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    29 novembro 2014

    Morte em massa: Morador registra milhares de peixes mortos em córrego de Salto


    Peixes morreram após 'água preta' no rio Tietê. 'Eles estavam agonizando, tentando respirar', diz morador.

    Um córrego que desagua no rio Tietê, em Salto (SP), amanheceu coberto por milhares de peixes mortos neste sábado (29). O registro foi feito pelo torneiro mecânico Paulo Conti, no córrego do Ajudante, que fica no bairro Três Marias. Segundo ele, a morte dos peixes aconteceu após a "água preta" que tomou conta do rio, na quinta-feira (27).
    De acordo com o torneiro mecânico, os peixes fugiram para o córrego para tentar sobreviver. Conti registrou na quinta-feira, em vídeo, centenas de peixes tentando respirar no córrego (veja o vídeo ao lado). Segundo Paulo Conti, muitos peixes estavam agonizando. “Eu flagrei eles tentando respirar. É triste. É lamentável uma situação dessa na cidade”. Nesta sexta-feira (28), o Tietê amanheceu com a água marrom.

    “Ali tem vários peixes. Tem mandi, lambari, bagre, cascudo. Também tem o Corimba, com tamanho acima de 50 centímetros, que deve pesar mais de um quilo cada", comenta Conti. O torneiro mecânico e ex-pescador conta que não é um “estudioso”, mas gosta de acompanhar a história do rio e ressalta que nunca viu algo tão trágico para o meio ambiente.

    “Eu já tinha visto algo semelhante na cidade, já houve fato anterior parecido com isso, por causa da água suja, mas não nessa quantidade de peixes. É uma perda incalculável.”
    Conti acredita que não conseguirá ver o rio novamente limpo. "Eu nasci em Salto. Quando garoto, via as pessoas pescando e fritando o peixe logo alí, ao lado do rio, para comer. Era limpo. Hoje, com 45 anos, não sei se verei novamente essa situação", comenta.
    A Secretaria de Meio Ambiente de Salto começou neste sábado a retirar os peixes mortos acumulados no córrego.

    Operação limpeza

    Logo que chegaram para fazer a remoção dos peixes mortos neste sábado, a equipe da prefeitura foi supreendida pela cor da água, que estava barrenta, dificultando a visibilidade dos peixes que ainda estavam vivos.
    De acordo com a Cetesb, a mudança foi causada pela chuva forte que provocou o surgimento de resíduos acumulados no solo e no leito do rio.
    O secretário do Meio Ambiente, João de Conti Neto, explica que a operação precisa de alguns cuidados, pois a área é de preservação permanente.
    "A intervenção não é permitida neste local. A gente tem que fazer uma operação cuidadosa. Também não posso colocar a vida dos funcionários em risco."
    Por causa do cheiro forte, funcionários da prefeitura precisaram usar mascára durante a operação.

    Cheiro Forte

    Outra situação curiosa flagrada pelo Paulo Conti foi a quantidade de urubus que juntou na região. "Por causa dos peixes mortos, muitos urubus estão sobrevoando o córrego. Eles pousaram em uma construção perto do córrego".
    O mestre de obras Ronaldo Brandão, que mora próximo ao córrego do Ajudante, está preocupado, pois o cheiro está muito forte no local. "Está insuportável. A gente está imaginando assim que o tempo limpar e o sol sair. Aí a gente não vai suportar o cheiro", diz.

    Água preta, marrom e espuma

    Internautas enviaram fotos e vídeos à redação do G1 na quinta-feira que mostravam uma "água preta" no trecho do rio Tietê, em Salto. Segundo a internauta Rafaela Paes, moradora da região, o susto foi grande. "A água estava parecendo piche, asfalto derretido. Muito feia a situação", conta.


    Segundo ambientalistas, o rio ficou com cor escura durante o dia e a tarde em um trecho de 100 km. No início da noite, uma espuma densa tomou conta de parte do rio que passa por Salto.
    Já na manhã de sexta-feira, a cor da água era marrom. De acordo com a Secretaria do Meio Ambiente da cidade, sinal de que a qualidade da água havia melhorado.
    Fenômeno natural
    Por meio de nota, a Cetesb informou que técnicos vistoriaram diversos trechos do rio Tietê ao longo do dia e constataram que a alteração na coloração da água se deve a um fenômeno natural. A forte chuva dos últimos dias teria carregado resíduos do solo de afluentes e do próprio leito do rio.
    Ainda de acordo com a Companhia, esse é um fenômeno comum quando ocorre chuva intensa, principalmente após longos períodos de estiagem. A Cetesb informou ainda que, durante as últimas vistorias, já no período da tarde, a água estava menos turva.

    G1

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