Assentados na Cisjordânia são acusados de pôr fogo em mesquita; também hoje, soldado foi preso por morte de jovens palestinos no mês de maio

Em meio ao aumento das tensões, autoridades palestinas acusaram nesta quarta-feira (12/11) moradores de um assentamento israelense de pôr fogo em uma mesquita na Cisjordânia durante a madrugada. Já em Israel, uma antiga sinagoga foi alvo de ataques com conquetel molotov.
De acordo com a polícia israelense, que investiga a ação, a mesquita, localizada em Al Mughayyir, perto de Ramala, foi incendiada por volta das 3h (23h de terça-feira em Brasília). A região está em uma zona de grande atrito entre a população palestina e os colonos judeus, por isso a polícia e os serviços secretos averiguam se por trás do fato estariam ultranacionalistas judeus.

À agência local Ma'an, moradores da região acusaram integrantes de assentamentos israelenses de ter provocado o ataque. Segundo eles, não é a primeira vez que a mesquita é alvo de ações.
"Toda vez que a mesquita é incendiada, a polícia de Israel conduz uma investigação apenas protocolar, e nunca prende um único assentado", disse um morador.



Por outro lado, no ataque contra a antiga sinagoga de Shafam, desconhecidos usaram coquetéis molotovs para atingir o templo — que sofreu poucos danos. Nesta região israelense, predomina a população de árabes, beduínos e drusos. A sinagoga, que tem mais de 250 anos e que seguia em uso desde a primeira metade do século XX pela pequena comunidade judaica que residia ali, se transformou em maio em um símbolo de convivência quando jovens árabes da cidade pintaram e limparam o templo em uma iniciativa conjunta contra o ódio e a intolerância. Aumento das tensões Ontem, o líder palestino Mahmoud Abbas, presidente da ANP (Autoridade Nacional Palestina), havia acusado Israel de levar a região conflituosa a uma "guerra religiosa". Abbas também criticou o movimento islamita Hamas, que tem mais influência sobre a região palestina da Faixa de Gaza, por ataques contra dirigentes do Fatah, partido de Abbas.


Os ataques contra mesquitas e igrejas foram frequentes entre 2013 e começo de 2014, e as autoridades acusam extremistas judeus, que quase nunca são detidos.
Em outro fato, ocorrido na madrugada, supostos extremistas judeus furaram as rodas de cinco carros em Beit Safafa, uma aldeia palestina situada entre dois bairros judeus na parte sul de Jerusalém. Lá os autores deixaram escrito "Não há carros, não há árabes".
Ao longo dos últimos dias, a região vem registrando uma série de ações individuais de palestinos contra israelenses. Na segunda-feira (10/11), um assentado morreu no sul da Cisjordânia e um soldado foi assassinado em Tel Aviv; ambos foram alvos de ataques com facas.

Soldado israelense detido

Também hoje, um policial israelense foi preso acusado de envolvimento no assassinato de dois jovens palestinos, mortos a tiros no dia 15 de maio, durante as celebrações da Nakba, data que marca a catástrofe do descolamento palestino, quando mais de 800 mil pessoas foram expulsas de suas casas no marco da fundação de Isreal, em 1948.
No episódio ocorrido há seis meses, os jovens Muhammad Abu al Thahir, 15, e Nadim Nuwarah, 17, foram baleados em uma cidade próxima a Ramala. A câmera de segurança de uma loja havia gravado o momento em que um dos jovens, atingido, caía fulminado durante os confrontos com as forças de segurança israelenses.
Na época, o Exército de Israel negou o uso de munição real para conter a animosidade. No entanto, investigações conduzidas apontam no sentido contrário: os jovens teriam, então, sido atingidos com projéteis letais.

(*) Com informações da Agência Efe

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