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    24 outubro 2015

    Asteroide vai assustar a Terra no Dia das Bruxas


    Pouco antes das comemorações do Halloween, o Dia das Bruxas, 31 de outubro, está prevista a passagem de um asteroide de grandes proporções perto da Terra. Mas o astrônomo Leandro Guedes, do Planetário do Rio de Janeiro, tranquiliza: não há risco para nosso planeta.

    Apesar de toda a repercussão, a NASA – Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço dos Estados Unidos garante não haver perigo de colisão desse asteroide com a Terra, mesmo sendo a rocha espacial 28 vezes maior do que o meteoro que explodiu sobre a cidade russa de Chelyabinsk em fevereiro de 2013, deixando mais de mil pessoas feridas, além de provocar perdas materiais que ultrapassaram 1,2 bilhão de rublos. Na ocasião, a área afetada foi de 6,5 mil quilômetros quadrados, o que representa, por exemplo, 2,5 vezes a superfície total de Moscou.

    Segundo cálculos da NASA, no ponto máximo de aproximação, previsto para a madrugada de 30 para 31 de outubro, o asteroide vai chegar a 499 mil quilômetros da Terra, ou cerca de 1,3 vez a distância média da Lua ao nosso planeta.
    O astrônomo da Fundação Planetário da Cidade do Rio de Janeiro, Leandro Guedes, falando com exclusividade à Sputnik Brasil, confirma que a passagem do asteroide batizado de 2015 TB145 não vai causar nenhum dano ao planeta, mas há uma particularidade: o corpo celeste, com diâmetro estimado em cerca de 470 metros, apesar de seu tamanho, só foi descoberto muito recentemente, em 10 de outubro.
    “Podemos todos festejar o Halloween tranquilamente, porque não há motivos para ficar assustado com esse asteroide”, diz o astrônomo. “O que causou surpresa nesse asteroide foi o fato de ele ter sido descoberto muito em cima dessa grande aproximação. Normalmente, asteroides grandes assim a gente consegue visualizar com vários anos de antecedência da aproximação.”
    De acordo com Leandro Guedes, o 2015 TB145 é um asteroide veloz, com velocidade de 35 quilômetros por segundo, o que também não é tão comum para um asteroide.
    A detecção antecipada de corpos celestes perigosos com tamanho superior a 50 metros de diâmetro, assim como a avaliação do risco do seu impacto, é uma preocupação para os especialistas. Mas o Professor Guedes afirma que a tecnologia hoje é capaz de verificar com tranquilidade possíveis ameaças de meteoros como o que atingiu a Rússia.
    “Existe a preocupação, sim, existem algumas situações que dificultam muito a observação de um asteroide. Por exemplo, um corpo que esteja vindo numa grande velocidade na direção do Sol seria um objeto difícil de ser observado. Mas se considerarmos todo o espaço em torno da Terra, é muito difícil de acontecer que um corpo grande, realmente em rota de colisão, venha justamente numa posição difícil ou tenha características que dificultem a observação. A chance de haver um asteroide perigoso que não se consiga observar é muito pequena. Caso seja observado algum dia um objeto que vá entrar ou esteja em rota de colisão com a Terra, temos hoje condições de tentar desviar esse objeto da órbita. Existem tecnologias hoje para se fazer isso.”

    Por conta da possibilidade da previsão antecipada é que já se sabe que em 2027 haverá a passagem do asteroide batizado de 1999 AN10 e com diâmetro estimado em mais de um quilômetro. Ele poderá chegar a pouco mais de 30 mil quilômetros da superfície da Terra, mas a NASA também já anunciou que não haverá riscos de impacto com o planeta.
    O astrônomo Leandro Guedes informa que o asteroide 2015 TB145 vai poder ser visto através de pequenos telescópios e radiotelescópios, com melhor visualização no Hemisfério Norte. A máxima aproximação da rocha espacial está prevista para as 17h no horário de Greenwich. Aqui no Brasil, às 15 horas de 31 de outubro (horário de Brasília).
    “Ele vai estar mais perto da Lua, vai ser mais fácil vê-lo no Hemisfério Norte. Um pouco depois, ele vai ficar no céu durante o dia, e então não vai ser mais possível observar com telescópio. Mas existem observações com radiotelescópios sendo programadas para analisá-lo e conhecê-lo ao máximo”, explicou o astrônomo.

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