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    25 janeiro 2016

    Israel pode ganhar um novo inimigo: a China


    Governo chinês apoia criação de Estado independente da Palestina


    Apesar o bom relacionamento econômico entre Israel e a maior potência emergente do mundo, a China, no campo das relações exteriores os países estão em ritmo de colisão.

    O presidente chinês, Xi Jinping fez uma declaração bombástica em um discurso na sede da Liga Árabe na capital egípcia, Cairo, na quinta (21). Essa foi a primeira visita de um líder chinês ao país islâmico em 14 anos.

    Na ocasião, afirmou que os palestinos deveriam desfrutar de plena soberania sobre o território estabelecido após a Guerra dos Seis Dias, de 1967. Isso significa dividir Jerusalém, deixando a porção oriental como capital da Palestina.

    Os comentários de Xi foi comemorado pelas nações árabes que defendem a criação de um estado independente que una os territórios da Cisjordânia e a Faixa de Gaza. O chefe de Estado chinês considerou a questão da Palestina como “crucial para a paz no Médio Oriente”.

    Pediu que a comunidade internacional contribua para a retomada das negociações entre Israel e a Autoridade Palestina. Anunciou ainda a doação de 7,5 milhões de dólares em ajuda aos palestinos.

    O governo chinês divulgou durante o encontro o seu primeiro documento sobre a política árabe. Nele, reforça o desejo de uma maior cooperação política, econômica e de segurança com a região que é o principal fornecedor de petróleo e o sétimo maior parceiro comercial de Pequim.

    “A China está pronta para fortalecer o intercâmbio de combate ao terrorismo e cooperação com os países árabes para estabelecer um mecanismo de cooperação para a segurança a longo prazo, reforçar o diálogo político e o intercâmbio de informações de inteligência, e realizar a cooperação técnica e treinamento de pessoal para abordar conjuntamente a ameaça do terrorismo internacional e regional”, afirma o documento chinês.

    No sábado (23), Xi Jinping iniciou uma visita ao Irã, o país que mais faz ameaças a Israel. Após reunião com o presidente iraniano, Hassan Rohani, Jinping afirmou: “A China está pronta para elevar o nível das relações bilaterais e da cooperação, para que um novo capítulo comece”.

    Com o fim do embargo contra o Irã, capitaneado pelos EUA, a China quer reforçar seu papel como o maior parceiro comercial do regime de Teerã. O comércio entre os dois países foi de cerca de US$ 52 bilhões em 2014.

    “A China sempre ficou ao lado da nação iraniana durante os dias difíceis”, lembrou Rouhani. O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, afirmou que o Irã não vai esquecer do apoio da China na época das sanções.

    Detentora de um assento no Conselho de Segurança da ONU, o apoio da China à Palestina e a proximidade com o Irã pode ser decisivo em votações contra Israel no futuro.

    Além disso, há um acordo estratégico com o Paquistão que permitiria às forças militares chinesas utilizarem a nova rodovia que atravessa a cordilheira do Karakoram. Revitalizando o antigo trecho terrestre da “Rota da Seda”, estariam ligados por terra ao Oriente Médio via Irã chegando até a Turquia.



    O objetivo declarado seria “proteger seus interesses” na região. Com informações de Sputnik e RT

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