O rabino-chefe dos judeus ortodoxos da Grã-Bretanha, Ephraim Mirvis, afirmou que, ao atacar Gaza, Israel defendeu seus cidadãos e se desistir dos ataques deixará de existir.
A declaração foi dada à BBC inglesa e divulgada no Brasil pela Veja que destacou as falas de Mirvis ao justificar os ataques de Israel em Gaza, bombardeios que mataram mais de 1.900 palestinos.
Para ele, que também é chefe do Commonwealth, a ofensiva militar “defendeu de maneira compreensível e justificável os seus cidadãos” e “Israel não vai mais existir se baixar suas armas”.

“Israel enfrentou um ameaça clara e direta de destruição de vidas israelenses por causa do disparo de mais de 3.000 foguetes contra centros populacionais”, disse Mirvis. O rabino lembrou que o escudo antimíssil conseguiu evitar que o número de mortos em Israel fosse maior que os de Gaza.
Ao comentar sobre o número de mortos do lado palestino, Mirvis afirmou que nenhuma guerra é limpa e que o resultado causa muita dor nos judeus. “Infelizmente, guerras não são limpas. Guerras são feias e no meio das guerras algumas vezes alguém pode errar o alvo, o que foi o que aconteceu nesse caso”.
Na Grã-Bretanha dezenas de pessoas saíram às ruas para protestar contra a ação israelense em Gaza. No meio dos discursos de paz foram vistos atos antissemitas, o que preocupou os judeus que vivem na região.
“As implicações do que acontece lá estão agora respingando nas ruas das nossas cidades, e nós estamos profundamente preocupados com o nível do antissemitismo aqui. E nós não estamos sozinhos”, disse o rabino.
Mirvis, porém, deixou claro que as críticas contra a ação militar em Gaza não constituem necessariamente em antissemitismo, mas ele entende que os ataques podem aumentar a insegurança dos judeus na Grã-Bretanha.

Gospel Prime

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