suas relações com os anteriormente países "hostis" e propor conversações militares com a Coreia do Sul para reduzir a tensão na fronteira.

    'Propaganda'

    Seul rejeitou as propostas, incluindo a votação para trabalhar pela desnuclearização mundial, algo que chamou de "ato de propaganda".

    "Não há sinceridade nenhuma quando fala da necessidade de conversações militares, ao mesmo tempo que se autoproclama um Estado com armas nucleares e faz provocações nucleares e balísticas", disse o porta-voz do ministério da Defesa, Moon Sang-gyun.

    Moon disse que a assembleia política norte-coreana serve apenas para reafirmar a vontade de Pyongyang de desenvolver seu arsenal nuclear. Ele disse que Seul pretende conter as ambições com pressões e sanções.

    A China, único aliado importante de Pyongyang, também minimizou as promessas do regime norte-coreano. Segundo o jornal oficial chinês Global Times, a atitude de Kim Jong-un "não mudou e tampouco se resolveu sua maior contradição com o mundo exterior".

    "Enquanto Pyongyang resistir a renunciar a suas armas nucleares, a normalização das relações com o mundo exterior será muito pouco provável", afirma o jornal em um editorial.

    A China foi a grande ausente da assembleia política, talvez um reflexo de um afastamento a respeito do regime comandado por Kim Jong-un.

    A comunidade internacional adotou uma série de sanções contra Pyongyang depois do primeiro teste norte-coreano com uma bomba atômica em 2006. Desde então, o regime executou mais três testes e vários disparos de mísseis.

    O mais recente aconteceu em janeiro e Pyongyang o apresentou como um teste com uma bomba de hidrogênio. Analistas, no entanto, duvidaram do anúncio e afirmaram que a energia liberada foi muito menor do que a necessária para tal teste.

    As especulações sobre a possibilidade de um quinto teste nuclear norte-coreano durante o congresso, que deve durar três ou quatro dias, aumentaram nas últimas semanas.

    'Byungjin'


    Kim Jong-un ainda não era nascido quando aconteceu o último congresso, em 1980, que consagrou seu pai Kim Jong-il como herdeiro deste regime dinástico fundado por seu avô Kim Il-sung há quase 70 anos.

    A assembleia política, iniciada na sexta-feira, é considerada a consagração do líder norte-coreano de 33 anos e a confirmação da estratégia "byungjin", um desenvolvimento paralelo da economia e dos programas nucleares.

    A política nuclear desta estratégia dominou o período prévio ao congresso, marcado pelo quarto teste nuclear e o lançamento de um foguete de longo alcance.

    Ao mesmo tempo, um jornalista da BBC foi detido e será expulso da Coreia do Norte por seu trabalho antes do congresso, anunciou nesta segunda-feira a emissora de rádio e televisão britânica.

    O jornalista Rupert Wingfield-Hayes foi detido na sexta-feira ao lado de outros dois funcionários da BBC e interrogado durante oito horas, denunciou a BBC em seu site

    Fonte: AFP

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