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    15 outubro 2014

    Chefe do Estado Islâmico é agente da CIA?


    Apesar dos ataques aéreos que a coalizão liderada pelos Estados Unidos realiza contra as posições do Estado Islâmico, destacamentos deste grupo continuam a avançar na Síria e no Iraque. Surge mesmo a impressão de que, após o início desses ataques, o EI até reforçou sua ofensiva.

    A imprensa árabe nos últimos dias está ativamente discutindo o fenômeno do EI. Este grupo foi criado ainda em 2006, mas até recentemente, praticamente não se tem manifestado. Agora ele, de fato, ofuscou a Al-Qaeda. Como isso pôde ter acontecido? A este respeito há muitos rumores e suposições, incluindo as mais inesperadas. Há mesmo quem acuse Bashar Assad ou o Irã de apoiarem o EI.
    Mas há também explicações menos paradoxais. Eis o que diz a esse respeito o diretor do Centro Árabe de Estudos Políticos e Sociais Riadh Sidaoui:

    “Quem está apoiando este grupo? São, obviamente, o Qatar e a Arábia Saudita. E isso não é apenas uma suposição minha, nem apenas a opinião de todo o tipo de jornais e cientistas políticos. Anteriormente, o vice-presidente dos Estados Unidos Joe Biden disse com toda a franqueza que os terroristas na Síria eram financiados por Riad e Doha. Da minha parte, só posso acrescentar que as monarquias não poderiam agir sem a aprovação dos Estados Unidos, ou até mesmo fizeram-no sob ordens diretas de Washington. Tudo isso esta sendo feito a fim de destruir a Síria e derrubar o regime de Bashar Assad”.
    Quanto aos objetivos dos extremistas, podemos contrariar o perito. É muito provável que os objetivos sempre são mais abrangentes. O que não contradiz a ideia de que o EI tem patrocinadores secretos. Mas quais?
    Alguns estão convencidos de que o líder dos militantes Abu Bakr al-Baghdadi é um agente da CIA. A esse respeito tem sido publicadas referências a certos vazamentos, mas ainda nunca foram apresentados dados ou documentos confiáveis.
    No entanto, a versão do possível envolvimento dos serviços de inteligência norte-americanos é indiretamente confirmada pelo fato de que al-Baghdadi estava na prisão de Camp Bucca, mas depois foi liberado. Segundo dados oficiais do Pentágono, ele esteve preso de fevereiro a dezembro de 2004. Embora tivesse havido relatos de que o ex-chefe da prisão, o coronel Kenneth King, tinha mencionado um prazo diferente. Ostensivamente Baghdadi teria permanecido lá até 2009, e depois foi transferido às autoridades iraquianas. E essas últimas libertaram-no.
    Estes dados, por si só, fazem pensar, acredita o orientalista russo Viacheslav Matuzov:
    “A história de al-Baghdadi coincide em muito com a vida de um dos terroristas líbios, Abdel Hakim Belhadj. Como se sabe, ele liderou a ofensiva contra as tropas de Muammar Kadhafi, depois tornou-se governador militar de Trípoli, e depois foi através da Turquia lutar contra as forças do governo sírio. Ele também esteve preso numa prisão norte-americana, e mais tarde foi libertado. Aparentemente, ambos foram recrutados de uma forma ou outra, justamente enquanto estavam presos. Um depois disso tornou-se líder dos terroristas na Líbia, e o outro, no Iraque e na Síria.
    Quanto aos objetivos da coalizão norte-americana, eu verifico nisso a vontade dos Estados Unidos de envolver os países árabes, assim como a Turquia e o Irã, no conflito sírio, o que servirá de início de uma guerra civil sangrenta e levará a um caos ainda maior no Oriente Médio. Entretanto, eu não acho que os norte-americanos pretendem se apoiar eternamente no terrorismo islâmico internacional.
    Em algum momento, tendo cumprido a sua missão, os militantes serão atacados pelos mesmos Estados Unidos. Vimos algo muito semelhante no Afeganistão durante a presença soviética no país. Os norte-americanos armaram e financiaram os Mujahideen. Depois começou a luta contra o Talibã – e vieram os norte-americanos. Dentro em breve os Estados Unidos pretendem retirar as suas tropas do Afeganistão, onde nesse tempo todo foram criadas cerca de dez bases militares que certamente permanecerão. Com a Síria e o Iraque, a história está se repetindo em detalhes”.
    Os estados da região certamente entendem que alguém quer envolvê-los já agora numa grande guerra, e por isso reduzem a sua participação nas atividades da coalizão a um mínimo. E enquanto isso, os militantes estão avançando lenta mas determinadamente, forçando os árabes, os turcos e os iranianos para um canto. Podemos nos perguntar eternamente sobre o grau de independência dos extremistas. Mas não há dúvida de que esses extremistas são figuras num jogo muito grande.

    Voz Da Rússia

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