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    01 novembro 2014

    Atentado contra judeu promotor de orações no Monte do Templo põe Jerusalém em estado de alerta

    Yehuda Glick, o rabino fundador e dirigente da iniciativa  "Liberdade Judaica para o Monte do Templo", foi alvejado no peito ontem à noite no exterior do "Begin Heritage Center", em Jerusalém, por um terrorista palestiniano que se aproximou dele numa moto, e, após confirmar a identidade, disparou contra o peito de Glick, deixando-o num estado bastante crítico.

    O rabino tinha acabado de sair do centro cultural após ter falado sobre o direito dos judeus de subirem ao Monte do Templo para orar.

    Esta manhã, as Forças Especiais de Israel (Yamam) eliminaram o suspeito do atentado de ontem à noite.

    Trata-se de um jihadista, um terrorista islâmico chamado Mu'taz Hijazi, um palestiniano de 32 anos residente no bairro Abu Tor, em Jerusalém oriental. O terrorista foi abatido após oferecer resistência à sua detenção pelas forças israelitas.


    A "Jihad Islâmica" já assumiu a responsabilidade pelo atentado, alegando que era "uma vingança contra o que se passa em Jerusalém", uma referência aos esforços da polícia israelita para conter a insurreição dos palestinianos na Cidade de Jerusalém nestas últimas semanas.

    MONTE DO TEMPLO FECHADO PROVOCA A IRA PALESTINIANA
    Netanyahu decretou entretanto o encerramento dos acessos ao Monte do Templo, provocando logo uma reacção furiosa do líder palestiniano Abbas, que considerou a medida como "uma declaração de guerra."
    O provocador Mahmoud Abbas havia há 2 semanas apelado aos árabes palestinianos para que impedissem "por todos os meios" os judeus de subirem ao Monte do Templo: "Não chega dizer que os ocupantes vieram.

    Eles têm de ser impedidos por todos os meios de entrar no recinto... esta é a nossa Aqsa... e eles não têm direito de entrar e conspurcá-la" - afirmou Abbas, chamando os judeus de "um rebanho de gado." 

    "HIPOCRISIA INTERNACIONAL"
    Netanyahu abordou esta manhã a questão do atentado contra o fundamentalista judeu, criticando a"hipocrisia internacional", pelo silêncio relativo às provocações feitas há 2 semanas pelo líder palestiniano, convocando os palestinianos a impedir a entrada dos judeus no Monte do Templo: 
    "Há poucos dias atrás eu disse que estávamos a enfrentar uma onda de incitamento por elementos radicais islâmicos e pelo chairman da Autoridade Palestiniana Abu Mazen (Mahmoud Abbas), que disse que os judeus têm de ser impedidos de entrar no Monte do Templo por todos os meios possíveis. Até agora não ouvi da parte da comunidade internacional uma só palavra de condenação por causa destes comentários inflamatórios. 

    A comunidade internacional tem de parar com a sua hipocrisia e tomar uma ação contra os incitadores, contra aqueles que querem alterar o status quo" - afirmou Netanyahu.

    SEGURANÇA REFORÇADA EM JERUSALÉM
    Netanyahu acrescentou ainda que aumentou as medidas de segurança em toda a Jerusalém: "Dei ordens para que haja um reforço significativo, para que assim possamos tanto manter a ordem em Jerusalém como o status quo nos lugares sagrados."

    "Este conflito pode ser longo, e aqui, tal como em outros conflitos, temos de primeiramente abrandar as chamas" - afirmou Netanyahu. 

    "Nenhum dos lados deve tentar fazer as regras à sua maneira" - afirmou o primeiro-ministro, acrescentando:"Temos de agir de cabeça fria e agir com determinação e responsabilidade, e assim faremos." 

    Os ataques terroristas em Jerusalém têm tido um incremento tremendo, uma média mensal de 5 mil desde Julho passado, tendo já sido classificados pelo Hamas como uma "terceira intifada."

    Shalon Israel Shlaon
    DeOlhOnafigueira

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