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    19 setembro 2015

    Aviões israelenses bombardeiam Gaza em resposta a lançamento de foguetes


    A força Aérea de Israel bombardeou na madrugada deste sábado vários alvos na Faixa de Gaza em resposta ao lançamento, ontem à noite, de três foguetes por milícias palestinas, dois dos quais caíram na cidade de Sderot e um terceiro foi abatido em pleno voo.

    Testemunhas no território palestino disseram que os ataques tiveram como alvo uma instalação de treinamento da milícia Jihad Islâmica, no norte da Faixa.

    O ataque não causou danos nem vítimas, segundo essas mesmas testemunhas.

    As Forças de Defesa de Israel (IDF, sigla em inglês) confirmaram o bombardeio contra "três alvos terroristas" no norte do território palestino.

    "Os acontecimentos da última noite são uma mensagem clara do compromisso de Gaza com o terrorismo violento", afirmou o tenente-coronel Peter Lerner em um parecer militar divulgado durante a madrugada e no qual responsabiliza o Hamas, que governa o território, de tudo o que ocorre nele.

    As sirenes antiaéreas soaram na sexta-feira pela noite nas zonas fronteiriças com a Faixa de Gaza em duas ocasiões.

    A primeira série foi após o lançamento de dois foguetes, um dos quais atingiu um ônibus e o outro um armazém de um polígono industrial de Sderot. Em ambos os casos, ocorreram apenas danos materiais devido aos estilhaços dos projéteis.

    O terceiro foguete foi lançado algumas horas depois contra a cidade israelense de Ashkelon, situada a dez quilômetros do norte da Faixa, e foi interceptado em pleno voo por uma bateria do sistema antimísseis "Domo de Ferro", segundo outro comunicado militar israelense.

    Além disso, Lerner lembrou que este é 11º ataque deste tipo desde o início de 2015.

    Em Gaza, nenhuma organização assumiu, por enquanto, a autoria do ataque contra Israel, que há poucos dias tinha posicionado uma bateria antiaérea na cidade de Ashdod, entre Ashkelon e Tel Aviv, prevendo uma escalada da violência após a detenção de um militante da Jihad Islâmica e por causa dos distúrbios desta semana em Jerusalém Oriental.

    Ontem, sexta-feira, o Hamas declarou como o "Dia da Ira" depois que polícia israelense fez duas incursões no início desta semana na Esplanada das Mesquitas de Jerusalém, para dispersar grupos de manifestantes palestinos que tentavam impedir as visitas de nacionalistas judeus ao local sagrado.

    Fathi Hamad, líder do Hamas, disse ontem, em um comício político que seu grupo não se vê mais comprometido com a trégua firmada com Israel em 2014, depois de um conflito que resultou na morte de 2.200 palestinos e 73 israelenses.
    "O Hamas libertará a Mesquita de al Aqsa (a principal da Esplanada) daqui três anos, assim como Be'er Sheva e Ashkelon", afirmou o líder do movimento islâmico.

    Os incidentes no sul de Israel e na Faixa de Gaza aumentam ainda mais a tensão na região depois dos incidentes desta semana na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, territórios ocupados por Israel desde 1967, onde proliferaram os distúrbios entre palestinos e militares e policiais israelenses.

    Ontem, mais de 20 de confrontos foram registrados entre jovens palestinos e forças israelenses, a maioria nos acessos dos bairros palestinos de Jerusalém Oriental.

    EFE

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