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    02 outubro 2015

    Vida ou morte?


    "Eu, Bruce Lee, serei o ator oriental mais bem pago dos EUA, um superstar. Em troca disso, farei as performances mais entusiasmadas e entregarei o melhor de mim como ator. Começando em 1970, atingirei fama mundial e a partir daí, até o final de 1980, terei em minha posse 10 milhões de dólares, viverei do jeito que eu quero, atingirei paz interna e felicidade" - Trecho da "Carta de 10 milhões de dólares", escrita por um Bruce Lee ainda em início de carreira, em 1969, quando tinha de 28 para 29 anos.

    Parece de fato um bom plano de vida, para o maior artista marcial que o mundo conheceu. Bruce Lee, embora nascido em San Francisco, Califórnia, era filho de chineses. Tanto que "Bruce" era nome artístico, seu verdadeiro nome era Lee Jun-fan. Suas performances eram de fato espetaculares, sendo capaz de jogar tênis de mesa usando um nunchaku e vencer dois adversários usando raquetes. Seus murros eram tão fortes e rápidos que faziam o ar "estalar" como em um golpe de um chicote quando eram desferidos, segundo os que acompanharam suas exibições.

    No entanto, algo com que Bruce certamente não contava era com um analgésico em sua vida. Em 20 de julho de 1973, estando com dor de cabeça, pediu um comprimido para sua cunhada, que lhe deu uma cápsula de um remédio bem comum na época, a base do princípio ativo chamado Equagesic. Ele tomou o remédio e em seguida deitou-se para dormir. Nunca mais acordou. A autópsia confirmou que a Equagesic provocou uma reação alérgica violenta, causando-lhe um forte edema(acúmulo de líquido) em seu cérebro, que terminou por causar sua morte, com menos de 33 anos de idade. Ninguém jamais suspeitava, nem ele mesmo, que ele tinha essa hipersensibilidade ao analgésico. Um homem que esbanjava saúde e força, um dos atores mais promissores de sua geração, capaz de feitos quase sobrenaturais com seu corpo, tendo influenciado vários outros atores, como Bolo Yeoung, Chuck Norris e James Coburn, fora derrotado por um simples comprimido para dor de cabeça, algo comumente ministrado até para crianças.

    O projeto de vida de Bruce terminou 7 anos antes de poder ser concretizado. Em 31 de março de 1993, seu filho Brandon também acabou morrendo, e ainda mais precocemente que o pai, ao ser atingido por um tiro disparado por uma arma que deveria conter apenas balas de festim, durante as filmagens de "O Corvo". O "filho do dragão", como era conhecido, viveu ainda menos tempo que seu pai, apenas 28 anos, tendo perdido a vida 3 semanas antes da data marcada para seu casamento. Diferentemente de seu pai, Brandon, que também era lutador de kung fu, queria ser reconhecido mais como ator do que como artista marcial. Mas também não tempo de realizar seu projeto de vida.

    De fato, a vida terrena não é mais do que uma faísca, uma fagulha, um brilho que se apaga a uma velocidade alucinante, quando comparada àquilo que espera o homem para depois desta vida. O homem faz seus planos, projeta sua existência terrena, traça seus objetivos, porém, a verdade é que não tem qualquer controle sobre a duração de sua existência terrena. Mesmo as pessoas mais fortes e saudáveis podem ser tiradas do mundo em um piscar de olhos, como Bruce e Brandon, ou em um acidente, ou por algum mal súbito, ou por assassinato, enfim, as formas são as mais variadas. E, morrendo uma pessoa, seus projetos e ambições morrem junto. Podem ser levados adiante por outras pessoas, mas o próprio idealizador não desfrutará de seus resultados, caso aconteçam.

    Por quanto tempo uma pessoa pode viver neste mundo? Isso é algo que, como sabemos, varia muito. Há bebês que morrem ainda no ventre de suas mães, como também há pessoas que ultrapassam os 100 anos de idade. Independente disso, porém, é certo que a questão, para o ser humano não é “se” a morte vai ocorrer, mas sim “quando”. Assim sempre foi e sempre será.

    Uma vez que a vida de todos tem um fim, no caso de nada haver depois da morte, a existência humana, tal como a de qualquer ser vivo é, em última análise, sem sentido. Ao menos é desprovida de um sentido objetivo. Há os que insistem em dizer que, mesmo que nada haja depois da morte, a pessoa pode dar um sentido à sua existência(subjetivismo), como procurar influenciar de forma positiva a vida de outros. Mas esses “outros” que forem influenciados também vão morrer mais cedo ou mais tarde. Neste caso, que sentido há em se influenciar a vida deles? Qualquer projeto de vida, por mais nobre que possa parecer, não mantém uma razão verdadeira para existir ou acontecer, caso o ser humano se restrinja a este mundo. Sem nada após a morte, não faz diferença se alguém teve uma vida muito feliz ou muito infeliz, uma existência muito boa ou muito ruim, ou se a vida foi muito fácil ou muito difícil. Tudo termina no túmulo, inclusive projetos e ambições. Vidas boas ou ruins, vidas éticas ou desregradas, todas levam ao mesmo fim.

    Felizmente, a fé cristã oferece ao homem não apenas um projeto de vida que faz sentido, mas também a certeza de que sua existência não termina nesta terra, neste plano. As pessoas morrem por serem pecadoras(Romanos 6.23), mas Cristo, em sua obra, livrou a todos do pecado e de sua pior consequência, a morte eterna, sendo propiciação pelos pecados de todo o mundo(1 João 2.2). Se o projeto de vida terrena das pessoas pode falar ou ser interrompido por uma morte repentina, o mesmo não se pode dizer do projeto da vida eterna. A morte, que tira todo o sentido da vida que se restringe à terra, foi vencida, engolida pela vitória de Cristo na Cruz, e o trabalhar para o serviço de Jesus não é em vão(1 Coríntios 15.54-58). Testemunhar a fé e fazer a obra de levar Cristo aos demais, testemunhar a vitória de Cristo, seja pelas palavras ou pela vida, é o projeto mais importante que uma pessoa pode ter neste mundo. E assim o é porque ele não se concentra neste mundo, pelo contrário, seus frutos serão colhidos na eternidade.

    Assim, caros amigos e irmãos, não sejamos nós os tolos e fúteis que concentram sua vida terrena em si mesma, transformando a passagem em alvo. Nossos projetos terrenos podem dar certo ou não. Podemos ter sucesso ou não. No entanto, são coisas desta vida, coisas que ficarão neste mundo, para o qual nada trouxemos e do qual nada levaremos(1 Timóteo 6.7). Podemos batalhar por nossos objetivos seculares, mas nossa relação com Cristo, nossa fé, tem sempre de estar acima de tudo. Fortaleçamos nossa fé, Leiamos a Palavra. Oremos, pedindo a iluminação. E creiamos que por onde passarmos, seremos levados, pelo poder de Deus, a ser a luz do mundo e o sal da terra(Mateus 5.13,14), portadores da mensagem que dá todo o sentido á existência humana neste mundo, precisam ente porque não se restringe a ele.

    A vida terrena vai terminar para todos, mais cedo ou mais tarde. A eterna, conquistado por Jesus, jamais terminará.

    Que esta  certeza possa iluminar a todos nós e dar sentido a nossas vidas.

    Nos Laços do Calvário

    Por Eduardo Pydd Teixeira

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