Irã e potências ocidentais chegaram a acordo para limitar programa nuclear. 'Sempre saberemos nos defender', diz Benjamin Netanyahu.

O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu disse nesta terça-feira (14) que seu país não está comprometido com o acordo entre as grandes potências e o Irã e que saberá se defender.

A declaração foi feita depois que o Irã e as grandes potências anunciaram que conseguiram concluir nesta terça um acordo histórico em Viena, na Áustria, para limitar o programa nuclear iraniano.

O objetivo é evitar que o Irã obtenha uma arma nuclear e garantir que o programa nuclear seja usado apenas para fins pacíficos. Em troca, serão retiradas as sanções internacionais contra o país.

"Israel não está comprometido com o acordo com o Irã (...) porque o Irã continua buscando nossa destruição", declarou. "Sempre saberemos nos defender", acrescentou.

Nas últimas semanas, Netanyahu criticou o acordo que estava sendo negociado, afirmando que "abrirá um claro caminho às bombas nucleares" para Teerã.

'Erro histórico'
"Segundo os primeiros elementos aos quais tivemos acesso, já é possível dizer que este acordo é um erro histórico para o mundo", declarou nesta terça-feira o primeiro-ministro israelense.

Graças a este acordo, "o Irã receberá centenas de bilhões de dólares que lhe permitirão fazer funcionar sua máquina de terror, sua agressão e sua expansão no Oriente Médio e no mundo", acusou Netanyahu.

Nos últimos meses, durante as negociações que levaram ao acordo desta terça Netanyahu havia assegurado que o acordo não impediria o Irã de fabricar a bomba atômica.

Israel, única potência nuclear da região, embora nunca tenha reconhecido esse fato oficialmente, considera que sua existência será ameaçada caso Teerã obtenha uma bomba atômica.

O Irã, no entanto, sempre negou que seu programa nuclear tenha objetivos militares.

Para os analistas, a partir de agora o governo israelense terá que se limitar à diplomacia para que suas preocupações sejam levadas em conta, já que o uso unilateral da força parece muito improvável, sobretudo se Teerã não violar o acordo.

G1
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