O exército anunciou durante a noite o envio de quatro batalhões, o que equivale a centenas de homens, para evitar "uma escalada da violência no setor próximo ao local do ataque"

Centenas de soldados israelenses participavam nesta sexta-feira nas buscas das pessoas que mataram um casal de colonos na presença de seus quatro filhos na Cisjordânia ocupada.

O exército anunciou durante a noite o envio de quatro batalhões, o que equivale a centenas de homens, para evitar "uma escalada da violência no setor próximo ao local do ataque", disse o porta-voz.
Eitam e Naama Henkin, moradores do assentamento de Neriah, perto de Ramallah (centro da Cisjordânia), foram mortos a tiros quando circulavam à noite, com os quatro filhos, entre as colônias de Itamar e Eilon More, segundo o exército.
As quatro crianças, com idades entre quatro meses e nove anos, ficaram levemente feridas.

"Os pais foram assassinados diante dos olhos de seus quatro filhos. O exército lançou uma operação para encontrar os responsáveis deste ataque odioso e bárbaro", declarou o porta-voz do exército israelense, Peter Lerner, em um comunicado.

O movimento islamita palestino Hamas, por sua vez, elogiou "os autores desta operação".

"Esta operação é a resposta aos crimes sionistas", afirmou o Hamas em um comunicado.

O ataque aconteceu perto de Beit Furik, ao sudeste de Nápoles, em uma área da Cisjordânia ocupada na qual estão localizadas colônias importantes, como Itamar e Eilon More.

A tensão é muito forte atualmente entre palestinos e israelenses na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, anexada e ocupada por Israel.

Onda de violência

Milhares de pessoas assistiram os funerais do casal assassinado, no grande cemitério de Har Hamenuhot em Jerusalém. Ouviram em silêncio as palavras do presidente  Reuven Rivlin, que recordou Eitam Henkin, um rabino, e sua esposa, Naama, antes de dirigir-se a los colonos presentes que, segundo ele, estão "na primeira linha de uma cruel ofensiva terrorista e pagam um preço insuportável".

A multidão se emocionou quando um dos filhos dos Henkin, Matan, de 9 anos, pronunciou uma oração para seus pais.

O atentado foi reivindicado pelo grupo Brigadas do Mártir Abdel Qader al Husseini, que se apresenta como afiliado ao Fatah, o partido de Mahmud Abbas, no poder na Cisjordânia. Mas esta declaração não foi confirmada ainda.

Revoltados, os colonos bloquearam estradas na noite de quinta e apedrejaram veículos palestinos. No povoado palestino de Beitiliu, perto de Neria, algumas pessoas incendiaram um carro e picharam as palavras "Vergonha Henkin" em um muro.

Incitação ao assassinato

A Cisjordânia, onde vivem 2,8 milhões de palestinos e cerca de 400.000 colonos israelenses, e Jerusalém Oriental, a parte anexada por Israel, atravessam um período muito tenso.

A Esplanada das Mesquitas, o terceiro lugar sagrado do Islã, em Jerusalém Oriental, cataliza os confrontos; mas o principal fator de hostilidades continua sendo a colonização israelense nos territórios palestinos.

No final de julho, um bebê palestino de 18 meses e seus pais morreram em um incêndio atribuído a extremistas judeus que pretendiam se vingar do que consideram ataques contra a colonização.

"São incitação ao ódio desatadas pelos palestinos que levam a esses atos de terrorismo", se indignou o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, fazendo coro com as declarações de vários de seus ministros.

De O tempo
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