O governo de Israel prometeu manter o status quo no Monte do Templo, na Cidade Velha de Jerusalém, situada na parte oriental da cidade, lado palestino ocupado por Israel, afirmaram neste sábado (24) o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, o rei Abdullah da Jordânia e o presidente palestino, Mahmoud Abbas.

Jordânia e Israel chegaram a alguns acordos sobre a Esplanada das Mesquitas, incluindo a instalação de câmeras de vigilância para se possa monitorar "o que realmente acontece", segundo disse Kerry.
O secretário de Estado norte americano, que se reuniu separadamente com o rei Abdullah e Abbas, declarou a intenção de Israel em respeitar o acordo, segundo o qual apenas os muçulmanos podem orar no recinto da Esplanada, que os fiéis do islã chamam de Nobre Santuário, e os judeus de Monte do Templo.
Na Esplanada encontra-se a mesquita de Al Aqsa, o terceiro local mais sagrado para os muçulmanos, e os judeus situam nesta área o local de seus dois templos bíblicos destruídos.
Os não-muçulmanos podem visitar o complexo, mas não rezar lá. No tratado de paz assinado com a Jordânia, em 1994, Israel reconheceu a custódia jordaniana dos lugares sagrados muçulmanos e cristãos de Jerusalém Oriental, que Israel capturou da Jordânia, bem como os territórios ocupados na Guerra dos Seis Dias de 1967.

Um dos motivos do aumento da violência nas últimas semanas na Palestina e em Israel tem sido devido a situação no Monte do Templo, local que a polícia israelense invadiu várias vezes e onde ocorreram graves distúrbios como resultado de visitas de grupos judeus durante feriados judaicos, que geraram fortes restrições para os fiéis muçulmanos em frequentarem o local.
A Autoridade Nacional Palestina (ANP) acusou o primeiro-ministro israelense Netanyahu de querer mudar os acordos sobre a Esplanada das Mesquitas, segundo Abbas disse a Kerry.
O rei Abdullah disse a Kerry que o ministério de Assuntos Islâmicos da Jordânia deve recuperar a custódia de Al Aqsa, lembrando que o órgão até 2000 foi responsável pela gestão de visitas aos não-muçulmanos. Abbas disse a mesma coisa ao secretário dos EUA.
Antes de 2000, os não muçulmanos entravam na Esplanada das Mesquitas sob o controle e as regras do ministério de Assuntos Islâmicos da Jordânia. No entanto, os israelenses mudaram as regras e agora visita-se o local depois de receber autorização das autoridades israelenses e após passar pelo controle de Israel, e no caso em que se considerar necessário, sob a proteção da polícia israelense.
Kerry disse a Abbas que Israel tem que terminar com os "ataques de colonos" e "as execuções" de palestinos se se quer pôr fim à violência.

Fonte: Sputniknews

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