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    15 julho 2015

    Rivais, Arábia Saudita e Israel se unem na crítica a acordo nuclear


    A Arábia Saudita, cuja população segue majoritariamente o ramo sunita do islamismo, teme que o acordo aumente a influência regional de seu rival Irã, xiita

    Rivais, os vizinhos Arábia Saudita e Israel devem se unir nas críticas ao acordo histórico entre o Irã e potências mundiais, que visa limitar o programa nuclear da República Islâmica.
    Sob o acordo, sanções impostas pelos EUA, pela União Europeia e pelas Nações Unidas serão suspensas em troca de o Irã limitar a longo prazo o seu programa nuclear para que não tenha capacidade de construir uma bomba atômica.

    A Arábia Saudita, cuja população segue majoritariamente o ramo sunita do islamismo, teme que o acordo aumente a influência regional de seu rival Irã, xiita.

    "Como vizinhos do Irã, nós aprendemos nos últimos 40 anos que a boa vontade nos levou apenas a colher uvas amargas", disse à agência de notícias Reuters uma autoridade saudita que pediu anonimato. O país não se pronunciou publicamente sobre o acordo nuclear anunciado nesta terça-feira (14).

    As tensões entre a Arábia Saudita e o Irã ganham expressão no conflito no Iêmen, onde os rebeldes xiitas Houthi, apoiados pelo Irã, iniciaram uma campanha contra o governo. Em resposta, a Arábia Saudita iniciou uma intervenção militar bombardeando posições dos rebeldes.

    Por sua vez, Israel disse que o acordo é um "erro histórico" e que não impedirá o Irã de desenvolver uma bomba nuclear, o que representaria uma ameaça a sua segurança.

    "O Irã receberá um caminho direto à armas nucleares. Muitas das restrições que deveriam impedir que isso acontecesse serão derrubadas", disse o premiê israelense, Binyamin Netanyahu.

    Israel acusa o Irã de apoiar grupos inimigos do Estado judeu, como o Hizbullah no Líbano e o Hamas nos territórios palestinos.

    Após 20 meses de difíceis negociações, representantes do Irã e do grupo chamado G+1 (Estados Unidos, Rússia, China, Reino Unido, mais Alemanha) chegaram a um acordo definitivo que pode ajudar a reformular a tortuosa relação do Irã com o Ocidente.

    Líder supremo

    O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, agradeceu a equipe de diplomatas do país que selou o acordo nuclear com as potências. Esta é a sua primeira reação desde o fechamento do pacto.

    Segundo comunicado divulgado pelo site oficial, os agradecimentos foram feitos durante reunião com o presidente Hasan Rowhani. Nela, referiu-se ao grupo de negociadores como "verdadeiros e trabalhadores duros".

    O encontro ocorreu logo após o fim do jejum diurno do ramadã (mês sagrado para os muçulmanos).

    A assessoria do líder supremo, no entanto, não fez nenhum comentário sobre a opinião de Khamenei sobre o acordo.

    Em pronunciamento durante a tarde em Teerã (manhã em Brasília), Rowhani comemorou o acordo e afirmou que o país iniciou um novo capítulo nas relações com o mundo.

    "Hoje é o fim dos atos de tirania contra nossa nação e o início da cooperação com o mundo. Trata-se de acordo recíproco. Se eles se comprometem com isso, nós também o faremos. Nós sempre cumprimos nossas promessas e tratados."

    O acordo é comemorado nas ruas do país desde o início da tarde. A festa cresceu durante a noite, após o fim do jejum diurno do ramadã, quando milhares de pessoas começaram a lotar as ruas de Teerã e de outras cidades iranianas.

    Os manifestantes faziam buzinaços, acenavam com sinais de vitória, balões e bandeiras iranianas. As comemorações devem voltar a se repetir quando chegar o time chefiado pelo chanceler iraniano, Mohammad Javad Zarif.

    Cessão

    Khamenei tem a última palavra em qualquer acordo internacional assinado pelo Irã. Por isso, o pacto nuclear com as potências mostra que ele aparentemente cedeu em duas de suas exigências conhecidas até o momento.

    A primeira delas é a proibição à entrada de observadores da Agência Internacional de Energia Atômica nas instalações nucleares. Para ele, as inspeções violavam a soberania das instalações militares iranianas.

    Entretanto, o acesso não é garantido e poderia ser adiado, condição que os críticos do acordo certamente apontarão como uma forma de dar a Teerã tempo para encobrir qualquer atividade ilegal.

    O outro ponto é o fim imediato de todas as sanções contra o Irã. Pelo relatório divulgado nesta terça (14), as punições vão ser tiradas gradualmente, sendo as primeiras as restrições econômicas.

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