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    13 novembro 2014

    Possíveis prisões secretas da CIA na Ucrânia testemunham a continuação da Guerra Fria


    De acordo com uma fonte anônima, citada nesses dias pela mídia internacional, a Agência Central de Investigação (CIA) dos EUA pode instalar prisões secretas no território da Ucrânia. As autoridades ucranianas teriam alegadamente consentido tal medida para obter financiamento estrangeiro.

    Os rumores sugerem particularmente que as prisões, organizadas em lugares de detenção já existentes, irão receber suspeitos de conexão com o grupo extremista internacional Estado Islâmico, que atua na Síria e no Iraque.
    A possibilidade de presença de prisões secretas da CIA na Ucrânia já suscitou rumores sobre “filiais de Guantânamo”, famosa prisão estadunidense situada no território cubano.
    A situação é comentada pelo perito Richard Labévière, jornalista e redator-chefe da revista francesa Défense.

    – Este anúncio, se se confirma, é escandaloso, e até tem o dobro de escândalo. Primeiro, indica a falha do sistema carcerário norte-americano e de 15 anos de luta antiterrorista depois dos atentados de 9 de setembro de 2001. O presidente Obama tinha prometido fechar a base de Guantânamo, em Cuba, mas essa base permanece aberta, e a gestão dos islamistas da Al-Qaeda tem sido completamente desastrosa. Este anúncio demonstra também a incúria das prisões estadunidenses no Iraque. Muitos militantes do Estado Islâmico foram formados nas prisões estadunidenses no Iraque. Lembre-se dos escândalos de Abu Ghraib e outras prisões. Os detentos eram torturados e muito mal tratados. É o que está no primeiro plano.
    O segundo ponto é muito mais significativo. Porque através dessa decisão se enxerga que na realidade, trás as gesticulações de madame Ashton e de Laurent Fabius, a União Europeia só é um cavalo de Troya, uma fumaça da OTAN, com as suas decisões norte-americanas, o deslocamento militar norte-americano para a Europa, o Oriente Médio, a Ásia Central. Essa decisão marca a verdade sobre a natureza do processo ocidental, ao mesmo tempo europeu e norte-americano, no tocante à situação do Maidan e ao apoio aos pseudorevolucionários do Maidan.
    Desde o começo, trás as negociações europeias com Kiev, tratava-se de ajuntar a Ucrânia à OTAN e aos interesses estratégicos estadunidenses. E com essa decisão que concerne a Ucrânia, a gente vê bem que a administração de Obama não mudou nem a agenda nem o método e está violando o direito internacional.
    – E não é por acaso que os EUA escolheram a Ucrânia, um país muito desestabilizado?
    – Não, não foi um acaso. A Ucrânia é um símbolo para os EUA. Desde o fim da Guerra Fria, com o desmantelamento do pacto de Varsóvia, a OTAN não cessou de consolidar-se, de recolher os seus meios. Assim, a maioria dos países que antigamente pertenceram ao bloco do Leste aderiu à OTAN. E a Ucrânia tornou-se em um símbolo de um novo avanço da OTAN em direção do antigo território da União Soviética e da Rússia atual.
    De modo que o assunto é bem simbólico e aponta para a desordem internacional que os Estados Unidos tentam gerar para favorecer unicamente os seus interesses, com o apoio dos países europeus.
    – E isso tem algo a ver com a eventual adesão da Ucrânia à União Europeia e à OTAN?
    – Sim, claro, porque cada vez que nós vemos negociações da União Europeia com os antigos países do Leste, começam pela União Europeia e os acordos comerciais, e depois, sempre se vê a OTAN em emboscada. E com pouco tempo, esses países terminam por aderir à OTAN. Assistimos hoje à continuação de um dos escândalos da Guerra Fria, porque o pacto de Varsóvia foi desmantelado e a OTAN, diria eu, não foi renovada, mas consolidou-se. E, reitero, tomam decisões estratégicas para o desenvolvimento e para o cumprimento dos interesses estadunidenses.
    Essa decisão não só segue uma lógica estratégica, mas também uma lógica econômica, porque a administração de Obama está completamente obsessa pela manutenção de milhões de empregos diretamente ligados ao complexo militar-industrial norte-americano e à subcontratação.
    A opinião do entrevistado é da responsabilidade do entrevistado e pode não coincidir com a opinião da redação.

    Voz da Rússia

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