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    09 setembro 2015

    Visita de Netanyahu provoca manifestações em Londres



    A polícia teve de separar dois grupos, um pró-Palestina e outro pró-Israel, diante da residência do primeiro-ministro britânico, David Cameron, pela visita do chefe de Governo israelense, Benjamin Netanyahu

    Duas manifestações, uma pró-palestina e outra pró-israelense, aconteceram nesta quarta-feira em Downing Street, diante da residência do primeiro-ministro britânico, David Cameron, pela visita do chefe de Governo israelense, Benjamin Netanyahu.

    A polícia teve de separar os dois grupos. Pelo menos dois manifestantes foram detidos após um rápido confronto.

    "Um pequeno número de manifestantes foi preso por crimes como obstrução, agressão e degradação de veículos", relatou a polícia, em nota.
    O lado favorável aos palestinos tinha 400 manifestantes, e a área pró-Israel, cerca de 100.

    O primeiro-ministro israelense desembarcou na tarde desta quarta-feira em Londres, mas deve se reunir com Cameron somente amanhã. No dia seguinte, retornará para Israel.

    Em sua chegada, Netanyahu voltou a criticar o acordo sobre o programa nuclear iraniano e afirmou que não tem ilusões quanto às intenções do guia supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei. De acordo com o comunicado divulgado pelo governo israelense, Khamenei pretende "destruir o Estado de Israel".

    Netanyahu pediu aos "Estados responsáveis que cooperem para conter o terrorismo iraniano e suas agressões, que vão apenas aumentar como resultado desse acordo".

    Ativistas contrários à sua visita gritaram palavras de ordem como "Parem Netanyahu", ou "criminoso de guerra", e levavam cartazes, chamando-o de "assassino de crianças". Pelo menos duas faixas do Hezbollah podiam ser vistas no meio do protesto. Em frente, uma multidão agitava a bandeira de Israel.

    Mais de 108.000 pessoas assinaram um manifesto no site do Parlamento, pedindo a detenção de Netanyahu por "crimes de guerra", particularmente durante a última grande ofensiva israelense em Gaza, em 2014.

    A embaixada de Israel em Londres qualificou o abaixo-assinado como "golpe publicitário insignificante".

    AFP

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