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    22 maio 2016

    50 anos de mudança de sexo, transtornos mentais e muitos suicídios


    Pioneiros na cirurgia de mudança de sexo e estudos clínicos recente concordam que a maioria dos trangêneros sofre de transtornos psicológicos coexistentes, que levam a números tragicamente altos de suicídio. criminalizar a psicoterapia para transgêneros pode ser politicamente correto, mas mostra um deplorável desprezo pela vida humana.

    02 de Fevereiro de 2016 (ThePublicDiscourse) – No dia 4 de outubro de 1966 a coluna social do New York Daily News informou que circulava pelos clubes de Manhattan uma garota que dizia ter sido homem até 1965. Ela havia se submetido a uma cirurgia de mudança de sexo em Baltimore, na clínica de gênero da Johns Hopkins.

    Até 1979, treze anos depois, já haviam sido realizadas suficientes cirurgias de mudança de sexo para avaliar os resultados. Era chegada a hora de fazer uma análise baseada em pacientes reais.

    Nos anos 1970, quão eficaz era a mudança de sexo? Quais foram as consequências para as pessoas transgênero?

    O primeiro informe foi feito pelo dr. Harry Benjamin, grande defensor da terapia hormonal de mudança de gênero e da cirurgia de mudança de sexo, que administrava uma clínica particular para transexuais. De acordo com um artigo do Journal of Gay & Lesbian Mental Health, “Até 1972, Benjamin havia diagnosticado, tratado e criado laços de amizade com, pelo menos, mil dos dez mil americanos que se sabia serem transexuais.”

    Fiel colega do dr. Benjamin, o endocrinologista Charles Ihlenfeld administrou terapia hormonal a cerca de 500 pessoas transgênero por um período de seis anos na clínica de Benjamin – até que começou a ficar preocupado com os resultados. “Há muita infelicidade entre as pessoas que fazem essa cirurgia”, disse. “Muitas delas terminam em suicídios. 80% dos que desejam mudar de sexo não deveriam fazê-lo.” Mas mesmo para os 20% que ele pensava serem bons candidatos para isso, a mudança de sexo não é, de maneira alguma, uma solução para os problemas da vida. Ele pensava nisso mais como uma espécie de adiamento. “Isso compra talvez uns 10 ou 15 anos de vida feliz,” diz ele, “e, durante esse tempo, vale a pena.”

    Mas Ihlenfeld não passou ele mesmo pela experiência de mudar de sexo.Eu passei, e discordo dele no seguinte ponto: O adiamento não vale a pena! Depois que tive um adiamento de 7 ou 8 anos, o que houve? Eu fiquei muito pior do que estava antes. Eu parecia uma mulher – meus documentos me identificavam como mulher –, mas descobri, ao fim do período de “adiamento”, que queria ser homem; e esse desejo era tão forte quanto aquele que tive quando quis ser mulher. A recuperação foi difícil.

    Entretanto, com base em sua experiência, tendo tratado cerca de 500 transgêneros, o dr. Ihlenfeld concluiu que o desejo de mudar de gênero muito provavelmente tem origem em fatores psicológicos poderosos. Ele contou em Transgender Subjectivities: A Clinician’s Guide que “o que quer que a cirurgia faça, ela não satisfaz um anseio básico por algo que é difícil de definir. Isso está associado à ideia de que nós estamos tentando tratar de maneira superficial algo que é muito mais profundo.” O dr. Ihlenfeld deixou a endocrinologia em 1975 para começar a residência em psiquiatria.

    Há cerca de 3 anos, quando estava escrevendo meu livro Paper Genders, fiquei curioso e liguei para o dr. Ihlenfeld para lhe perguntar se algo havia mudado em suas ideias desde as suas observações feitas em 1979. Ihlenfeld foi educado ao telefone e disse logo que não, que nada havia mudado em suas ideias. É interessante ver que, mesmo na atual atmosfera do politicamente correto, o dr. Ihlenfeld, um homossexual, manteve sua visão de que a cirurgia de mudança de sexo não é a resposta para aliviar os fatores psicológicos que levam à compulsão por mudar de gênero. Eu agradeço por sua avaliação honesta e clínica das evidências e por sua recusa em distorcer os resultados médicos para se moldarem a uma perspectiva política em particular.

    Agora, concentremo-nos na clínica de gênero da Universidade Johns Hopkins, onde a garota transgênero mencionada no New York Daily Newsfez sua cirurgia. O dr. Paul McHugh tornou-se diretor de psiquiatria e de ciência comportamental na metade dos anos 1970 e pediu ao dr. Jon Meyer, diretor da clínica àquela época, para realizar um estudo minucioso dos resultados dos tratamentos realizados na clínica. McHugh diz que aqueles que se submeteram à cirurgia “sofreram poucas alterações em suas condições psicológicas. Eles continuavam com os mesmos problemas com os relacionamentos, com o trabalho, com as emoções. A esperança de que eles poderiam emergir de suas dificuldades emocionais e prosperar psicologicamente não foi concretizada.”

    Em 2015, eu fiquei frente a frente com o dr. McHugh em seu escritório na Universidade Johns Hopkins e fiz-lhe a mesma pergunta que havia feito ao dr. Ihlenfeld: se ele tinha mudado de ideia quanto à cirurgia de mudança de sexo. McHugh me disse que ainda precisava encontrar uma justificativa médica para fazer a alteração cirúrgica da genitália e que é obrigação dos profissionais da medicina seguir os caminhos da ciência ao invés de ignorá-la para seguir o que é tido como politicamente correto.

    Esses dois médicos poderosos e influentes foram pioneiros no tratamento do transexualismo. O dr. Ihlenfeld é um psiquiatra homossexual; o dr. Paul McHugh é um psiquiatra heterossexual. Ambos chegaram à mesma conclusão, outrora e agora: fazer a cirurgia não irá resolver os problemas psicológicos dos pacientes.

    E nos anos 2000? Os fatores psicológicos das clínicas de Hopkins e Benjamin foram sustentados por estudos posteriores?

    Estudos mostram que a maioria das pessoas trangênero têm outros transtornos psicológicos coexistentes ou comórbidos.

    Um estudo de 2014 descobriu que 62,7% dos pacientes diagnosticados com disforia de gênero tinham pelo menos mais um outro transtorno e 33% tinham transtornos depressivos, vinculados a ideação suicida.

    Um outro estudo de 2014 realizado em quatro países europeus apontou que quase 70% dos participantes tinham um ou mais transtornos do Eixo I, sobretudo transtornos afetivos e ansiedade.

    Em 2006, o Departamento de Psiquiatria da Universidade Case Western Reserve, em Cleveland, Ohio, realizou um estudo clínico dos transtornos comórbidos dos últimos 10 pacientes entrevistados em sua Clínica de Identidade de Gênero. Constataram que “90% desses diversos pacientes tiveram pelo menos um outro tipo de psicopatologia (…) [como] problemas de humor, ansiedade e dificuldade em adaptar-se no mundo. Dois dentre os dez tiveram um significativo e persistente arrependimento com relação a suas transformações anteriores.”

    Apesar disso, em nome dos “direitos civis”, em todos os níveis do governo americano estão sendo aprovadas leis que impedem que pacientes trangênero recebam terapias para diagnosticar e tratar seus transtornos mentais coexistentes.

    Os autores do estudo da Universidade Case Western Reserve parecem ter percebido essa onda legal se aproximando quando disseram que: “essa conclusão parece estar em claro contraste com a retórica pública, forense e profissional de muitos que atendem adultos transgêneros. (…) A ênfase nos direitos civis não supre a necessidade do reconhecimento e tratamento das psicopatologias associadas. Os especialistas em identidade de gênero, ao contrário da mídia, precisam se preocupar com a maioria de seus pacientes, não apenas com aqueles que estão lidando bem com a transição.”

    Como alguém que passou pela cirurgia, eu concordo plenamente. Política e ciência não se misturam muito bem. Quando a política exerce pressão sobre a medicina, são os pacientes que sofrem.

    E quanto aos suicídios?

    Vamos ligar os pontos. A taxa de tentativas de suicídio registradas entre pessoas transgênero é pavorosa – acima de 40%. De acordo com o site Suicide.org, 90% de todos os suicídios são resultado de algum transtorno mental não tratado. Mais de 60% (e possivelmente mais de 90%, como mostrado em Case Western) dos transgêneros têm transtornos psiquiátricos comórbidos, que frequentemente permanecem sem qualquer tipo de tratamento.

    Será que tratar os transtornos psiquiátricos subjacentes preveniria suicídios entre os transgênero? Eu acredito que a resposta é um sonoro “sim.”

    A evidência está bem na nossa cara. Um número tragicamente alto de pessoas transgênero tenta suicidar-se. O suicídio é o resultado de transtornos mentais não tratados. A maioria das pessoas transgênero sofre de transtornos mentais não tratados – e, ainda assim, contra toda a razão, estão promulgando leis para impedir o tratamento dessas pessoas.

    Eu escrevo profundamente preocupado com os homens e mulheres transgênero que tentam suicídio, que estão infelizes e que querem voltar ao gênero de seu nascimento. Os outros – aqueles que parecem estar bem depois da transição, pelo menos agora, durante o período de “adiamento” – são celebrados pela mídia. Mas eu escuto os outros – aqueles que preferem ficar escondidos, que estão pensando em suicídio, cujas vidas estão despedaçadas, que fizeram a cirurgia, mas ainda têm problemas debilitantes, tanto físicos quanto psicológicos, aqueles cujo período de “adiamento” já acabou.

    Nos anos 1970 e agora, a cirurgia de mudança de sexo é feita rotineiramente quando requerida. As pessoas transgênero são o único grupo ao qual é permitido diagnosticarem-se a si mesmas com disforia de gênero, tendo como único fundamento seu desejo de fazer a cirurgia de mudança de sexo; não a fazem porque a comunidade médica tenha encontrado provas objetivas de que essa cirurgia é necessária do ponto de vista médico.

    Depois de cinquenta anos de intervenções cirúrgicas nos Estados Unidos, ainda falta uma base científica para o tratamento cirúrgico de pessoas transgênero.

    Uma força-tarefa encomendada pela Associação Americana de Psiquiatria fez uma revisão da literatura sobre o tratamento do transtorno de identidade de gênero e em 2012 declarou que “considerou-se que a qualidade das evidências relativas à maior parte dos aspectos do tratamento em todos os subgrupos era baixa.” Em 2004, a revisão de mais de 100 estudos médicos internacionais de transexuais operados não encontrou “evidências científicas robustas de que a cirurgia de mudança de sexo é clinicamente eficaz.”

    Escutamos os ecos dos pioneiros nas clínicas de Hopkins e Benjamin e vemos suas conclusões confirmadas em estudos atuais, mostrando uma e outra vez que transtornos psiquiátricos e psicológicos existem nas psyches daqueles que mudam de gênero – mas quem está prestando atenção a isso?

    Desprezo e difamação aguardam qualquer um que ouse sugerir que, para tratar a disforia de gênero de maneira eficaz, é preciso de psicoterapia. O dr. McHugh, o dr. Ihlenfeld e outros como eles mostram grande integridade ao exporem publicamente suas preocupações quanto aos problemas psicológicos daqueles que realizam a mudança de sexo, e ao rejeitarem a “abordagem rolo-compressor” do tratamento que prescreve hormônios e cirurgia de mudança de sexo sem antes buscar um tratamento menos invasivo e drástico.

    Defensores e clientes trans têm medo de que, se um psicólogo ou psiquiatra olhar muito profundamente a psyche de seu paciente, sejam capazes de descobrir a presença de um transtorno que, se tratado adequadamente, acabará com o sonho de mudar de sexo, uma fantasia que nutriram durante a maior parte de suas vidas. Viver na negação frequentemente é uma forma de fuga, um modo de evitar olhar para trás, para os acontecimentos da infância e fazer o trabalho duro de lidar com um passado doloroso. As causas desses transtornos estão enterradas tão profundamente e desenterrá-las levaria a níveis tão altos de ansiedade, que parece preferível mudar a própria identidade e aparência, embora esta seja uma atitude mais extrema.

    Há trinta e três anos, eu me submeti à cirurgia de mudança de sexo, apenas para descobrir que era um adiamento temporário, não uma solução para os transtornos comórbidos subjacentes. Eu escrevi livros, publiquei artigos e falei publicamente por todo o mundo para esclarecer as pessoas sobre a prevalência do suicídio entre pessoas transgênero e sobre os riscos e arrependimentos daqueles que mudam de gênero.

    Redes de televisão como a ABC, que glamourizam transgêneros como Bruce Jenner, em sua turbulência psicológica, fazem um grande desserviço para as pessoas transgênero e para aqueles que lhes negam um ambiente seguro no qual enfrentar os profundos problemas dos transtornos comórbidos e da tendência ao suicídio.

    Continuar ignorando a história e os alertas presentes em estudos e relatórios – por mais inconveniente ou politicamente incorreto que possa parecer – não é a solução para o tratamento dos transtornos psicológicos. Ignorar os suicídios não ajudará a preveni-los. Criminalizar certas intervenções médicas quando sabemos que 90% dos suicídios se deve a transtornos mentais não tratados e que a maioria das pessoas transgênero tem transtornos psicológicos coexistentes não promove protocolos de tratamento eficazes; isso só faz silenciar a liberdade de seguir o caminho da ciência.

    Permitir que uma agenda política anule e silencie o processo científico não evitará suicídios nem levará a tratamentos melhores para essa população. Isso não é compaixão; é um irresponsável descaso com as vidas das pessoas.

    Walt Heyer é um autor e conferencista com uma paixão por ajudar outras pessoas que se arrependeram da mudança de gênero. Em seu website,SexChangeRegret.com, e em seu blog,WaltHeyer.com, Heyer desperta a consciência do público sobre a incidência de arrependimento e sobre as trágicas consequências sofridas como resultado. A história de Heyer pode ser lida no romance Kid Dakota and The Secret at Grandma’s House e em sua autobiografia, A Transgender’s Faith. Dentre as publicações de Heyer encontram-se ainda Paper Genders e Gender, Lies and Suicide.

    Reproduzido com permissão de The Witherspoon Institute.

    Fonte: Notifam

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