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    10 setembro 2015

    Se Deus quiser não haverá Israel daqui a 25 anos, diz líder do Irã


    O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, disse nesta quarta-feira (9) que o "regime sionista", forma como Teerã se refere a Israel, não deverá existir mais daqui a 25 anos

    O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, disse nesta quarta-feira (9) que o "regime sionista", forma como Teerã se refere a Israel, não deverá existir mais daqui a 25 anos. A mensagem foi publicada em seu site pessoal.
    A declaração foi feita enquanto ele comentava sobre a rejeição de Israel ao acordo sobre o programa nuclear entre os iranianos e as potências do grupo 5+1 -EUA, Reino Unido, França, Rússia, China e Alemanha.
    "Depois das negociações nucleares, o regime sionista disse que eles não se preocupariam com o Irã nos próximos 25 anos. Digo-lhes: primeiro, vocês não estarão por aqui daqui a 25 anos e, se Deus quiser, não existirá regime sionista daqui a 25 anos. Segundo, durante este período, o espírito da luta, do heroísmo e da guerra santa deixarão vocês preocupados a todo o momento."
    Na mesma carta, ele voltou a dizer que não autorizará qualquer negociação do Irã com os EUA sobre qualquer tema que não seja o acordo sobre o programa nuclear. E pediu aos iranianos que nunca se esqueçam do "Grande Satã".

    "Muitos querem mostrar este Satã como anjo, mas a nação iraniana expulsou este Satã. Não devemos permitir que ele fique se esgueirando e entre pela janela", disse, em outra mensagem no Twitter.

    Assim, o líder supremo responde à ala moderada do governo que esperava negociar com os Estados Unidos em outras coisas, como uma solução pacífica para a guerra na Síria. Dentre eles, está o chanceler Mohammad Javad Zarif.

    Por outro lado, o discurso duro nem sempre indica a posição do governo iraniano sobre uma negociação. No caso do acordo nuclear, as frases de Khamenei sempre foram mais duras que as do governo.

    Na quarta (9), ele criticou o governo por não respeitarem sua posição política. "Os funcionários públicos devem respeitar o povo revolucionário e parar de degradá-lo chamando-os de extremistas."

    Maior lobista contrário ao acordo nuclear, o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, criticou Khamenei. "Ele não deixa espaço nenhum para que os apoiadores do acordo tenham alguma ilusão."

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