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    02 agosto 2014

    A coisa está feia: Governo israelense não pretende mais negociar tréguas com Hamas


    Gabinete de Netanyahu decide que fim de ofensiva acontecerá apenas por sua decisão, de forma unilateral

    Depois de três tréguas fracassadas no decorrer desta semana e com os dois lados se acusando sobre a responsabilidade pelo não cumprimento dos acordos, o governo israelense decidiu que não negociará mais com o Hamas.
    "Já vimos o que é negociar com o Hamas nos últimos seis cessar-fogo. Não vamos premiá-los com um acordo", disse neste sábado (02/08) à Agência Efe uma fonte do gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, ao descartar um possível pacto com o movimento islamita.

    Com a decisão, tomada em reunião do governo nesta sexta-feira (01/08), Israel não deve enviar delegação ao Egito, onde, a partir de amanhã, seriam realizadas negociações por um cessar-fogo na faixa de Gaza. Palestinos e israelenses não teriam contato direto e contariam com a mediação dos anfitriões.

    Sobre a política israelense de longo prazo em relação a Gaza, as fontes do governo citadas nos principais meios locais falam da busca de um acordo com o Egito, a ANP (Autoridade Nacional Palestina) e a comunidade internacional para a reconstrução da Faixa e sua eventual desmilitarização.
    Em relação ao fim da operação Margem Protetora, aliados de Netanyahu disse que tal decisão será tomada de forma unilateral, quando consideraram que dissuadiram o Hamas de lançar mísseis contra o seu território.  
    Popularidade

    Desde o início da ofensiva contra a Faixa de Gaza, em 8 de julho, Netanyahu ganhou quase 20 pontos percentuais de popularidade, segundo uma pesquisa de opinião divulgada hoje pelo Canal 10 da televisão israelense. O crescimento do apoio ao político já era previsto, segundo artigo de Opera Mundi. 

    Netanyahu, que antes do conflito armado de Gaza tinha um índice de popularidade de 49%, tem agora 69%. Sua atuação só perde em aprovação para o chefe do Exército, Beny Gantz, que tem 80%.

    Realizada pelo analista estatístico Camile Fuchs, a pesquisa entrevistou 504 israelenses adultos e também perguntou sobre o futuro da ofensiva. Segundo os resultados, neste momento 31% dos israelenses acreditam que seu país deve continuar a operação terrestre.

    Opera Mundi

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