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    12 novembro 2014

    OTAN disposta a proteger países do Báltico até à derrota final da Rússia


    Os exercícios de comando da OTAN Trident Juncture prosseguiram esta semana na Estônia. De 9 a 17 de novembro, esse bloco militar “joga” no Báltico a defesa da pequena Estônia contra “um grande país hostil”.

    Estes exercícios possuem um caráter ostensivamente antirrusso e provocatório, visto que junto à Estônia não existe nenhum outro “grande país”, além da Rússia, declarou o chefe da Direção-Geral da Cooperação Militar Internacional do Ministério da Defesa da Rússia Serguei Koshelev. Nos exercícios participam pouco mais de mil e quinhentos efetivos de Estado-Maior. Eles envolvem, porém, todos os Estados-Maiores principais da Aliança Atlântica: do principal em Bruxelas ao de Stavanger, na Noruega, e ao de Nápoles, na Itália. A OTAN ainda não tinha usado uma geografia tão alargada nos seus jogos contra a Rússia. Mas mesmo isto é apenas o começo.

    Em setembro, Washington (todas as decisões principais são enviadas para Bruxelas a partir dos EUA) tomou a decisão de aumentar o número de exercícios do bloco na Europa Oriental no contexto de um alegado comportamento agressivo da Rússia na Ucrânia. Na realidade, neste momento se trata já de exercícios “permanentes” da OTAN em território da Europa Oriental.
    O secretário-geral da OTAN Jens Stoltenberg anunciou, uma semana antes do Trident Juncture, que para o “reforço da defesa coletiva” a Aliança iria realizar este ano 200 exercícios militares! Ou seja, os ensaios militares irão ocorrer aproximadamente uma vez a cada dois dias.
    Dirigir o processo de forma aberta e atrevida para a confrontação com uma potência nuclear já parece ser uma loucura completa, diz o conhecido escritor norte-americano, analista político e apresentador de rádio Stephen Lendman:
    “OS EUA consideram neste momento a China e a Rússia como seus ‘problemas’ principais. A China é sobretudo um problema econômico e a Rússia – um problema militar. Só as suas armas nucleares e sistemas para seu transporte podem competir com os estadunidenses. Conseguem imaginar uma confrontação entre essas duas potências que chegue ao ponto de provocar uma guerra? Fica a sensação que em Washington a política é feita por pessoas que não são completamente normais. Os neoconservadores parecem ter contagiado com suas ideias tanto a administração Obama, como o Congresso. São eles que orientam a formação da política externa.”
    Mas mesmo as últimas “notas estonianas” da OTAN são apenas parte do início de uma campanha de grande pressão militar de Washington e da OTAN sobre a Rússia. Segundo informou o jornal alemão Die Welt, a OTAN está estudando a possibilidade de realizar já no próximo ano exercícios de uma dimensão inédita perto da fronteira russa. Os prazos e mesmo o país em que os exercícios se deverão realizar ainda não foram definidos. O comando da OTAN só promete apenas que essas manobras irão envolver de 25 a 40 mil soldados da maioria dos países do bloco militar. Até agora, exercícios dessa envergadura apenas se tinham realizado nos países ocidentais da Aliança, mais perto das grandes bases permanentes das unidades militares.
    O comandante das forças conjuntas da OTAN na Europa do Norte e Oriental, o general alemão Hans-Lothar Domroese, declarou abertamente à mídia alemã que os exercícios planejados foram precisamente pensados “como uma resposta às ações de Moscou”.
    É completamente evidente que todos esses preparativos não estão de forma nenhuma associados a qualquer ameaça por parte da Rússia, porque não existe uma ameaça à Europa por parte de Moscou, diz o deputado da Duma de Estado da Rússia Dmitri Vyatkin. Os EUA simplesmente estão teimosamente agarrados à ordem mundial que eles conseguiram impor depois da queda da URSS:
    “A política que neste momento os EUA e seus aliados estão praticando na Europa não se destina a responder a essa ameaça, mas a criar a ilusão de sua existência. A criação de novas bases da OTAN, o aumento da infraestrutura militar do bloco e a maior frequência de exercícios militares na Europa se destinam a obrigar os países europeus a gastarem mais e a semear um ambiente de tensão nas fileiras dos aliados europeus.”
    Temos de referir que a OTAN já há muito que procura formas para se transfigurar de acordo com a realidade atual, para reconstruir a organização militar em uma organização político-militar e para alterar suas funções até poder mesmo substituir a fóruns internacionais como a ONU e a OSCE. As funções do bloco não só não estão sendo reduzidas, como estão sendo permanentemente ampliadas e abrangem cada vez mais regiões.
    Mas a direção política do bloco tem muitas dificuldades, depois do fim da Guerra Fria, do desmembramento da URSS, do aparecimento de uma nova Rússia, em explicar à “geração sub-30”, que desconhece a Guerra Fria, porque é que o mundo não pode passar sem a OTAN.

    Voz Da Rússia

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