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    07 setembro 2015

    A verdade sobre o ''idolatrado'' filosofo Olavo de Carvalho

    O que de fato Olavo de Carvalho ensina? 

    Olavo de Carvalho, filósofo conhecido na internet, frequentemente é visto apresentando vídeos e artigos na rede mundial. Popular entre muitos internautas, não é menos polêmico em suas declarações. Escrevendo sobre filosofia, política, teologia e história, muitas vezes causa repercussão, especialmente nas redes sociais.
    Olavo se define como adversário do movimento esquerdista, mas não esconde seu passado de ligação com a ideologia que hoje combate. Hoje opositor do movimento de esquerda, Olavo se declara católico, ao mesmo tempo em que também assume seu passado de estudioso da astrologia, como se vê na transcrição de uma entrevista em seu próprio blog, no link a seguir:


    Nas últimas semanas, porém, as suas costumeiras polêmicas tem sido geradas mais por suas declarações sobre teologia do que propriamente sobre filosofia. E tais polemicaas chegaram ao auge na quinta-feira, dia 3 de setembro, ao publicar o seguinte post em sua página oficial no facebook (caro leitor, releve o linguajar obsceno, Olavo é conhecido também por seu uso recorrente de palavrões e expressões chulas ao se pronunciar):


    Os “dois” a quem ele se refere são, obviamente, Martinho Lutero e João Calvino, os que deram de fato início ao movimento da Reforma.
    Não é mistério para quem conhece a história da igreja cristã, o fato de que a Igreja Católica declarou anátemas no Concílio de Trento, realizado entre os anos de 1545 e 1563, a todos os que não se submetessem a seus dogmas, em especial àqueles que insistiam , conforme o ensinamento da Reforma protestante, que a salvação se dá unicamente pela graça, por meio da fé em Jesus Cristo, que é o ensinamento bíblico, cf. Romanos 3.28. Tais anátemas nunca foram oficialmente revogados. Na prática, isso significa que, oficialmente, a Igreja Católica permanece afirmando até hoje que todos os que não fazem parte de seu meio, estarão condenados ao inferno no pós-vida. Como católico que afirma ser, portanto, de Olavo não poderia mesmo esperar-se outra posição.
    No entanto, a maneira como essa declaração repercutiu e a dimensão que isso tomou superaram de longe qualquer outra declaração que Olavo tenha feito anteriormente. Inúmeros apoiadores, admiradores e até alunos seus, de confissão protestante, e mesmo alguns católicos, cobraram-lhe explicações sobre tal declaração. Em resposta, o filósofo postou o seguinte texto:


    Porém, já era tarde para explicações ou justificativas. As declarações de antigos apoiadores e seguidores de Olavo, afirmando que não mais o seguiriam e nem divulgariam, inundaram as redes sociais, especialmente o facebook, onde seu perfil e sua página oficial contabilizavam dezenas de milhares de seguidores e amigos. Este episódio levanta a questão: o que de fato Olavo de Carvalho defende? Que idéias ele realmente apóia? Do Protestantismo, como se vê, ele é declarado opositor. Analisando vários escritos seus, porém, pode-se ver que nem mesmo a doutrina católica é realmente defendida por ele, porque seus ensinos entram em evidente contradição com a mesma, e ainda mais com a Bíblia, que ele raramente cita.

    Não é objetivo deste artigo abordar questões políticas, mas unicamente a verdade do Evangelho de Cristo. E é exatamente este o ponto que precisa ser destacado. Apesar de se declarar um cristão católico, a verdade é que as idéias de Olavo no campo filosófico e teológico estão totalmente fora dos preceitos cristãos, mesmo os de cunho católico, que ele afirma seguir.  

    O trecho seguinte é extraído de uma entrevista concedida por Olavo ao jornal O Globo, em 2000, que está transcrita em seu blog(http://www.olavodecarvalho.org/textos/acidental.htm).
    As últimas colocações, destacadas, mostram algo em que seu pensamento contradiz a doutrina cristã: Ele afirma claramente que não vê diferença essencial entre cristianismo, islamismo e judaísmo, e que não veria problemas em professar o Islã.


    Neste ponto, começam a surgir os problemas de incompatibilidade entre o pensamento de Olavo e o ensinamento bíblico. O simples fato de se acreditar na existência de Deus não faz de ninguém um cristão. Os muçulmanos crêem em uma divindade, a quem chamam Allah  mas ele não é o Deus cristão. Os Islâmicos não crêem em Jesus Cristo como Filho de Deus e Salvador da humanidade, mas como mero profeta, de menor importância que Maomé. Rejeitam a doutrina do Deus Triúno(Pai, Filho e Espírito). A Salvação, para o muçulmano, vem pela obediência às leis do Alcorão, não pela fé em Jesus Cristo. Quem não vê ou simplesmente releva tão flagrantes e incompatíveis diferenças entre cristianismo e islamismo está criando um conceito totalmente estranho ao ensinamento de Jesus e dos apóstolos. Dizer-se cristão e ao mesmo tempo, que se sente à vontade para professar o islamismo é algo totalmente auto-contraditório. É pretensão descabida querer compatibilizar coisas tão divergentes como cristianismo e islã, e ainda declarar-se cristão.

    Outro ponto a ser destacado em Olavo é o seu reconhecimento público de ter no francês René Guénon(1886-1951) como uma de suas grandes influências. Em seu blog e em seu perfil no facebook, ele reconhece isso, ainda que não seja 100% concorde com o francês e admita falhas em seus textos, nem que este seja sua única influência. Mesmo assim, no entanto, Olavo afirma considerá-lo um sábio e recomendar seus escritos.


    Em seu artigo “Sobre o Mapa Divino do Mundo”, publicado em seu blog(http://www.olavodecarvalho.org/semana/030426globo.htm), Olavo admite que Guénon foi uma de suas maiores influências. Olavo reconhece as falhas de suas previsões no campo da política como, por exemplo, ao afirmar que nenhum país oriental se tornaria comunista(O que acabou por acontecer na China, Vietnã, Coréia do Norte e Camboja) .


    No entanto, tais falhas se encontram no campo da política, que não é o foco deste artigo. O ponto principal a ser considerado é a visão metafísica de René Guénon, defensor da chamada escola perenialista da filosofia, a qual propõe uma visão do mundo espiritual que é inteiramente diversa à do cristianismo. Mesmo que se intitule uma filosofia e não uma religião, a partir do momento em que se propõe a apresentar uma visão para além do plano físico, qualquer filosofia pode ser incompatível com o que a Escritura ensina. E neste ponto, a visão de René Guénon e outro perenialista, o suíço Frithjof Schuon(1907-1998), o qual Olavo também afirma tê-lo influenciado, é totalmente divergente em relação à da Bíblia.

    Basicamente, o perenialismo defende que as principais religiões do mundo(Cristianismo, Islã, Budismo, Hinduísmo e Taoísmo) possuem unidade no plano transcendental. Ainda que haja diferença entre os dogmas das mesmas na terra, elas seguem para o mesmo fim na existência além-túmulo do ser humano. Em outras palavras, ainda que sejam diferentes no plano físico, os caminhos para supostamente se chegar a Deus sempre convergirão para ele, na eternidade, independente de quais forem.

    O perenialista René Guénon era um filósofo esotérico, aquilo que na cultura ocidental normalmente é referido como “Bruxo”. Nascido na França, viveu no Cairo depois de 1930 até o fim da vida, onde abraçou o Islã, predominante no Egito, como sua religião pessoal. Ao contrário do que muitos podem achar, existe, sim, uma corrente esotérica no Islã, conhecida como Sufismo. Ainda que o mesmo não seja bem aceito em países islâmicos mais radicais como a Arábia Saudita, em outros mais liberais como o Egito e a Jordânia, e em comunidades islâmicas no ocidente ele é praticado livremente. Foi precisamente em razão da existência da mesma que Guénon sentiu-se à vontade para abraçar a crença muçulmana.
    René Guénon, um bruxo muçulmano esotérico e simpático à idéia da convergência das principais religiões do mundo. Eis uma das grandes influências admitidas pelo próprio Olavo em seu pensamento.
    Olavo declara abertamente, em sua página oficial no facebook, ter sido participante da “tariqa” – que é uma célula de estudos esotéricos do Islã  -  de Frithjof Schuon, discípulo de Guénon.


    Ainda que declare que não estava buscando uma nova religião ao ingressar na mesma e que considera o cristianismo como a “a ciência das ciências, ciência da Cruz”, ele cai em uma contradição flagrante. Admite que “no contexto esotérico não faz o menor sentido” mudar de religião(nesse caso, o que o cristianismo teria de diferencial em relação às outras religiões, para ser a “ciência das ciências” que ele afirma?). Já se nota aí o claro esoterismo de seu pensamento. A razão disso é óbvia: uma vez que o esoterismo considera a existência da chamada “Unidade Transcendente das Religiões” – e esse é precisamente o título de uma das obras mais conhecidas de Frithjof Schuon – não faz diferença alguma ser cristão, muçulmano, taoísta, hindu e nem mesmo budista(que é uma religião não-teísta, ou seja, que não crê na existência de Deus). No mundo transcendental, todos acabarão sendo aceitos por Deus por terem seguido os supostos caminhos para se chegar a ele. Olavo ainda afirma que isso nada tem a ver com salvação da alma ou santificação. Como é freqüente em seus escritos, refere-se de forma pejorativa a quem não compartilha de sua visão, com os termos “Velhaco” e “Epidídimo”, que são as bolsas de armazenamento de esperma junto aos testículos no aparelho genital masculino. É possível que esteja, assim, comparando um divergente a um armazém de esperma, duvidando da masculinidade do mesmo. Mas isso é uma interpretação subjetiva.

    Tais conceitos, porém, são totalmente opostos aos do cristianismo, mesmo da corrente católica que Olavo afirma seguir. O próprio Jesus afirma que só se pode chegar ao Pai por meio dele(João 14.6), que é necessário crer nele para não perecer(João 3.16), e Pedro reafirma essas verdades em Atos 4.8-12. Se Olavo se diz um cristão católico, não poderia estar afirmando que não faz diferença para a salvação da alma a fé que se segue(como o pensamento esotérico ensina), pois isso, além de contrariar a Bíblia, única norma de fé e vida para o Protestantismo, também contradiz o ensino da própria denominação à qual ele diz pertencer. Se ele diz que a sua intenção ao ingressar na tariqa de Schuon era simplesmente buscar “uma compreensão mais profunda da vida espiritual, independente de preferências confessionais”, está afirmando que a confissão de fé, em última análise, não faz diferença no mundo espiritual. Ao afirmar que isso nada tem a ver com a salvação da alma, está contradizendo a própria doutrina cristã(seja protestante ou católica) que afirma seguir.

    Baseando-se, portanto, nos próprios escritos e declarações de Olavo, nota-se que ele não apenas se opõe ao ensinamento da Bíblia, norma única do Protestantismo, mas que mesmo a própria doutrina católica lhe serve mais como um meio para atingir seu real ensino, que, como se vê, é essencialmente esotérico. Não há como desvincular uma filosofia que engloba o plano metafísico, da religião, pois ambas adentram a mesma esfera. A religião professada por Olavo não é condizente com a filosofia ensinada por ele.

    Nada no mundo pode substituir e nem sequer acrescentar nada ao ensinamento bíblico, nem o pensamento dos mais excelsos, renomados e eruditos filósofos. Todos eles estão sujeitos às limitações do ser humano decaído em pecado e todo o seu ensino, por mais proveitoso que possa ser para a vida terrena, perderá a serventia em face da morte. Na hora crucial da existência humana, mesmo o filósofo mais renomado do mundo em nada diferirá do ser humano mais humilde e sem instrução. Ambos precisarão e dependerão totalmente de Jesus Cristo, que fez o que nenhuma das divindades de outras religiões poderia ter feito: pagar o preço dos pecados de toda a humanidade diante da Santa Lei de Deus. Não importa o que digam e pensem os esotéricos, o único caminho para Deus é seu unigênito Filho Jesus Cristo. Sempre foi assim e sempre será assim.

    Em termos de Filiação Religiosa, Olavo pode ser e se declarar católico e cristão. Mas seu pensamento e ensinamento estão muito longe do cristianismo original. Não se discutem aqui questões políticas ou mesmo históricas. Não é o objetivo. O que se quis expor é a divergência entre a fé professada por Olavo e o seu pensamento filosófico, que inclui o plano transcendente. Há muitos cristãos, inclusive protestantes, que são admiradores de Olavo, especialmente por conta de suas posições políticas convergentes. Eles, porém, devem sempre estar muito cientes de que o filósofo ensina um pensamento totalmente incompatível e absolutamente inconciliável com a doutrina bíblica e a fé cristã.  Tal como qualquer um de nós, Olavo é um ser humano falho e imperfeito, e precisa muito das nossas orações.


    Deus abençoe a todos!

    Por Eduardo Pydd Teixeira

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