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    16 julho 2015

    EUA financia o terrorismo islâmico, acusa arcebispo


    Líder católico conta como os conflitos religiosos surgiram no Paquistão, onde ele nasceu

    Quem vê nos jornais as notícias sobre os ataques de muçulmanos contra cristãos não devem imaginar que isso surgiu de tramites políticos para defender o petróleo explorado por países ocidentais no Oriente Médio.
    O arcebispo de Carachi, Joseph Coutts, nascido no Paquistão há quase 70 anos resolveu contar a história em uma entrevista ao site português Público onde ele revela como os conflitos religiosos começaram.
    Quando nasceu, o Paquistão não era um estado e mesmo quando surgiu seu fundador,  Muhammad Ali Jinnah,  não resolveu criar um estado islâmico teocrático. Porém, os grupos radicais começaram a impor os governos para que a separação entre religião e Estado deixasse de existir oferecendo apoio político.
    Foi assim que o Paquistão se tornou um país islâmico, ganhando força durante a ditadura militar que aconteceu entre 1977 e 1988, período em que a lei da blasfêmia foi implantada.
    A referida lei é usada para punir quem não professa o islã, atingindo diretamente as minorias religiosas. Mas os conflitos começaram mesmo após problemas políticos em países como o Afeganistão.
    “A União Soviética invadiu o Afeganistão, em 1979, e isso causou muito medo no mundo ocidental. Se o Afeganistão caísse, a seguir podia ser o Paquistão e os soviéticos ficariam muito próximos do mundo árabe e da fonte de petróleo dos ocidentais. O mundo ocidental, com os Estados Unidos à cabeça, decidiu que era preciso travá-los e para o fazer começou a usar a ideia de jihad, a promovê-la ativamente”, denuncia o arcebispo.
    Segundo Coutts, os Estados Unidos começou a treinar os jovens muçulmanos para que eles se defendessem dos comunistas da União Soviética e assim defenderiam suas crenças. “Lutar pela religião era uma ideia que não exista na região, mas foi muito promovida nessa altura”, relata.
    De lá pra cá o assunto passou a ser fomentado na região, muçulmanos radicais resolveram pegar em armas para lutar contra quem não segue a mesma crenças, agindo principalmente contra os cristãos.
    “Os imãs muçulmanos começaram a pregar que as cruzadas ainda não tinham acabado, que as cruzadas estavam a tomar uma forma diferente, que os cristãos continuavam a querer oprimir os muçulmanos”, diz o arcebispo citando que após a invação dos Estados Unidos contra o Afeganistão esse sentimento contra ocidentais cristãos se tornou ainda mais forte gerando verdadeiro temor.
    Hoje a situação dos cristãos no Paquistão e em outros países do Oriente Médio é muito perigosa. Igrejas são queimadas, cristãos são torturados, presos e mortos por questões puramente religiosas.
    Tanto é que as famílias cristãs, que representam 2% da população do Paquistão, estão se protegendo através de medidas de segurança como o aumento dos muros e a proteção policial em escolas e igrejas.
    “O Governo colocou guardas armados nas nossas escolas, nas igrejas, a polícia quer ser avisada sempre que há uma missa especial, com mais gente. Com os homens-bombas há pouco a fazer, nunca sabemos de onde vem o perigo. É nessa tensão que vivemos. Sabemos que vai haver um novo ataque, temos a certeza disso. Só não sabemos quando e onde…”, diz o religioso já conformado com a situação.
    Coutts explica que os cristãos não sofrem sozinhos, todas as minorias religiosas são perseguidas na região, incluindo os muçulmanos xiitas.
    “É muito complicado. A perseguição aos cristãos é apenas uma parte do problema. Nem todos os muçulmanos nos querem perseguir, se fosse esse o caso seríamos destruídos, somos só 2% da população”, revela.
    O arcebispo afirma que hoje o problema são os grupos radicais que não aceitam a democracia e interpretam a lei islâmica de forma errada. Tanto é que recentemente um grupo de xiitas ismaelitas, um grupo bastante pacífico, sofreu um grande ataque dos sunitas que são a maioria da população do país.
    Os grupos que não aceitam a violência tentam se ajudar e mostram solidariedade diante dos ataques, até mesmo governantes e parlamentares tentam de alguma forma tentar derrubar a lei da blasfêmia no país, mas as tentativas são frustradas. 

    Com informações Publico e Gospel Prime

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