sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Nova era: A esquerda e a cultura da morte!


Uma das coisas que muito se comenta a respeito do processo de “esquerdização” de uma sociedade, de uma nação, é a implantação da chamada “Cultura da Morte”. A recente exposição de atores da Globo posando(homens e mulheres) como grávidas usando perucas azuis defendendo o direito ao aborto levanta novamente tal questão. Mas o que de fato essa expressão, “cultura da morte” significa?
Na verdade, não é algo difícil de entender, e nem mesmo é difícil para se perceber a necessidade da implantação dessa cultura em uma sociedade marcada para se tornar totalmente estatizada, onde as liberdades individuais tem de ser deixadas em segundo plano.
A cultura da morte pode ser entendida como a banalização das visões e da presença da morte em uma sociedade. Significa tornar as mortes coisas absolutamente normais, que não chocam e nem causam revolta ou repulsa em quem as presencia.
Aos cristãos, que tem o hábito de ler a Bíblia, certamente não será difícil lembrar que as leis dadas a Moisés incluíam rigorosíssimos rituais para o tratamento de pessoas mortas, em especial quando a morte não era natural, como quando causada por uma doença, um acidente, ou se fosse cometido um assassinato. Os responsáveis pelo recolhimento do corpo eram os únicos autorizados a chegar perto do mesmo, e após realizarem os rituais necessários, eram impedidos de voltar para suas casas por pelo menos uma semana, sendo declarados “imundos”, cf. Números 19.11-14, devendo cumprir os rituais de purificação neste período. Ninguém mais, absolutamente ninguém, podia chegar perto do corpo ou tocá-lo, e caso tocasse algum dos responsáveis pelo ritual durante a semana de purificação, também incorreria na mesma lei, e deveria manter-se afastado de sua família até a semana seguinte, cumprindo os mesmos rituais.
Em uma entrevista a que assisti há alguns anos na TV, um israelita convertido a Cristo explicava o que os próprios judeus entendiam e entendem dessas leis. Segundo ele, elas serviam precisamente para que a morte não se tornasse banal, algo culturalmente aceitável e tolerado entre o povo. Quanto mais fácil se tornasse o acesso à visão da morte, mais rapidamente ela se tornaria algo corriqueiro entre as pessoas, de modo que logo as mortes até violentas, se tornariam algo tolerável, uma vez que aconteceriam rotineiramente e não causariam mais choque.
Não é, portanto, de se estranhar que os defensores do marxismo andem na contramão das leis dadas por Deus a Moisés, banalizando e incentivando a morte. A cultura da morte é algo essencial para os regimes de esquerda. Uma população que repudia a morte por motivos torpes e valoriza a vida humana representa um obstáculo muito grande para a implantação da mentalidade coletivista, onde a perda de vidas visando a um alegado “bem comum” é vista como algo necessário, um preço a pagar pela construção da “sociedade perfeita”.
Uma vez que a idéia de que a morte de divergentes seja algo aceitável, pois elimina os “problemáticos”, facilitando a construção da sociedade idealizada(e utópica) dos marxistas, o banho de sangue pode ser iniciado sem maiores problemas. Para se ter uma idéia, a cultura da morte que imperou nos países socialistas ao longo do século XX e perdura até hoje naqueles que ainda vivem sob este regime, gerou nada menos do que 120 milhões de mortes ao longo deste mesmo século, e o detalhe, isso aconteceu em tempos de paz, não em guerras. Seja por fome, doenças ou por execuções de “inimigos do regime”, o número de mortes não-naturais em países sob regimes esquerdistas ao longo do século passado consumiu um número de vidas equivalente à atual população do México. Isso sem contar os estimados 400 milhões de abortos(muitos deles forçados pelos agentes do governo), praticamente o dobro da população do Brasil, ocorridos só na China desde a revolução Maoísta, em 1949. Não é difícil, portanto, entender o porque do vídeo com atores da Globo defendendo o direito das grávidas abortarem seus filhos, uma vez que a aceitação do aborto é o pontapé inicial para a disseminação da cultura da morte em uma sociedade. E, uma vez disseminada, e combinada com o poder ilimitado que o regime socialista concede ao estado, as mortes se tornam banais, qualquer motivo se torna justificativa para uma execução, ou privação de alimentos, o que também leva à morte. E a ditadura perfeita, que mantém o povo sob a ilusão de viver em uma democracia, está implantada, sem mais enfrentar qualquer tipo de resistência.
É óbvio que, como cristãos, não podemos simplesmente aceitar passivamente a implantação de tais idéias, como a banalização da morte e o estado totalitário socialista, que nada mais é do que um usurpador do lugar de Deus na vida do ser humano. Mesmo assim, algumas, pessoas, por falta de conhecimento do que de fato é o socialismo, há os que crêem que ambos podem ser combinados e que até se complementam. Ledo engano.
Por mais que Jesus tenha pregado a caridade e o amor ao próximo, ele sempre enfatizou que isso era algo a ser feito voluntariamente, jamais coagido por um governo com poder de vida ou morte sobre seus cidadãos. Muito menos ele defendeu a banalização da morte como um meio de se eliminar pensamentos divergentes(Lucas 9.51-56) e assim, criar-se a suposta sociedade ideal. Tal sociedade perfeita jamais existirá neste mundo, pois Deus o amaldiçoou pelo pecado do ser humano, que passará a vida enfrentando problemas enquanto estiver nele(Gênesis 3.17-19). Todas as tentativas de se criar um paraíso terreno, inclusive o socialismo, terminaram em desgraça, fome, guerras, miséria e, por fim, em genocídio. O que Deus determinou não pode ser mudado, por mais força que o homem pecador acredite possuir para fazê-lo. Este mundo estará perpetuamente sob a maldição do pecado, só na eternidade os salvos viverão em uma sociedade de fato perfeita.
Poderiam ser listados inúmeros pontos em que o pensamento esquerdista se choca com o cristianismo, mas este é certamente um dos mais importantes. O socialismo prega uma utopia tão absurda que até mesmo a morte é algo positivo, caso seja entendida ter sido executada pelo “bem” da causa. Algo totalmente incompatível com o pensamento cristão. A “cultura”, por assim dizer, do cristianismo, é pela defesa da vida, é pela moralidade, pelo amor ao próximo e pela luta contra o cerceamento dos direitos das pessoas. Totalmente o oposto da esquerda e de sua cultura da morte.
Que Deus conceda a todos o entendimento e a coragem para banir a cultura da morte, desde o aborto até as mortes arbitrárias ordenadas por estados ditatoriais.

Nos Laços do Calvário

Por Eduardo Pydd
O CORREIO DE DEUS
O CORREIO DE DEUS

This is a short biography of the post author. Maecenas nec odio et ante tincidunt tempus donec vitae sapien ut libero venenatis faucibus nullam quis ante maecenas nec odio et ante tincidunt tempus donec.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

AVISO!

Desde já quero informar que todos serão responsabilizados pelos seus comentários!

Comentem mas com pudor e serenidade, pois só serão aceitos comentários que somam para o assunto caso contrário não serão publicados. Críticas são bem vindas desde que tenham coerência no que estão falando. E comentários de links e propagandas de outras páginas não serão publicados também. Temos uma visão conservadora e não desviaremos o foco do pensamento bíblico. Att; SITE O CORREIO DE DEUS

Grato pela atenção de todos.