Serra Leoa e Libéria decretam estado de emergência

Freetown, Serra Leoa. Desde março deste ano, a epidemia de ebola que atinge a África Ocidental já atingiu 1.201 pessoas, matando 672 delas, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). A epidemia, que não tem precedentes, surgiu na Guiné no começo do ano e se espalhou na região, atingindo Serra Leoa e Libéria.

Nesta quinta, o Centro para Controle e Prevenção de Doenças dos EUA divulgou um comunicado desaconselhando viagens “não essenciais” aos países africanos atingidos pelo ebola. Segundo Tom Frieden, diretor do centro, o objetivo não é apenas proteger os viajantes norte-americanos, mas também evitar que eles precisem recorrer a clínicas e hospitais africanos já superlotados.

Também nesta quinta, dois países, Serra Leoa e Libéria, decretaram estado de emergência em razão da epidemia. Os países também ordenaram o fechamento de escolas e mercados e puseram em quarentena comunidades afetadas pelo vírus.

A presidente liberiana, Ellen Sirleaf, e o presidente leonês, Ernest Bai Koroma, ainda cancelaram suas viagens a Washington para a cúpula EUA-África na próxima semana e devem se encontrar nesta sexta na Guiné para discutir o combate à epidemia.

Para OMS, a proibição de viagens é exagero

Freetown. A Organização Mundial de Saúde (OMS) não recomenda restrições de viagens ou fechamento de fronteiras devido ao surto de ebola.

A Associação das Companhias Aéreas (IATA) emitiu o comunicado depois de consultas com a OMS e a agência de aviação da ONU, após o caso de um homem que morreu de ebola depois de tomar um voo da Libéria para a Nigéria, com uma escala em Lomé, no Togo. A associação disse que o ebola só é transmitido quando os pacientes apresentam sintomas graves. “É altamente improvável que alguém que sofra esses sintomas se senta bem o suficiente para viajar”, disse a IATA.

OTEMPO

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