Segundo a autoridade palestina, decisão do Brasil o coloca como "um ator internacional responsável e respeitado"

A organização para a Libertação da Palestina (OLP) agradecerá por carta aos governos de Brasil e Equador por seu apoio e decisão de retirar seus embaixadores de Tel Aviv em protesto pela atual ofensiva israelense contra Gaza. Em documento que será enviado amanhã aos dois governos e ao qual a Agência Efe teve acesso neste sábado, Hanan Ashrawi, deputada integrante da direção da OLP, explicou que esta decisão transforma os dois Estados em "um ator internacional responsável e respeitado".


"Através da presente carta, gostaria de agradecer, em nome do povo palestino, da Organização para a Libertação da Palestina e seu presidente, Mahmoud Abbas, pela decisão de chamar para consultas seu embaixador em Tel Aviv devido aos crimes que Israel comete contra o povo palestino", disse ela na carta.

"Vosso país, como um ator internacional responsável e respeitado, enviou uma mensagem a muitos membros da comunidade internacional que a responsabilidade de proteger um povo submetido à agressão e violações constantes de uma potência ocupante vai além de simples declarações", acrescentou.

Ashrawi ressaltou que "o que o povo palestino precisa são de ações, mais do que declarações de boas intenções, e chamar para consultas o embaixador em Israel, a potência ocupante, é uma das várias ações que devem ser realizadas".

"Israel matou praticamente 1.000 palestinos desde o começo de sua agressão a Gaza em 8 de julho, a grande maioria deles civis, incluindo centenas de crianças, mulheres e idosos", frisou. "Os danos em infraestrutura são incontáveis, e a agressão contra o povo na Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental, não cessa", ressaltou.

Segundo estatísticas da OLP, mais de 1,8 mil imóveis foram destruídos pelas bombas israelenses em Gaza durante os últimos 19 dias, e mais de 20 mil imóveis foram danificadas por algum tipo de projétil.
Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, cerca de 1.050 palestinos morreram e mais de 6 mil ficaram feridos em ataques israelenses desde que, no dia 8 de julho, o governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ordenou uma ofensiva contra Gaza.

Para Ashrawi, "isso é consequência da cultura de impunidade que a comunidade internacional garantiu a Israel, incluindo a cultura de racismo e ódio que o governo israelense incentivou entre sua população contra a população originária desta terra, o povo palestino".

A deputada palestina também agradeceu "a posição tomada pelo grupo latino-americano no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas de apoiar o envio de uma comissão que averigue as violações ao direito internacional humanitário".

"Vosso país, que viveu um período obscuro de ditadura militar e violações sistemáticas aos direitos humanos, são hoje um exemplo a seguir para que, de uma forma ou outra, não tomam ações concretas frente à violação sistemática dos direitos do povo palestino cometida por Israel", declarou.

Notícias Terra

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