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    16 outubro 2014

    Aguardando e apressando a segunda vinda de Cristo


    Quão grande e profundo foi o encargo da 3ª conferência bíblica. O falar do Senhor à Sua igreja foi de advertência, a fim de despertá-la a uma vida sóbria que aguarda e apressa a Sua segunda vinda. Aguardar e apressar a segunda vinda de Cristo são expressões do apóstolo Pedro, em sua segunda epístola (3:12), que inspiraram o tema da conferência.

    As mensagens ministradas ao longo dos três dias tiveram por intuito responder as seguintes questões: o que vem a ser o aguardar e o apressar a vinda de Cristo? E, como podemos, efetivamente, proceder desse modo?

    Ora, vede. O aguardar se relaciona à expectativa e esperança do coração quanto à vinda de Cristo, referindo-se, portanto, a uma atitude interior. O apressar, por sua vez,diz respeito ao nosso proceder neste mundo, enquanto O aguardamos, sendo, portanto, uma atitude exterior. Tratam-se de duas coisas intrinsecamente indissociáveis, uma interior e outra exterior. O apressar é a concretização do aguardar, ao passo que o aguardar é a motivação e a essência do apressar.

    Um cristão adequado que aguarda e apressa a segunda vinda de Cristo é aquele que, movido pela esperança ardente no coração e pelo amor que sente pelo seu Senhor, não vive mais para si mesmo, nem lança raízes neste mundo tenebroso. Antes, pelo contrário, se desprende cada vez mais de tudo o que é terreno, a fim de ser encontrado, no dia da vinda de Cristo, livre de todo o peso que certamente o impediria de ser tomado para Deus.

    Esse é o conceito bíblico e a compreensão correta do significado do aguardar e apressar a segunda vinda de Cristo, conforme apresentado pelo apóstolo Pedro em sua segunda epístola, dizendo: “Não retarda o Senhor a sua promessa, como ALGUNS A JULGAM DEMORADA; pelo contrário, ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao ARREPENDIMENTO... Visto que todas essas coisas hão de ser desfeitas, deveis ser tais como os que vivem em santo procedimento e piedade, AGUARDANDO e APRESSANDO a vinda do dia de Deus...” – 3:9, 11 e 12 (ênfase acrescentada).   Percebe-se aqui, tanto a necessidade de se recuperar a esperança perdida do coração, quanto a necessidade de se desenvolver um viver santo e piedoso, próprio daqueles que almejam estar com o Senhor.

    Por isso a necessidade de arrependimento (2Pe 3:9). De acordo com a palavra grega metanóia, arrependimento significa mudanças de mente e de coração, de propósitos e intenções, as quais são substancializadas em novas atitudes para com Deus, para consigo mesmo e para com os homens.

    Por essa razão, além das questões escatológicas apresentadas, sistematicamente, foram feitas abordagens práticas quanto ao aguardar e o apressar a vinda do Filho de Deus, com uma aplicação atual e apropriada para o século XXI, a fim de pavimentar um caminho seguro para os filhos de Deus, caminho esse que, uma vez percorrido, garante a entrada no reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo (2Pe 1:11). Veja algumas das questões tratadas na conferência:

    1)   A necessidade de tomarmos posse de todas as coisas que nos conduzem à vida e à piedade, bênçãos essas que nos livram das paixões deste mundo e nos tornam participantes da natureza divina – 2Pe 1:3-4. O modo efetivo de praticarmos essa libertação binária, um viés que nos livra do pecado e o outro que nos une à natureza de santa de Deus, é projetarmo-nos na busca do desenvolvimento de nossa espiritualidade, galgando os degraus ascendentes de uma vida cada vez mais conformada à imagem do filho de Deus – 2Pe 1:5-7 cf. Rm 8:29. Somente assim, poderá haver verdadeira atividade espiritual, o que nos livra da inatividade, da infrutuosidade e do ócio de uma vida vazia, cega e sem Deus – 2Pe 1:8. Esse procedimento implica em confirmarmos a nossa eleição e vocação, em Cristo Jesus  2Pe 1:10. Esse item refere-se ao apressar a vinda de Cristo Jesus.  

    2)   A necessidade de renovação da esperança e da lembrança quanto à segunda vinda de Cristo. Para tanto, o apóstolo Pedro nos fez saber que, a mensagem do segundo advento não consiste em fábula engenhosamente inventada. Pelo contrário, ele próprio, juntamente com Tiago e João, viu a Cristo no seu reino, glorificado, quando no monte da transfiguração ouviu de Deus, o Pai, as seguintes palavras: “Este é o meu filho amado em quem me comprazo; a Ele ouvi”. Essas palavras conferiram ao Filho de Deus, honra e glória – 2Pe 1:16-18. Essa revelação do Cristo glorificado no seu reino foi-lhe dada para se cumprir o que prometera o próprio Senhor, dizendo: “Porque o filho do homem há de vir na glória de seu pai, com os seus anjos, e, então retribuirá a cada um conforme as suas obras. Em verdade vos digo que alguns há, dos que aqui se encontram, que de maneira nenhuma passarão pela morte até que VEJAM VIR O FILHO DO HOMEM NO SEU REINO” – Mt 16:27-28 (ênfase acrescentada). Seis dias depois, cumpriu-se a promessa de Cristo, quando, no cimo do monte, Pedro, Tiago e João contemplaram a Jesus Cristo, glorificado – Mt 17:1-5. Ora, como poderiam Pedro e os demais discípulos que com ele estavam, contemplar a Cristo glorificado no Seu reino, se nem ao menos Cristo havia ainda passado pela morte e ressurreição? Como pode ser isso, se mesmo hoje, depois de dois mil anos após a Sua ressurreição, Cristo ainda não veio para instaurar o Seu reino na terra? A argumentação do apóstolo, nesse sentido, argumentação essa que está em pleno acordo com as próprias palavras de Jesus Cristo, é de que ele esteve, por antecipação, com Cristo em Sua segunda vinda. O momento da transfiguração de Cristo foi, na verdade, a manifestação raríssima de um fenômeno sobrenatural em que, por um momento, o Kairós (de Deus) cruzou o Khronos (do homem), e fez Pedro e os outros dois discípulos experimentarem e vivenciarem fatos consumados na dimensão eterna de Deus, mas que ainda não aconteceram no tempo dos homens. Deus não está aprisionado no tempo dos homens (Khronos), nem limitado ao passado, presente ou futuro. Antes, pelo contrário, Ele existe na plenitude da eternidade, incontável, a qual não tem começo, nem meio e nem fim. Por essa razão, todo o Seu propósito, em cada um dos seus aspectos peculiares, mesmo a Sua segunda vinda, na dimensão eterna do Kairós, são fatos consumados. O homem, todavia, cativo do tempo (Khronos), aprisionado no presente, distanciado do passado e incerto do futuro precisa, servilmente, se submeter à ordem e à lei do tempo cronológico. Até que, por uma intervenção do Eterno, a dimensão eterna de Deus cruza o tempo do homem, levando-o a contemplar aquilo que para Deus é fato consumado, mas que para os homens constitui o não-ocorrido, o esperado, isto é, o futuro. Isso aconteceu no dia em que, no monte, Cristo foi transfigurado diante de três de Seus discípulos. A visão gloriosa do Cristo glorificado em Seu reino foi uma dessas manifestações em que homens mortais provaram a dimensão eterna de Deus, estando ainda escravizados no tempo contável desta inferior dimensão humana. Por isso, declarou o apóstolo Pedro: “Temos, assim, tanto mais CONFIRMADA A PALAVRA PROFÉTICA...” (2Pe 1:19). Porque “nós mesmos fomos testemunhas oculares da sua majestade, pois ele recebeu, da parte de Deus Pai, honra e glória, quando pela Glória Excelsa lhe foi enviada a seguinte voz: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo” (2Pe 1:16-17). Este foi o cumprimento da profecia de Cristo quanto à promessa de que alguns de Seus discípulos não passariam pela morte sem vissem a Cristo, em Sua segunda vinda, na glória de Seu reino (Mt 16:27-28 – 17:1-9). Esse item refere-se à certeza e esperança do coração, e, portanto, diz respeito ao aguardar a segunda vinda de Cristo – 2Pe 1:19.

    3)   A necessidade de se compreender as profecias a partir de uma interpretação coletiva, visto que nenhuma profecia é de particular elucidação – 2Pe 1:20. A hermenêutica coletiva a que se refere o apóstolo, é o contexto geral de toda a Bíblia, em que cada parte é associada ao todo, e o todo é compreendido a partir da contribuição das partes – 2Pe 1:20-21. Com essa advertência, Pedro, o apóstolo, procura nos orientar contra os falsos profetas, os quais, a partir de uma interpretação particular das Escrituras, promovem heresias destruidoras – 2Pe 2:1. As características de tais falsos profetas é a ganância pelas coisas materiais, o comércio que fazem dos fiéis e a aquisição de riquezas a qualquer custo, como no caso de Balaão – 2Pe 2:2, 3, 15 e 16. Vendo só o que está perto – 2Pe 1:9, propagam palavras de vaidades – 2Pe 2:18, isto é, de coisas materiais, efêmeras, transitórias e passageiras, como aqueles que acreditam que o Senhor nunca virá – 2Pe 3:3-4. Confiam na falsa estabilidade desta terra, por não perceberem que aquilo que parece estável, já foi um dia destruído, e está, semelhantemente, outra vez, destinado à destruição eterna – 2Pe 3:5-7. Por isso, tendo em vista que todas essas coisas hão de ser assim desfeitas, nos convida o apóstolo Pedro a um viver em santo procedimento e piedade, como aqueles que aguardam novos céus e nova terra – 2Pe 3:11-13. Esse item refere-se ao ato de apressarmos a vinda de Cristo, visto exigir de nós atitudes exteriores contra o ensinamento dos falsos profetas e um comportamento em conformidade à palavra profética.

    4)   A necessidade de se compreender o propósito de Jesus Cristo quanto à Sua segunda vinda em relação aos judeus, aos gentios e à igreja, conforme a revelação de Mateus 24 e 25. Levando em consideração, acima de tudo, a necessidade da igreja de manter um relacionamento vivo e real com Cristo, pelo poder operante do Espírito Santo (parábola das dez virgens), e um relacionamento com os irmãos, servindo uns aos outros, em amor (parábola dos talentos). Tendo esse procedimento, como sábios e prudentes, não seremos como aqueles que, estando numa posição privilegiada como todos os demais, na igreja, ficarão para trás por ocasião do arrebatamento dos cristãos vencedores (cf. Mt 24:37-44). Este item refere-se ao ato de apressar a segunda vinda de Cristo, visto tratar-se de atitudes externas, próprias daqueles que estão, de fato, caminhando para o encontro com o Noivo.

    5)  A necessidade de se compreender nitidamente a natureza e identidade do filho varão, gerado no interior da grande mulher universal vestida, coroada e calçada de luzeiros (Ap 12). Nesse momento da conferência, a igreja foi levada a perceber a necessidade de Deus de gerar, no meio de Seu povo, uma parte forte, varonil, chamada vencedores. Esses são os que abrem o caminho para a vinda, instauração e manifestação do reino de Deus na terra. São os que vencem a satanás, nos dias de hoje, pelo sangue do Cordeiro, pelo testemunho da palavra e por não amarem suas próprias vidas (Ap 12:11). Por esta razão, por ocasião do arrebatamento, serão levados para o trono de Deus, depois de terem enfrentado e vencido a satanás, nos ares (Ap 12:5-7). Estes reinarão com Cristo por mil anos, sobre nações, como justa recompensa por terem guardado a palavra da perseverança de Cristo (Ap 3:10) e guardado as Suas obras (Ap 3:26-27). Esses dois procedimentos dizem respeito ao amar a vinda do Senhor, razão pela qual guardaram a Sua palavra, e ao apressar à Sua vinda, considerando que os vencedores praticam as mesmas obras que o Seu Salvador e Senhor. Trata-se aqui do equilíbrio da vida cristã: palavra e experiência, conhecimento e prática, palavra escrita e palavra vivida. Esse item refere-se tanto ao aguardar (atitude interior do coração), quanto ao apressar (atitude exterior) a segunda vinda de Cristo.

    6)  A necessidade de conhecer, pela revelação da Palavra de Deus em Mateus 13 e Apocalipse 2 – 3, a gênesis da igreja e sua história, seus desvios e fracassos, e o modo como podemos vencer tal degradação e nos tornarmos vencedores. A ordem da verdade se nos apresentou assim: a regeneração dos filhos de Deus pelo semear a semente do reino dentro do coração humano (parábola do semeador). A produção da igreja, o reino dos céus, pelo semear os filhos do reino, como sementes, no campo. O campo é o mundo. Assim, temos na segunda parábola, na primeira parte, a implantação da igreja como uma lavoura para a satisfação de Deus e de Seu Filho Jesus Cristo. Na segunda parte da parábola, começa então a degradação, quando, numa primeira investida de satanás, foi semeado no meio do povo de Deus o joio, os filhos do maligno. Temos aí o casamento da igreja com o paganismo, do reino de Deus com a política romana representados profeticamente como a igreja em Pérgamo (Ap 2). Segue-se, daí, a terceira e quarta parábolas de Mt 13 referindo-se ao fermento escondido em três medidas de farinha fina e o transformar o pé de mostarda em uma grande árvore. Esse foi o resultado do casamento da igreja com Roma. Doutrinas malignas (fermento) foram adicionadas ao evangelho puro de Jesus Cristo, o que certamente influenciou a natureza da Igreja, corrompendo-a, transformando-a de um pequeno e frágil rebanho (Lc 12:32, Ap 3:8) em uma torre alta e fortificada, isto é, em um sistema religioso maligno, abrigo de demônios, que convida os homens de toda a terra a se rebelarem contra a autoridade de Deus e do Seu Cristo. É nesse momento, então, que a voz do Espírito ecoa, convidando os crentes individuais a ouvirem à Sua voz, atenderem-na, a fim de tornarem-se os cristãos vencedores. Esses são os que, à semelhança do homem da parábola do tesouro e da pérola, vendem tudo o que possuem para adquirir aquilo que, aos seus olhos, é de maior valor. A pérola representa Cristo e o tesouro a igreja. Aqueles que, mediante revelação – “tendo encontrado” – vendem tudo o que possuem para adquirir a pérola (Cristo) e o tesouro (igreja), podem declarar como o também declarou apóstolo Paulo: “mas o que, para mim era lucro, isto considerei perda por causa de Cristo. Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo” (Fp 3:7-8). Somente os que ganham tal visão e revelação espirituais podem superar a degradação da igreja, se erguer de entre as cinzas, e, à semelhança de muitos do passado, vencer os inimigos da edificação do corpo de Cristo e ser achados vencedores no dia do Dia de Deus. Esse item refere-se ao ato de aguardar e apressar a segunda vinda de Cristo, visto que, nesse particular apresentado nas parábolas do tesouro e da pérola, percebe-se tanto uma disposição do coração em amar ao Senhor, quanto uma atitude exterior de consagração plena, a fim de alcançar o tesouro e a pérola de grande valor.

    E quanto a você: estás a aguardar e a apressar a segunda vinda de Jesus Cristo, o nosso Salvador?

    Bispo Alexandre Rodrigues

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