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    23 maio 2015

    Obama defende acordo com Irã em encontro com judeus americanos


    Netanyahu se opôs publicamente, em diversas ocasiões, a um acordo que leve à suspensão das sanções impostas ao Irã pela comunidade internacional

    Em meio à dura disputa pública com o governo de Israel, o presidente Barack Obama visitou uma sinagoga em Washington, nesta sexta-feira, onde defendeu um acordo nuclear com o Irã e a coexistência dos Estados judaico e palestino.
    Visitando a sinagoga conservadora Adas Israel, na capital americana, Obama deu início a sua ofensiva para angariar apoio entre os judeus e lembrou que as relações entre Estados Unidos e Israel são muito mais do que os laços oficiais com o governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.
    "Meu compromisso com a segurança israelense é e sempre será inabalável", manifestou Obama, falando para uma plateia de cerca de mil pessoas.

    O presidente americano disse estar encantado de ser "um membro honorário da tribo".

    "O povo de Israel deve saber que tem e terá o apoio dos Estados Unidos", garantiu.

    Netanyahu se opôs publicamente, em diversas ocasiões, a um acordo que leve à suspensão das sanções impostas ao Irã pela comunidade internacional em troca da contenção de seu programa nuclear. A Casa Branca vê esse acordo-quadro como uma potencial vitória da política externa americana.

    "Haverá divergências em estratégias, quando se trata de como evitar que o Irã obtenha uma arma nuclear, e isso é inteiramente apropriado e deve ser completamente público", declarou Obama.

    O presidente esclareceu que não busca alcançar um acordo ruim.

    "Estou interessado em um acordo que bloqueie cada um dos caminhos do Irã para uma arma nuclear, cada caminho", frisou.

    "Em outras palavras, um acordo que torne o mundo e a região, incluindo Israel, mais seguros. É assim que defino um bom acordo", explicou.

    Obama também comentou suas diferenças com Netanyahu sobre a necessidade da solução de dois Estados para resolver o conflito palestino-israelense.

    "Sinto a responsabilidade de falar honestamente sobre o que, acredito, levará a uma segurança de longo prazo e à preservação de uma verdadeira democracia na pátria judaica", completou, recebendo calorosos aplausos do público.

    "E acredito em dois Estados para dois povos, Israel e Palestina, vivendo um ao lado do outro em paz e em segurança. Assim como os israelenses constroem um Estado em seu território, os palestinos também têm o direito de ser um povo livre em sua terra", insistiu.

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