quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Lugar do Brasil pode ter abastecimento de água reduzido para evitar crise maior


Vários planos de contingência estão sendo estudados para combater a crise de água existente em São Paulo. Nesta quarta-feira, dia 12 de novembro, a mídia local informou que uma das propostas é cortar parcialmente o abastecimento de várias cidades no interior do estado.

Segundo o Estado de São Paulo, a Agência Nacional de Águas (ANA) e o Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) planejam formalizar a proposta dentro de uma semana. Trata-se da bacia dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, conhecida pela sigla PCJ, na região de Campinas. Se a decisão for aprovada, cerca de 5 milhões de habitantes terão que reduzir em 20% o volume diário de água.
O sentido da proposta estudada é utilizar as águas da bacia para fortalecer o sistema Cantareira, que abastece de água a várias regiões do país, inclusive parte de Minas Gerais e do Rio de Janeiro.
Portanto, as esperanças não coincidem com a capacidade de produção, informa Francisco Lahoz, secretário executivo do Consórcio Intermunicipal das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), citado pelo Estado de São Paulo: “Já estamos com déficit de água. Vai comprometer a economia do terceiro parque industrial do país”.
Planos do governador
Na segunda-feira passada, um pouco antes da partida da presidente do Brasil, Dilma Rousseff, para o giro internacional (nesta quarta ela esteve no Qatar), o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, apresentou à presidente um plano de obras para melhorar a crise de água. O montante necessário, segundo ele, ronda os 3,5 bilhões de reais.
Porém, em uma entrevista, o governador afirmou depois que o estado não corre riscos maiores e que haverá abastecimento para 2014 e para 2015. Mas contudo, as obras propostas, de acordo com ele, são precisas. Incluem, segundo várias fontes, a instalação de novos reservatórios (em Campinas), perfuração de poços artesianos na região do Aquífero Guarani, a interligação dos reservatórios Atibainha e Jaguari, a construção de estações de produção de água de reúso (EPAR) para reforçar os sistemas de Guarapiranga e Baixo Cotia e a interligação do rio Pequeno com a represa Billings.
No entanto, em meio de quedas de nível de água, a cidade de Itu ficou quase sem abastecimento. Um teste realizado na terça-feira mostrou contaminação do 100% das amostras. A receita imediata é ferver a água. E para 2015, a proposta é um kit de tratamento de água, de 25 reais.

Voz da Rússia
O CORREIO DE DEUS
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