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    18 maio 2016

    As próximas catástrofes que a humanidade irá enfrentar


    São Paulo – No curso da história, a humanidade sofreu com eventos de magnitudes avassaladoras e que dizimaram milhões vidas. Um exemplo foi a pandemia conhecida como “Praga de Justiniano” que matou 17% da população mundial entre 541 e 544. Outro caso mais recente foi a gripe espanhola que eliminou entre 2,5% e 5% das pessoas no mundo em 1918.

    A ocorrência desse tipo de catástrofe mostra que, enquanto algumas gerações lidam com circunstâncias extremas, outras sequer imaginam como é viver dessa maneira. Como resultado, os riscos desses eventos para a vida na Terra são por vezes subestimados.

    E seria esse o melhor caminho para garantir o futuro da humanidade? Bom, segundo a Global Challenges Foundation (GCF), consultoria sueca que investiga essas catástrofes possíveis e auxilia governos no desenvolvimento de soluções para contê-las, não, não é.

    Em um estudo chamado Global Catastrophic Risks 2016, conduzido pela GCF em parceria com a Universidade de Oxford, a entidade buscou identificar e avaliar os eventos que, se acontecerem, podem vir a dizimar mais de 10% da população mundial.

    Para se ter noção do que é um fato dessa magnitude, o estudo lembra que entre os acontecimentos ocorridos no último século, nenhum chegou perto de bater esse número: a Segunda Guerra Mundial, por exemplo, matou 3% da população mundial.

    “Apesar de esse ter sido um evento terrível, nosso foco aqui é o de pensar em possibilidades ainda mais extremas e que recebam menos atenção”, explicaram os pesquisadores. Isso por que, por menor que seja a probabilidade de um evento como esse acontecer no curto e médio prazo, com o passar dos anos, ele se torna cada vez mais real.

    Ao todo, o estudo levantou quatro eventos possíveis que já estão em andamento e podem se agravar nos próximos anos. Veja abaixo quais são eles.

    Guerra Nuclear

    As escalas de consequências de uma guerra nuclear, explica o estudo, dependem, é claro, da escala do próprio conflito. Mas os especialistas da GCF lembram que os Estados Unidos, por exemplo, são donos de ogivas com rendimentos que variam entre 5 e 455 quilotoneladas. A Rússia, por sua vez, tem ogivas com rendimentos de 50 até 800 quilotoneladas.

    Quer imaginar o impacto dessas ogivas, se usadas? Bom, o estudo cita a bomba conhecida como “Little Boy”, usada pelos EUA em Hiroshima em 1945, e que tinha rendimento de 15 quilotoneladas. Ao menos 66 mil pessoas morreram na cidade japonesa em decorrência da explosão.

    As chances de uma guerra nuclear são uma incógnita. Contudo, como mostra o estudo, a história já nos deixou próximos desses eventos. Um exemplo é a crise entre Rússia e Noruega em 1995. Na ocasião, os russos confundiram o lançamento de um foguete norueguês com um ataque nuclear, mas ele portava equipamentos científicos para o estudo da aurora boreal.

    Especialistas ouvidos pelos pesquisadores apontaram uma situação específica em que o mundo deve se manter atento e que é em relação às disputas territoriais entre Índia e Paquistão, sendo que os paquistaneses já alertaram que podem fazer uso de suas armas nucleares na ocasião de agressões.
    Mudanças climáticas

    As mudanças climáticas, resultado da emissão de gases nocivos, fazem parte de uma das catástrofes que estão em andamento e que vem impactando a vida de milhões.

    Um estudo recente mostrou que o ritmo de aumento do nível do mar hoje é o mais rápido observado em 2.800 anos. Caso não se note a diminuição nos níveis de emissões, cientistas estimam que o aumento de 4 graus na temperatura poderá impactar locais nos quais 500 milhões de pessoas vivem.

    Contudo, a GCF vê motivos para que o mundo se prepare para um aquecimento maior, uma vez que há estudos que mostram que os níveis de emissões não irão diminuir, como é o caso de uma pesquisa da Universidade de Cambridge, e que considere que as temperaturas possam aumentar em até 6 graus.

    “Esses números são especulativos, mas nos dão razões para acreditar que a possibilidade de mudanças climáticas catastróficas não deve ser negligenciada, a não ser que ações enérgicas contra os gases nocivos sejam executadas”, pontuam os pesquisadores.

    Pandemias naturais

    Até o advento das armas nucleares, eram as pandemias as maiores responsáveis por catástrofes globais. E a história da humanidade está cheia delas, mas são as gripes as maiores ameaças.

    As diferentes gripes, notam os pesquisadores, já chegaram a atingir entre 24 e 38% da população mundial. Nesse sentido, o estudo considera especialmente alarmante a epidemia de gripe aviária. Embora não seja facilmente transmissível entre humanos, é difícil prever e impedir o surgimento de espécies mais fortes da doença.

    Pandemias de gripe não são novidade no planeta. Nos últimos 300 anos, ao menos dez delas aconteceram, mas não chegaram a matar mais de 5% da população mundial. Um exemplo é a gripe espanhola que matou entre 50 e 100 milhões de pessoas há cem anos.

    Riscos Exógenos

    Riscos exógenos são definidos pelo estudo como aqueles que nada tem a ver com a ação humana, como erupções vulcânicas e impactos de asteroides e cometas. “Evidências históricas sugerem que catástrofes decorrentes desses eventos não são frequentes e são pouco prováveis”. Seus impactos, contudo, são sérios.

    O estudo lembra o caso da suposta erupção do supervulcão em Toba, na Indonésia, há cerca de 80 mil anos, cuja emissão de cinzas e ácido sulfúrico na atmosfera causaram a redução de até 5 graus na temperatura e dizimaram espécies de todas as sortes.

    As chances de uma erupção como essa acontecer são pequenas. De acordo com estimativas do estudo, esse tipo de evento ocorre uma vez a cada 30 mil anos.

    No que diz respeito aos asteroides e cometas que podem vir a se chocar contra o planeta, os pesquisadores assinalam que qualquer corpo com mais de 1,5 quilômetros de diâmetro poderia causar impactos em escala global. A Nasa já conseguiu mapear 90% dos corpos com mais de 1 quilômetro e estima que as chances de um deles se chocar contra o planeta é de 1 em 1.250 em 100 anos.

    Fonte: Exame

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