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    23 abril 2016

    Equador é sacudido por tremores secundários


    Fortes tremores de terra sacudiram o Equador nesta sexta-feira, enquanto o país luta para se recuperar do devastador terremoto do último dia 16, que deixou cerca de 600 mortos e mais de 12.000 feridos. A tragédia levou a ONU a lançar um pedido de ajuda a países doadores, enquanto o Banco Mundial oficializou um empréstimo.

    Tremores de entre 4.0 e 5.2 graus de magnitude foram registrados na manhã desta sexta-feira pelo Instituto Geofísico do Equador (IG), horas depois de outros abalos secundários, de 6.0 e 6.1 graus, terem sido sentidos na noite da quinta-feira nas províncias de Manabí, Esmeraldas e Los Ríos (oeste), assim como nas cidades de Santo Domingo, Guayquil e Quito.

    "Se produziram 722 abalos desde o terremoto, dos quais nas últimas 24 horas os mais fortes foram dois de 6.0 graus registrados na noite do dia 21 de abril", disse o IG sobre o potente tremor de 7.8 graus que atingiu o país no sábado passado, considerado o pior desde 1979.

    Na região afetada, que abrange seis províncias costeiras nas quais foi declarado um alerta vermelho, não houve de imediato mais danos nem vítimas, reportaram enviados da AFP.

    O sismo já deixou 602 mortos, 130 desaparecidos, 12.492 feridos, 26.091 desabrigados e quase 10.000 edifícios destruídos ou afetados, indicou o último balanço oficial.

    As Nações Unidas fizeram nesta sexta-feira um chamado aos países doadores para arrecadar 72,7 milhões de dólares para assistir a 350.000 pessoas no Equador nos próximos três meses, das 720.000 que se estima que precisarão de ajuda.

    Além disso, o Banco Mundial (BM) oficializou o empréstimo anunciado de 150 milhões de dólares para ajudar na reconstrução das zonas afetadas.

    As entidades humanitárias alertam que o país enfrenta grandes riscos humanitários ante as milhares de pessoas que ficaram sem teto, sem dispor de água potável e que estão expostas a inúmeras doenças.



    O terremoto, com epicentro no balneário Pedernales, na província de Manabí, cerca de 180 km ao norte do porto de Manta, deixou zonas turísticas reduzidas a escombros, e é um duro golpe para este país dolarizado e petroleiro, já severamente atingido pela valorização da moeda americana e pela queda dos preços do petróleo.

    O presidente Rafael Correa, que avaliou os danos em três bilhões de dólares - "três pontos do PIB"- anunciou na quarta-feira drásticas medidas econômicas para financiar uma reconstrução que, advertiu, será longa e custosa.

    Com um aumento de dois pontos do IVA (de 12% a 14%) durante um ano e aportes salariais obrigatórios, entre outras contribuições, o governo prevê arrecadar um bilhão de dólares para enfrentar a crise.

    Passados cinco dias do terremoto e depois de resgatar 113 sobreviventes, há cada vez menos esperanças de achar pessoas com vida entre os escombros, onde os socorristas trabalham contra o relógio e em meio ao forte odor de corpos em decomposição.

    De Manta a Pedernales, muitos estabelecimentos comerciais da região fecharam por medo de saques, o que faz com que seja mais difícil encontrar alimentos e elementos de primeira necessidade.

    Nos centros de abastecimento, os afetados pela tragédia fazem fila para receber água, comida e artigos de higiene. Mas muitos continuam pedindo ajuda nas estradas com cartazes improvisados. "Não está chegando muita coisa", comenta Carmen Correa.

    Na arrasada localidade de Pedernales, onde choveu nesta madrugada pela primeira vez desde a catástrofe, grandes poças de água se formavam por causa dos bueiros entupidos com escombros.

    O serviço de eletricidade voltava aos poucos na região, e a distribuição de água também melhorava, e com a retirada dos escombros cada vez apareciam mais terrenos vazios onde antes haviam casas e edifícios.

    Muitos recolhiam o pouco que podiam recuperar das suas casas semidestruídas, decididos a abandonar o lugar, ainda que os buracos nas estradas, cada vez mais profundos, dificultassem a circulação.

    "Para que vou ficar, se minha mulher morreu e eu já não tenho nada que fazer aqui", disse à AFP com lágrimas nos olhos um pedreiro, desolado ao lado das casas destruídas.

    Da AFP

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