A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) afirmou nesta terça-feira que o mundo está perdendo a batalha contra o Ebola e pediu que se dê uma resposta biológica mundial que proporcione ajuda e pessoal para a África ocidental.
"Seis meses com a pior epidemia de Ebola da história, o mundo está perdendo a batalha. Os líderes não conseguiram tomar as medidas adequadas contra esta ameaça transnacional", afirmou a presidente da MSF internacional, Joanne Liu, em uma sessão de informações na sede da ONU em Nova York.
"O anúncio (da Organização Mundial da Saúde) de 8 de agosto de que a epidemia constitui 'uma emergência de saúde pública que preocupa internacionalmente' não levou à adoção de medidas decisivas e os estados se mantêm em uma coalizão global de inação".
Liu pediu à comunidade internacional que financie mais camas para formar uma rede regional de hospitais de campo, despache pessoal treinado e envie laboratórios móveis na Guiné, Serra Leoa e Libéria.


 A "resposta desastrosamente inadequada" do mundo ao surto de Ebola na África Ocidental significa que muitas pessoas que estão morrendo poderiam ter sido salvas facilmente, disse nesta segunda-feira o chefe do Banco Mundial, Jim Yong Kim, enquanto a Nigéria confirmou mais um caso do vírus altamente contagioso.

Em artigo escrito para um jornal, o presidente do Banco Mundial disse que a estrutura médica do Ocidente seria capaz de lidar facilmente com a doença, e pediu aos países ricos que compartilhem conhecimento e recursos para ajudar as nações africanas a enfrentar o Ebola.

"A crise que estamos assistindo se desenrolar deriva menos do próprio vírus e mais dos vieses mortais e de informações erradas que levaram a uma resposta desastrosamente inadequada para o surto", escreveu Kim no Washington Post.

"Muitos estão morrendo desnecessariamente", diz o texto, co-escrito pelo professor de Harvard Paul Farmer, com quem Kim fundou a Partners In Health, uma entidade beneficente que trabalha pela melhora da saúde nos países mais pobres.

O Ebola só é transmitido por meio do contato com os fluídos corporais de uma pessoa doente, mas medidas rigorosas são exigidas para o seu confinamento. Não há cura conhecida, apesar de o trabalho em vacinas experimentais estar sendo acelerado.

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