Líderes de mais de 50 países afirmaram nesta sexta-feira (01/04) que a ameaça do terrorismo nuclear é um dos maiores desafios da segurança internacional e concordaram em fortalecer a proteção de instalações nucleares para evitar ataques cibernéticos. Os países reafirmam ainda o compromisso de combater a proliferação de armas e materiais nucleares.

"A ameaça do terrorismo nuclear e radiológico continua sendo um dos maiores desafios da segurança internacional, e essa ameaça está aumentando constantemente", afirmou o comunicado assinado pelos países que participaram da Cúpula de Segurança Nuclear, em Washington.

Durante a reunião, os líderes discutiram medidas que visavam aumentar a segurança e evitar que combustíveis nucleares pudessem ser usados para produzir armamentos. "Comprometemo-nos a promover um ambiente internacional estável e pacífico, reduzindo a ameaça de terrorismo nuclear e reforçando a segurança nuclear", ressaltou a declaração.

Maior cooperação

No final do evento, o presidente americano, Barack Obama, convidou os participantes a estreitar a cooperação entre serviços de inteligência para prevenir ataques terroristas. Ele ressaltou que os líderes concordaram que a ampliação da troca de informações entre os países é essencial na defesa contra grupos terroristas, como o "Estado Islâmico" (EI).

Obama acrescentou que "homens maus" de grupos como o EI e a Al-Qaeda vêm tentando o acesso a armas nucleares. Se essa tecnologia cai em mãos erradas, isso poderia "mudar o mundo", afirmou o presidente.

"Ainda há uma grande quantidade de materiais nucleares e radioativos ao redor do mundo que precisa ser protegida. Os estoques globais de plutônio estão aumentando. Alguns países estão expandindo arsenais nucleares com armas táticas de pequeno porte que podem representar um grande risco de roubo", disse.

Os participantes da reunião reafirmaram ainda o seu comprometimento no combate à proliferação de armas nucleares e reconheceram que muito mais precisa ser feito para evitar que atores não-estatais e extremistas tenham acesso a materiais radioativos e nucleares.

Durante dois dias, Obama recebeu líderes mundiais para a cúpula, cujo foco era os esforços para dificultar o acesso a materiais nucleares vulneráveis e evitar o terrorismo nuclear. A reunião, porém, foi boicotada pelo presidente russo, Vladimir Putin, em momento de tensões crescentes entre Washington e Moscou devido aos conflitos na Ucrânia e na Síria.

CN/EK/rtr/lusa/afp/ap
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