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    12 julho 2014

    O Bíblico Apóstolo Pedro Versus o Pedro do Catolicismo Romano


    Apesar de os católicos romanos devotos reverenciarem grandemente o apóstolo Pedro — chamando-o de "primeiro papa", o ardente zelo religioso deles é indevido e sem base bíblica. Basta ler as palavras originais do apóstolo Pedro, conforme registradas nas Escrituras Sagradas, para se dar conta de diversos erros doutrinários nos ensinos do romanismo.

    Zelo Religioso Inadequado 

    Esta estátua de "Pedro" (exibida à esquerda) é venerada pelos católicos em todo o mundo, ao ponto de o pé da estátua ter ficado desgastado pela quantidade de "beijos dos fiéis". Sim, os católicos amam Pedro tanto que desconsideram aquilo que ele disse ao íntegro Cornélio quando este "prostrando-se a seus pés, o adorou". Pedro disse: "Levanta-te, que eu também sou homem." (Atos 10:25-26).



    Você poderia achar que, se os católicos romanos quisessem seguir a Pedro, eles iriam se interessar em saber o que ele realmente disse, mas acho que esse não é o caso. Deixe-me lhe dar um exemplo. O Catecismo da Igreja Católica n° 552 diz: "Por causa da fé que confessou, Pedro permanecerá a inabalável pedra da Igreja". Entretanto, Pedro escreve em suas epístolas que Jesus é a pedra que os edificadores reprovaram — não ele! 


    Leia cuidadosamente as próprias palavras de Pedro:

    "Por isso também na Escritura se contém: Eis que ponho em Sião a pedra principal da esquina, eleita e preciosa; e quem nela crer não será confundido. E assim para vós, os que credes, é preciosa, mas, para os rebeldes, a pedra que os edificadores reprovaram, essa foi a principal da esquina. E uma pedra de tropeço e rocha de escândalo, para aqueles que tropeçam na palavra, sendo desobedientes; para o que também foram destinados." [1 Pedro 2:6-8].

    Por que os "edificadores" católicos romanos não aprovaram Jesus como sua "pedra" quando o "primeiro papa" afirma que Jesus é a pedra? Eles fazem de Pedro sua "pedra" em vez de Cristo. O teólogo e historiador católico Peter DeRosa admite:

    "Ouvir que os grandes pais da igreja não viam conexão alguma entre essa passagem (Mateus 16:18) e o papa é algo que pode abalá-los. Nenhum deles aplica 'Tu és Pedro' a qualquer pessoa, exceto a Pedro. Um após o outro, eles analisam: Cipriano, Orígenes, Cirilo, Hilário, Jerônimo, Ambrósio, Agostinho. Eles não são exatamente protestantes. Nenhum deles chama o bispo de Roma de uma pedra ou aplica a ele especificamente a promessa das chaves. Isso é assustador para os católicos... As surpresas não param por aí. Para os pais, é a fé de Pedro — ou o Senhor em quem Pedro tem fé — que é chamado de a pedra, não Pedro." [Vicars of Christ (Vigários de Cristo), DeRosa, 24].

    Esse entendimento original dos pais da Igreja Católica, como descrito acima, está absolutamente correto! Jesus declara a fé de Pedro n'Ele como a "pedra sobre a qual edificarei a minha igreja..." Além disso, as Escrituras claramente proporcionam essa compreensão e, uma vez que você entender, perceberá que os teólogos católicos romanos vêm nitidamente mentindo para os fiéis há mais de 1.000 anos.

    Nas Escrituras originais, em Mateus 16:18, Jesus usa duas palavras para "pedra" na linguagem original. Essa diferença em palavras (NT: petros = pedra", epetra = uma enorme rocha) revela que Jesus não está baseando a Sua igreja na "pedra" de Pedro, mas em uma pedra muito maior, como o rochedo de Gibraltar (o próprio Jesus). Vejamos os versos 15-18 para assimilar o contexto:

    "Disse-lhes ele: E vós, quem dizeis que eu sou? E Simão Pedro, respondendo, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. E Jesus, respondendo, disse-lhe: Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque to não revelou a carne e o sangue, mas meu Pai, que está nos céus." [Mateus 16:15-17].

    Agora, o verso 18 contém a clara verdade:

    "Pois também eu te digo que tu és Pedro [petros=pedra], e sobre esta pedra [petra = uma pedra imensa, como o rochedo de Gibraltar] edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela." [Mateus 16:18].

    Como você pode constatar, Jesus afirmou com clareza sobre qual "Pedra" estava edificando a Sua igreja: a confissão de fé que Pedro pronunciou no verso 17. Seu uso de duas palavras distintas para "pedra" claramente proíbe qualquer pessoa de sequer imaginar, crer ou ensinar, que Pedro era a "pedra".

    Novamente, lemos o grande historiador e teólogo católico Peter DeRosa:

    "Já observamos que nenhum pai da igreja pode achar qualquer sombra de ofício petrino nos grandes textos bíblicos que se referem a Pedro. A supremacia papal e a infalibilidade, tão centrais na Igreja Católica hoje, simplesmente, não são mencionadas. Nenhum único credo, ou confissão de fé, nem catecismo, nem passagem nos escritos patrísticos contêm uma sílaba sobre o papa, menos ainda sobre a fé e doutrina sendo derivadas dele." [Vicars of Christ, DeRosa, 206; tradução nossa].

    Assim, por admissão de um teólogo católico romano, os primeiros pais católicos nunca reivindicaram que Pedro fosse a pedra sobre a qual Jesus estabeleceria Sua Igreja! Uma vez que os católicos atribuem tanta ênfase às tradições da Igreja, por que ignoram essa importantíssima tradição da Igreja? Parece que são terrivelmente seletivos quanto às tradições que servirão de base para construírem sua Igreja moderna!

    Paulo reitera, em sua epístola aos Coríntios, que Jesus é a pedra:

    "E beberam todos da mesma bebida espiritual, porque bebiam da pedra espiritual que os seguia; e a pedra era Cristo." [1 Coríntios 10:4].

    Como, então, podem os homens levar a sério a reivindicação do romanismo de que Pedro é a "pedra inabalável"? Tudo o que podemos encontrar nos escritos de Pedro sobre a sua própria posição entre os apóstolos está em 1 Pedro 5:1: "Aos presbíteros, que estão entre vós, admoesto eu, que sou também presbítero com eles..." Também temos o testemunho de Paulo, que disse que Pedro era o "apóstolo da circuncisão" (isto é, dos judeus). Veja:

    "E, quanto àqueles que pareciam ser alguma coisa (quais tenham sido noutro tempo, não se me dá; Deus não aceita a aparência do homem), esses, digo, que pareciam ser alguma coisa, nada me comunicaram; antes, pelo contrário, quando viram que o evangelho da incircuncisão me estava confiado, como a Pedro o da circuncisão (porque aquele que operou eficazmente em Pedro para o apostolado da circuncisão, esse operou também em mim com eficácia para com os gentios). E conhecendo Tiago, Cefas e João, que eram considerados como as colunas, a graça que me havia sido dada, deram-nos as destras, em comunhão comigo e com Barnabé, para que nós fôssemos aos gentios, e eles à circuncisão." [Gálatas 2:6-9].

    Está muito claro nas Escrituras que Pedro não é pedra da igreja.

    O apóstolo Pedro era um homem casado, cuja mulher o acompanhava enquanto ele pregava o Evangelho. Mateus 8:14 diz: "Ora, tendo Jesus entrado na casa de Pedro, viu a sogra deste de cama; e com febre." E novamente em 1 Coríntios 9:5: "Não temos nós direito de levar conosco esposa crente, como também os demais apóstolos, e os irmãos do Senhor, e Cefas?" Note que ele menciona "o direito" de levar a esposa crente. Mas com que direito a hierarquia do romanismo tirou o direito que Deus deu aos seus próprios apóstolos? Não seria razoável concluir que, se a hierarquia romanista fosse realmente a "sucessora de pedro", eles teriam o direito de levar consigo uma esposa?

    Roma deu ouvidos às "doutrinas de demônios" em vez de às suaves doutrinas de Jesus Cristo, exatamente como as Escrituras previram em 1 Timóteo 4:1-3:

    "Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios; pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência; proibindo o casamento, e ordenando a abstinência dos alimentos que Deus criou para os fiéis, e para os que conhecem a verdade, a fim de usarem deles com ações de graças." [1 Timóteo 4:1-3]. 
    Nenhum Poder para Depor Reis 

    Em 1075, o papa Gregório VII publicou um decreto chamado Dictatus, que listava 27 poderes que todos os papas possuíam, na qualidade de "sucessores de Pedro". Entre esses poderes listados lemos: "Que possa ser permitido a ele [o papa] depor imperadores" e, "que ele possa absolver os súditos da lealdade a homens perversos". Ora, como o "sucessor de Pedro", não deveríamos ter nenhuma dificuldade em achar a mesma doutrina ou crenças nos escritos de Pedro. Depôs ele imperadores e nos liberou de servir a esses homens?

    É claro que não! Na verdade, ele ensinou exatamente o oposto!

    "Sujeitai-vos, pois, a toda a ordenação humana por amor do Senhor; quer ao rei, como superior; quer aos governadores, como por ele enviados para castigo dos malfeitores, e para louvor dos que fazem o bem. Porque assim é a vontade de Deus, que, fazendo bem, tapeis a boca à ignorância dos homens insensatos." [1 Pedro 2:13-15].

    Com certeza, não parece que Pedro e Gregório VII estejam na mesma página bíblica! Em vez de ensinar os seguidores que eles teriam o poder de se opor e de destronar os reis, Pedro nos exorta "sujeitai-vos... quer ao rei, como superior" porque "assim é a vontade de Deus"! Então por que chegou Gregório à conclusão de que ele tinha o direito de depor reis? Peter DeRosa, em seu livro Vicars of Christ: The Dark Side of the Papacy (Vigários de Cristo: O Lado Tenebroso do Papado), diz que Gregório VII estava buscando vingar Gregório VI, que foi deposto e humilhado pelo rei Henrique III, em 1046.

    "Gregório VII estava determinado a destronar príncipes de uma vez por todas. Para ele, todos eram corruptos. Eles mereciam menos respeito do que o mais avarento exorcista, que pelo menos expulsava demônios e não lhes dava hospitalidade principesca. Os monarcas somente desejam dominar, dizia esse senhor dos pontífices. Seria necessária uma indecente magnanimidade da parte de Deus para poupar qualquer um deles do fogo eterno. Tudo o que eles fazem é enraizado no orgulho, contudo o que têm eles a oferecer? Um rei moribundo virá ao mais humilde padre do campo para se confessar. Quando veio uma mulher laica a algum imperador para pedir o perdão de Deus? Onde está o imperador que possa garantir salvação ou criar o corpo e o sangue de Cristo com um movimento de seus lábios? Um homem sem cérebro pode ver que os padres são superiores aos reis. Então, o quanto acima de todos eles está o papa, o sucessor de Pedro? Não seria o seu dever reduzir o tamanho dos príncipes e dar-lhes uma lição de humildade? Essa memória vívida fez com que esse homem de vontade inflexível desprezar toda a autoridade civil e, um dia, firme nesse propósito, ele teria a sua vingança." (págs. 57-58; tradução nossa).

    O papa Gregório VII não estava interessado nas palavras de Pedro porque o seu próprio orgulho o cegava. Na realidade, tão cheio de orgulho estava o papa que ele canonizou a si mesmo. Ele também foi o papa que alegou que a igreja romana "nunca erra, nem pode errar até o fim dos tempos". Todavia, ele errou quando disse que tinha a autoridade como "sucessor de Pedro" para depor imperadores, em vez de se submeter a eles, como é a vontade de Deus, como Pedro ensinou claramente. 
    Comparando os Ensinos do Apóstolo Pedro com o Dogma da Igreja Católica 

    Parece que seja qual for o assunto que você escolher para lidar, a vida e os escritos de Pedro testificam contra o catolicismo romano. Examinemos o que Pedro escreveu em suas epístolas e comparemos com as práticas e doutrinas de Roma. Vamos começar com os ensinos de Roma de que a palavra de Deus e a tradição são iguais. De acordo com o Catecismo n° 82:

    "Daí resulta que a Igreja, à qual estão confiadas a transmissão e a interpretação da Revelação, não deriva a sua certeza a respeito de tudo o que foi revelado somente da Sagrada Escritura. Por isso, ambas devem ser aceitas e veneradas com igual sentimento de piedade e reverência." [Catecismo da Igreja Católica n° 82].

    E novamente, no Catecismo n° 97:

    "A Sagrada Tradição e a Sagrada Escritura constituem um só sagrado depósito da Palavra de Deus..." [Catecismo da Igreja Católica n° 97].

    Observe como o Catecismo de Roma coloca a sua "Sagrada Tradição" antes da "Sagrada Escritura". Na verdade, Roma quer que você acredite e confesse que as tradições católicas também são a "palavra de Deus" e deveriam ser "aceitas e honradas" com a mesma devoção e reverência que alguém tenha pela Bíblia. Não somente estão eles desobedecendo ao mandamento de Deus que nenhum homem pode adicionar ou retirar qualquer coisa de Sua palavra, como também não estão ouvindo ao seu "primeiro papa", Pedro.

    Iniciando em 1 Pedro 1:9-12:

    "Alcançando o fim da vossa fé, a salvação das vossas almas. Da qual salvação inquiriram e trataram diligentemente os profetas que profetizaram da graça que vos foi dada, indagando que tempo ou que ocasião de tempo o Espírito de Cristo, que estava neles, indicava, anteriormente testificando os sofrimentos que a Cristo haviam de vir, e a glória que se lhes havia de seguir. Aos quais foi revelado que, não para si mesmos, mas para nós, eles ministravam estas coisas que agora vos foram anunciadas por aqueles que, pelo Espírito Santo enviado do céu, vos pregaram o evangelho; para as quais coisas os anjos desejam bem atentar." [1 Pedro 1:9-12].

    Observe que Pedro está dizendo que "o fim da vossa fé, a salvação das vossas almas" foi profetizado há muito tempo, séculos antes de Jesus iniciar Seu ministério. Onde isto coloca as tradições que Roma continuamente "evoluiu" (alterou) ao longo dos séculos? Em 1 Pedro 1:18-25, lemos:

    "Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que por tradição recebestes dos vossos pais, mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado." [1 Pedro 1:18-19].

    Por que Pedro não exaltou a tradição como sendo igual à palavra de Deus? Pedro escreveu que devemos estar confirmados "na presente verdade".

    "Por isso não deixarei de exortar-vos sempre acerca destas coisas, ainda que bem as saibais, e estejais confirmados na presente verdade." [2 Pedro 1:12].

    Estar confirmado significa não alterar a "presente verdade". Novamente, esse é um testemunho contra o catolicismo, que admite prontamente que suas doutrinas e práticas mudaram -"evoluíram" — ao longo do tempo.
    • Aqui estão somente alguns poucos exemplos da contínua evolução das práticas pagãs trazidas para dentro da Igreja Católica Romana, a partir do ano 310: 
    • As rezas pelos mortos foram introduzidas no ano 310. 
    • Acender velas, em 320 [NT: uma prática pagã]. 
    • Culto aos santos, em aproximadamente 375. 
    • A missa foi instituída em 394. 
    • O culto a Maria começou a ser desenvolvido por volta do ano 432. 
    • Os sacerdotes começaram a usar paramentos especiais em 500. 
    • A doutrina do purgatório foi introduzida em 593. 
    • O culto em latim (mais tarde removido) foi ordenado em 600. 
    • A reivindicação da supremacia papal fincou pé em 606. 
    • As festas em honra à Virgem Maria iniciaram em 650. 
    • O costume de beijar os pés do papa foi introduzido em 709. 
    • O culto às imagens e relíquias foi autorizado em 788. 
    • A invenção da água benta ocorreu por volta de 850. 
    • A canonização dos santos foi formalizada em 993. 
    • As festas pelos mortos foram introduzidas em 1003. 
    • O celibato clerical foi declarado em 1074. 
    • O dogma da infalibilidade papal foi anunciado em 1076. 
    • As contas para rezas foram introduzidas em 1090. 
    • A doutrina de que há sete sacramentos foi introduzida em 1140. 
    • A venda de indulgências começou em 1190. 
    • A hóstia substituiu o pão da comunhão em 1200. 
    • O dogma da transubstanciação foi adotado em 1215. 
    • A confissão auricular foi instituída em 1215. 
    • A adoração da hóstia começou em 1220. 
    • A Ave Maria foi introduzida em 1316. 
    • O cálice deixou de ser servido aos leigos em 1415. 
    • A doutrina do purgatório foi decretada oficialmente em 1439. 
    • A tradição romana foi equiparada ao mesmo nível das Escrituras em 1546. 
    • Os apócrifos foram incorporados ao cânon em 1546. 
    • A imaculada conceição da Virgem Maria foi anunciada em 1854. 
    • A doutrina da infalibilidade papal foi proclamada em 1864. 
    • A presença pessoal corpórea da Virgem no céu, em 1950. 

    Todas essas doutrinas que foram criadas estão gritantemente distantes da "presente verdade". Como Roma não percebeu tudo isso? Por que reivindicar que seguem a Pedro como sua "pedra" e ainda assim ignoram seus ensinos?

    Continuemos. Roma ensina, em seu Catecismo n° 85:

    "A tarefa de dar uma autêntica interpretação da Palavra de Deus, se é em sua forma escrita ou na forma da Tradição, foi delegada ao magistério vivo somente da Igreja". [Catecismo da Igreja Católica, n° 85].

    Como "sucessora de Pedro", a hierarquia romana alega que ela, sozinha, (isto é, o Magistério católico) tem o direito de interpretar as Escrituras, dizendo-se a única e grande intérprete da Bíblia. Essa é uma das mais importantes doutrinas usadas pelo Magistério para silenciar a todos que ousam questionar suas distorções das Escrituras! Você não pode discutir com os católicos usando as Escrituras, porque eles negam que você possa interpretar o que está escrito. Você ouvirá argumentos como: "Esta é a sua interpretação!", ou "Não é assim que a Igreja Católica interpreta essa Escritura".

    Sim, por interpretação particular, Roma faz as Escrituras dizerem o que ela bem entende, e ninguém tem o direito de questionar a sua autoridade. Curiosamente, Roma usa 2 Pedro 1:20-21 para negar a cada homem e a cada mulher o direito de interpretar o que eles lêem diretamente. Entretanto, essa parte da Escritura testifica contra Roma!

    "Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo." [2 Pedro 1:20-21].

    Veja, não foi Roma que nos deu essa palavra, foi Deus! O Salmo 68:11 diz: "O SENHOR deu a palavra; grande era o exército dos que anunciavam as boas novas." Como foi Deus quem deu a palavra, é Deus quem interpreta Sua própria palavra! "...Não são de Deus as interpretações?" [Gênesis 40:8]. Jesus nos disse para examinarmos as escrituras. Ele abriu o entendimento para a Sua palavra após a ressurreição! "Então abriu-lhes o entendimento para compreenderem as Escrituras." [Lucas 24:45].

    Deus — que não pode mentir — fez esta promessa:

    "Atentai para a minha repreensão; pois eis que vos derramarei abundantemente do meu espírito e vos farei saber as minhas palavras." [Provérbios 1:23].

    Foi Pedro contra a palavra de Deus e ensinou que somente ele e seus sucessores tinham o direito de interpretar particularmente as Escrituras? Em todas as epístolas de Pedro, há alguma prova de que ele ensinou que cada homem e cada mulher deveriam vir a ele e aos seus sucessores para conhecer o que a Bíblia diz? Sabemos que Paulo nunca ensinou isso em suas epístolas. Na realidade, ele diz que não foi ensinado por homens, mas pela revelação direta do próprio Salvador:

    "Mas faço-vos saber, irmãos, que o evangelho que por mim foi anunciado não é segundo os homens. Porque não o recebi, nem aprendi de homem algum, mas pela revelação de Jesus Cristo." [Gálatas 1:11-12].

    Ele então prossegue e diz:

    "Portanto ninguém se glorie nos homens; porque tudo é vosso; seja Paulo, ou Apolo, ou Cefas; seja o mundo, seja a vida, seja a morte; seja o presente, seja o futuro; tudo é vosso. E vós de Cristo, e Cristo de Deus." [1 Coríntios 3:21-23].

    Paulo é muito claro aqui, que todas as coisas são nossas por meio de Jesus, de tal forma que não nos gloriemos nos homens. Como Paulo foi, de fato, instruído "pela revelação de Jesus Cristo", e não a recebeu de homens, nem foi ensinado por homens, então também temos essa promessa, e não precisamos dar glória a outros homens como se nós não tivéssemos recebido essas coisas.

    Então, estava Pedro em desacordo com Paulo? Não! Pedro disse que as epístolas de Paulo eram "Escritura":

    "E tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor; como também o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada; falando disto, como em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem, e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição." [2 Pedro 3:15-16].

    Ensinou Pedro que os homens deveriam vir a ele e aos seus sucessores se quisessem conhecer a interpretação de alguma coisa?

    Primeiro, sabemos que Pedro chamou as epístolas de Paulo de "Escrituras" [2 Pedro 3:15-16]. Então sabemos que ele concordava com o que Paulo ensinava. Analisemos dois versos específicos para ver se há algum grupo de elite de homens que dominam sobre outros homens:

    1) "Quero dizer com isto, que cada um de vós diz: Eu sou de Paulo, e eu de Apolo, e eu de Cefas, e eu de Cristo. Está Cristo dividido? foi Paulo crucificado por vós? ou fostes vós batizados em nome de Paulo?" [1 Coríntios 1:12-13].

    2) "Porque, dizendo um: Eu sou de Paulo; e outro: Eu de Apolo; porventura não sois carnais?" [1 Coríntios 3:4].

    Você notou que Cefas (isto é, Pedro) não é mencionado primeiro em 1 Coríntios 1:12? Por que não? Se estivéssemos todos fundados em Pedro como nossa "pedra", não seria essa a ocasião perfeita para mencionar o seu nome? Se Paulo tivesse desejado destacar que todos estavam sob a liderança de Pedro, ele teria estabelecido essa questão de uma vez por todas! Paulo diz que todos pertencemos a Cristo! Paulo afirma que Jesus é o fundamento e a pedra da igreja.

    "Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo." [1 Coríntios 3:11].

    "E beberam todos de uma mesma bebida espiritual, porque bebiam da pedra espiritual que os seguia; e a pedra era Cristo." [1 Coríntios 10:4].

    Significa isso que Paulo e Pedro estavam em desacordo? Essas são questões importantes que aqueles de nós que ousam ir contra Roma e lêem e interpretam as Escrituras devem perguntar! Obviamente, a hierarquia romana não está respondendo porque, de qualquer forma, ela não tem de responder aos leigos que não têm poder para interpretar coisa alguma. Quão conveniente!

    Mas Pedro responde à pergunta:

    "E, se invocais por Pai aquele que, sem acepção de pessoas, julga segundo a obra de cada um, andai em temor, durante o tempo da vossa peregrinação." [1 Pedro 1:17].

    No verso acima, Pedro nos diz que todos nós podemos invocar a Deus, que não faz acepção de pessoas. Pedro também diz, nos versos a seguir, que devemos confiar nossas almas a Jesus, sem mencionar que devemos confiar nossas almas à igreja! Acima de tudo, Pedro nos diz como somos nascidos de novo!

    "Portanto também os que padecem segundo a vontade de Deus encomendem-lhe as suas almas, como ao fiel Criador, fazendo o bem." [1 Pedro 4:19].

    "E o Deus de toda a graça, que em Cristo Jesus vos chamou à sua eterna glória, depois de haverdes padecido um pouco, ele mesmo vos aperfeiçoará, confirmará, fortificará e fortalecerá." [1 Pedro 5:10].

    "Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre. Porque toda a carne é como a erva, e toda a glória do homem como a flor da erva. Secou-se a erva, e caiu a sua flor; mas a palavra do Senhor permanece para sempre. E esta é a palavra que entre vós foi evangelizada." [1 Pedro 1:23-25].

    Pedro nos diz que somos nascidos de novo pela palavra, a mesma Palavra pela qual o Evangelho é pregado, a qual foi predita no Antigo Testamento para ministrar em todos nós!

    "Da qual salvação inquiriram e trataram diligentemente os profetas que profetizaram da graça que vos foi dada, indagando que tempo ou que ocasião de tempo o Espírito de Cristo, que estava neles, indicava, anteriormente testificando os sofrimentos que a Cristo haviam de vir, e a glória que se lhes havia de seguir. Aos quais foi revelado que, não para si mesmos, mas para nós, eles ministravam estas coisas que agora vos foram anunciadas por aqueles que, pelo Espírito Santo enviado do céu, vos pregaram o evangelho; para as quais coisas os anjos desejam bem atentar. Portanto, cingindo os lombos do vosso entendimento, sede sóbrios, e esperai inteiramente na graça que se vos ofereceu na revelação de Jesus Cristo." [1 Pedro 1:10-13].

    Pedro nos alerta para que lembremos "das palavras que primeiramente foram ditas pelos santos profetas, e do nosso mandamento, como apóstolos do Senhor e Salvador" [2 Pedro 3:2] e que nós "temos, mui firme, a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos" [2 Pedro 1:19]. Ele também nos encoraja: "Desejai afetuosamente, como meninos novamente nascidos, o leite racional, não falsificado, para que por ele vades crescendo" [1 Pedro 2:2] Aqui, Pedro nos exorta a lermos a Palavra de Deus e a estarmos atentos a ela! Entretanto, Roma usa 2 Pedro 3:16 para desencorajar o povo de tentar ler e estudar as Escrituras:

    "E tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor; como também o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada; falando disto, como em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem, e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição." [2 Pedro 3:16].

    Observe que são os indoutos e inconstantes que torcem as Escrituras para a sua própria destruição. Mas a exortação é que leiamos e estudemos, como mencionado nas Escrituras anteriores. Não devemos ser indoutos e inconstantes. O último verso (3:18) diz: "Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo."Se estudarmos e crescermos em conhecimento, não seremos indoutos nem inconstantes.

    Como Roma reivindica ser a grande e particular intérprete, ela torna os homens prisioneiros de suas próprias interpretações particulares. Um bom exemplo disso é a engenhosa interpretação de Roma sobre João 6:53, em que torna o Calvário inacessível a todos os homens, exceto para aqueles que se aproximam de um padre católico romano.

    "Jesus, pois, lhes disse: Na verdade, na verdade vos digo que, se não comerdes a carne do Filho do homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis vida em vós mesmos." [João 6:53].

    A Igreja Católica Romana ensina que as palavras de Jesus são "literais" (se isso fosse verdade, a hóstia não "conteria o sangue") em contradição ao verso 63, em que Jesus explica que as palavras não são literais: "O espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos disse são espírito e vida." Como (no entendimento católico romano) a pessoa é proibida de interpretar o que Jesus disse (isto é, "as palavras que eu vos disse são espírito"), então essa pessoa é forçada a adotar a interpretação do romanismo (isto é, que as palavras são literais) ou se arriscar a ser rotulada como herege. Roma ensina que você só pode obter o "corpo e sangue" literais comparecendo perante um padre em uma Missa católica, onde ele, miraculosamente, transforma o pedaço de pão em "Deus" por meio de um ato chamado "transubstanciação". Lembre-se, Jesus disse: "se não comerdes a carne do Filho do homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis vida em vós mesmos" [João 6:53] Então, se você tiver de comer literalmente Jesus para ter "vida em si mesmo", e se o único lugar para obter o "corpo e o sangue" literais de Cristo for por meio dos padres católicos romanos, então agora você é um prisioneiro de Roma e sua salvação depende dela. Se ela o privar da "carne e do sangue", você perecerá. Vê o quão fácil é interpretar particularmente a Escritura e assim escravizar todos os homens para si mesmo?

    Novamente, quão conveniente! Tivessem os católicos a permissão de estudar e interpretar, poderiam ler todo o livro de João, e então veriam as seguintes palavras:

    "E Jesus lhes disse: Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome, e quem crê em mim nunca terá sede... Porquanto a vontade daquele que me enviou é esta: Que todo aquele que vê o Filho, e crê nele, tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia." [João 6:35,40].

    Ao considerar a Eucaristia católica, fico imaginando por que Roma não tomou literalmente as palavras de Jesus em Mateus 15:17:

    "Ainda não compreendeis que tudo o que entra pela boca desce para o ventre, e é lançado fora?" [Mateus 15:17].

    Todas essas doutrinas adicionais — a maioria delas originárias do paganismo — continuamente evoluíram ao longo dos anos e estão a uma gritante distância da "presente verdade", na qual Pedro aconselhou que nos firmássemos. Ele também advertiu a respeito do aparecimento de falsos mestres e falsos profetas:

    "E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição. E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade. E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita."[2 Pedro 2:1-3]. 



    Nada Também de Purgatório 

    Pedro diz que os falsos mestres iriam até mesmo negar o Senhor que os resgatou. Isso nos leva a outra doutrina de Roma que evoluiu, a doutrina do "purgatório". No cristianismo, acreditamos que Jesus expiou os nossos pecados e nos purificou de toda injustiça (Hebreus 1:3; 1 João 1:9). Não obstante, Roma nega que o Senhor resgatou os homens e ensina que eles precisam fazer a expiação dos seus próprios pecados no fogo do purgatório. No catecismo da Igreja Católica n° 1472, lemos:

    "Para compreender esta doutrina e esta prática da Igreja, é preciso admitir que o pecado tem uma dupla conseqüência. O pecado grave priva-nos da comunhão com Deus e, conseqüentemente, nos toma incapazes da vida eterna; esta privação se chama 'pena eterna' do pecado. Por outro lado, todo pecado, mesmo venial, acarreta um apego prejudicial às criaturas que exige purificação, quer aqui na terra, quer depois da morte, no estado chamado 'purgatório'. Esta purificação liberta da chamada 'pena temporal' do pecado. Essas duas penas não devem ser concebidas como uma espécie de vingança infligida por Deus do exterior, mas, antes, como uma conseqüência da própria natureza do pecado. Uma conversão que procede de uma ardente caridade pode chegar à total purificação do pecador, de tal modo que não haja mais nenhuma pena." [Catecismo da Igreja Católica n° 1472].

    O catolicismo realmente ensina que um homem ou uma mulher deva encomendar uma missa para ser rezada por um familiar, por meros US$ 25. É claro, não há nenhuma garantia de que "as graças da Missa que você comprou" irão para a pessoa escolhida. Isso faz cada membro voltar repetidamente para comprar mais e mais missas pelos mortos. Isso é uma extorsão financeira, um embuste grosseiro. Deus nos advertiu, por meio dos escritos de Pedro, como Roma usaria os homens:

    "E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita." [2 Pedro 2:3].

    Os pobres católicos romanos, que gastam seu precioso dinheiro para encomendar Missas em favor de seus familiares queridos que já morreram, estão sendo tratados como "mercadoria".

    Se eles estivessem atentos aos ensinos de seu primeiro "papa", saberiam que não somos comprados com coisas corruptíveis:

    "Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que por tradição recebestes dos vossos pais, mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado." [1 Pedro 1:18-19].

    Você observou que, além de a epístola de Pedro denunciar a encomenda de missas para os mortos como uma farsa, ela também trouxe à tona a questão da tradição dos "pais"? É isso mesmo, Pedro chama as tradições de "vã maneira de viver que por tradição recebestes dos vossos pais". Pedro está descrevendo o catolicismo romano! Não é maravilhoso e surpreendente? Deus sabia de antemão que o catolicismo viria a estar fundado nas vãs conversas recebidas por tradição dos pais e usou Pedro para expor isso! A que Deus extraordinário nós servimos! E esse não é o único exemplo! É incrível como Deus usou Pedro para expor todas as mentiras de Roma. Continuemos:

    Roma ensina que o batismo lava o pecado. O Catecismo da Igreja Católica n° 1265, ao dizer que "o batismo não somente purifica de todos os pecados..." contraria Pedro, o seu "primeiro papa":

    "Que também, como uma verdadeira figura, agora vos salva, o batismo, não do despojamento da imundícia da carne, mas da indagação de uma boa consciência para com Deus, pela ressurreição de Jesus Cristo." [1 Pedro 3:21].

    O catolicismo é conhecido pelas suas falsificações. Por sete séculos, "os gregos chamaram Roma de a casa das falsificações" [Vicars of Christ, DeRosa, 59]. A Doação de Constantino, os Decretos de Isidoro e o Credo dos Apóstolos foram, todos, falsificações e algumas das maiores obras católicas foram baseadas em falsificações, incluindo o Código de Direito Canônico, de Graciano, e a Suma Teológica, de São Tomás de Aquino.

    Freqüentemente, os "santos" de Roma são expostos como os deuses das religiões antigas. "São" Cristóvão é um bom exemplo. Durante anos, Roma ensinou as pessoas a rezarem para "São" Cristóvão para fazerem uma viagem segura. Eventualmente, Roma admitiu que não existiu esse santo, e que era só uma fábula baseada no deus pagão Baco. Analogamente, o rosário foi fundamentado em uma fábula, contudo Roma continua a enganar as pessoas e permite que elas cultuem a "Deus" dando ouvido a fábulas. Mas o "primeiro papa" de Roma, Pedro, disse:

    "Porque não vos fizemos saber a virtude e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, seguindo fábulas artificialmente compostas; mas nós mesmos vimos a sua majestade." [2 Pedro 1:16].

    Em 1 Pedro 4:15, lemos:

    "Que nenhum de vós padeça como homicida, ou ladrão, ou malfeitor, ou como o que se entremete em negócios alheios." [1 Pedro 4:15].

    Já sabemos a partir da história que inúmeros papas, cardeais, bispos, padres e monges foram assassinos, ladrões e malfeitores, mais do que os pagãos. A última linha nessa Escritura é a que eu acho mais interessante. A frase, "que se entremete em negócios alheios", sem dúvida, descreve de forma acurada o confessionário católico-romano. Um padre gasta o seu tempo intrometendo-se em assuntos das outras pessoas, ouvindo cada detalhe sujo e os pecados que cada homem, mulher ou criança comete. Apenas imagine o trabalho de cada padre em ouvir os pecados de sua congregação, e então executar o julgamento desses pecados conforme ele achar que seja uma penitência "justa". O padre católico ouvirá os pecados de uma mulher casada, pecados sobre os quais o próprio marido dela talvez não tenha menor idéia. Uma criança pode expressar que teve pensamentos ruins sobre sua sexualidade. Alguém pode imaginar por que há tanta pedofilia entre os padres? É fácil se aproveitar dos fracos quando isso pode ser feito secretamente no confessionário. Mas, louvado seja Deus! Essa prática horrorosa e degradante é condenada nas epístolas de Pedro. 



    Missa: O Sacrifício Contínuo 

    A Missa é o mais ofensivo ritual católico. Ela nega o sacrifício perfeito e realizado uma única vez por Jesus Cristo para o perdão de nossos pecados (confira Hebreus 10:10). As epístolas de Pedro também lidam com esse assunto. Em 1 Pedro 3:18, lemos:

    "Porque também Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus; mortificado, na verdade, na carne, mas vivificado pelo Espírito." [1 Pedro 3:18].

    Roma tem uma eterna vítima em um sacrifício contínuo, que nunca termina. Você sabia que alguém que continua a sacrificar Jesus novamente não pode obter a salvação até que pare com isso? Leia com atenção:

    "Porque é impossível que os que já uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se tornaram participantes do Espírito Santo, e provaram a boa palavra de Deus, e as virtudes do século futuro, e recaíram, sejam outra vez renovados para arrependimento; pois assim, quanto a eles, de novo crucificam o Filho de Deus, e o expõem ao vitupério." [Hebreus 6:4-6].

    A Bíblia ensina que o sofrimento de Jesus na cruz foi a epítome da vergonha e da desgraça pública. Assim, como a missa é literalmente uma recriação da morte de Jesus na cruz, Roma está continuamente expondo o Filho de Deus ao vitupério. [NT: Vitupério = ofensa à dignidade ou honra de alguém, insulto] Por isso, ninguém que participa de uma missa pode ser salvo enquanto não parar de participar desse serviço religioso e passar a confiar unicamente no sacrifício de Jesus Cristo para a sua salvação. Ao instituir a missa, Roma privou milhões de pessoas desavisadas, desde o ano 394, de sua própria salvação pessoal! 



    O Culto a Maria 

    Outra doutrina que evoluiu foi o culto à "Virgem Maria". As aparições aumentaram a prática de oferecer rezas para e por intermédio de Maria, freqüentemente por que as aparições requerem isso. Um bom exemplo é a aparição em Fátima, Portugal, onde "Maria" assegurou aos fiéis católicos que Deus queria que uma igreja fosse erigida em sua honra. Essa é a mesma aparição que disse às três crianças que "Muitos estão indo para o inferno porque não há ninguém para fazer sacrifícios por eles". Se os membros da hierarquia católica tivessem lido o que Pedro disse, poderiam ter discernido que essa aparição foi obra de demônios. Pedro disse que ouviu a voz de Deus vinda do céu, mas nós temos "mui firme a palavra dos profetas"!

    Em 2 Pedro 1:17-19, lemos:

    "Porquanto ele recebeu de Deus Pai honra e glória, quando da magnífica glória lhe foi dirigida a seguinte voz: Este é o meu Filho amado, em quem me tenho comprazido. E ouvimos esta voz dirigida do céu, estando nós com ele no monte santo; e temos, mui firme, a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia amanheça, e a estrela da alva apareça em vossos corações." [2 Pedro 1:17-19].

    Que testemunho contra o catolicismo! Roma deu atenção à voz blasfema de demônios que lhe disseram que "não havia ninguém para fazer sacrifícios pelos pecados". Jesus é o único que podia fazer sacrifício pelos pecados, e Ele já fez na cruz, de uma vez por todas! Jesus pagou o preço integral pelos pecados do mundo! É absolutamente absurdo que Roma tenha sancionado a aparição de Fátima como verdadeiramente "Maria" e "Jesus". Em que ponto será que eles vão passar a ouvir seu "primeiro papa"? Eles deveriam dar atenção à "palavra firme". Então teriam conhecido que nenhum homem precisa ir para o inferno porque o perfeito sacrifício já foi realizado, e de uma vez por todas, como Pedro escreveu em sua epístola! 



    Outras Doutrinas-Chave Rejeitadas pelo Vaticano 

    Roma rejeita a doutrina da "segurança eterna" em Jesus Cristo, apesar de 1 Pedro 1:4-5 ensinar claramente que nossa herança está reservada nos céus:

    "Para uma herança incorruptível, incontaminável, e que não se pode murchar, guardada nos céus para vós, Que mediante a fé estais guardados na virtude de Deus para a salvação, já prestes para se revelar no último tempo." [1 Pedro 1:4-5].

    Pedro também fala sobre homens corruptos que falam "coisas mui arrogantes de vaidades", pelas quais prometem liberdade aos homens, mas são "eles mesmos servos da corrupção" (2 Pedro 2:18-19). Novamente, isso descreve o catolicismo romano. Enquanto prometem liberdade aos homens, servem aos ídolos que levam os seus aderentes ao inferno. Exatamente como no Antigo Testamento:

    "Porém sucedia que, falecendo o juiz, reincidiam e se corrompiam mais do que seus pais, andando após outros deuses, servindo-os, e adorando-os; nada deixavam das suas obras, nem do seu obstinado caminho. Por isso a ira do SENHOR se acendeu contra Israel..." [Juízes 2:19-20a].

    "O rei profanou também os altos que estavam defronte de Jerusalém, à mão direita do monte de Masite, os quais edificara Salomão, rei de Israel, a Astarote, a abominação dos sidônios, e a Quemós, a abominação dos moabitas, e a Milcom, a abominação dos filhos de Amom." [2 Reis 23:13].

    Pedro nunca fala de um sacerdócio especial em que homens possam transformar um pedaço de pão em "Deus". O que Pedro diz é que todos nós somos sacerdotes!

    "Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo." [1 Pedro 2:5].

    Roma é notória por colocar homens em pedestais e transformá-los em "santos", ou dar-lhes títulos lisonjeiros (Jó 32:21-22), ignorando o fato de que todos os crentes em Jesus Cristo são santos, de acordo com a palavra de Deus. Pedro nos diz que Deus não faz acepção de pessoas: "E, se invocais por Pai aquele que, sem acepção de pessoas..." [1 Pedro 1:17].

    É interessante que é Pedro quem nos lembra do pecado de Balaão que, amando o prêmio da injustiça, ensinava Balaque a armar ciladas diante dos filhos de Israel. Destarte, Pedro está descrevendo com perfeição a hierarquia católica:

    "Tendo os olhos cheios de adultério, e não cessando de pecar, engodando as almas inconstantes, tendo o coração exercitado na avareza, filhos de maldição; os quais, deixando o caminho direito, erraram seguindo o caminho de Balaão, filho de Beor, que amou o prêmio da injustiça." [2 Pedro 2:14-15].

    Quando falamos de práticas avarentas, não é difícil ver o purgatório como uma relevante fonte de coleta de dinheiro pelo pecado. Mas Roma tem muitos caminhos para arrecadar dinheiro e transformar homens em mercadorias, desde cobrar por cada ritual realizado até a venda de ídolos como rosários, escapulários, estátuas, etc. Matar homens considerados "hereges" e confiscar suas propriedades foi outro meio fácil de arrecadar por avareza. Tomás de Aquino, um dos maiores teólogos de Roma, afirmou que os "hereges deveriam ser executados". (Vicars of Christ, DeRosa, 60).

    Obviamente, Roma não mais classifica os cristãos como hereges, mas chama-os de "irmãos separados". Quando Roma queimou "irmãos separados" na estaca e torturou aqueles que amavam a Jesus e abraçavam o verdadeiro evangelho, não estava obedecendo ao seu "primeiro papa", Pedro, que exortou a "acrescentar à piedade o amor fraternal, e ao amor fraternal a caridade":

    "E vós também, pondo nisto mesmo toda a diligência, acrescentai à vossa fé a virtude, e à virtude a ciência, e à ciência a temperança, e à temperança a paciência, e à paciência a piedade, e à piedade o amor fraternal, e ao amor fraternal a caridade. Porque, se em vós houver e abundarem estas coisas, não vos deixarão ociosos, nem estéreis no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo." [2 Pedro 1:5-8].

    "Purificando as vossas almas pelo Espírito na obediência à verdade, para o amor fraternal, não fingido; amai-vos ardentemente uns aos outros com um coração puro." [1 Pedro 1:22].

    Novamente, tenho de imaginar como torturar e matar "irmãos separados" pode ser amor fraternal não fingido, ou amor com um coração puro. A única coisa fervorosa em Roma é o seu desejo de odiar os "irmãos separados", matá-los ou silenciá-los. Ao mesmo tempo em que matar aqueles que discordam nunca foi cristianismo genuíno, os pagãos quase imediatamente voltam-se para a espada. Veja como Jesus admoestou Seus discípulos acerca dessa questão:

    "... e, indo eles, entraram numa aldeia de samaritanos, para lhe prepararem pousada, mas não o receberam... E os seus discípulos, Tiago e João, vendo isto, disseram: Senhor, queres que digamos que desça fogo do céu e os consuma, como Elias também fez? Voltando-se, porém, repreendeu-os, e disse: Vós não sabeis de que espírito sois. Porque o Filho do homem não veio para destruir as almas dos homens, mas para salvá-las. E foram para outra aldeia." [Lucas 9:52-56].

    Dos próprios lábios de Jesus ouvimos que Ele não espera que Seus seguidores matem aqueles que não querem recebê-Lo ou ao evangelho! O espírito de Cristo não é o da vingança física, mas da longanimidade e do amor. Mas, o espírito do catolicismo romano mostrado ao longo de séculos de Inquisição, é do abismo, não dos céus. Caso você pense que a moderna Roma já mudou sua roupagem, lembre-se que o papa Bento XVI foi o chefe do Ofício da Inquisição antes de ascender ao papado.

    A Roma moderna produzirá a segunda besta do Apocalipse 13, versos 11-18. Essa besta executará todo o poder e sinais da primeira besta e forçará toda a humanidade a receber a "marca da besta" ou ser morto. Enquanto a Roma histórica matou dezenas de milhões durante a Inquisição, o moderno pontífice romano, agindo como o bíblico Falso Profeta, matará centenas de milhões, quando os capítulos finais da história mundial finalmente acontecerem. 



    Os Escândalos do Romanismo

    Muitos escândalos atingiram a igreja católica ao longo dos séculos, mas Roma tende a silenciar a história, reescrevendo-a. Hoje, os escândalos não são tão facilmente apagados pela caneta. Roma foi forçada a pagar milhões de dólares de indenização pelos crimes dos padres pedófilos. Sodomia dentro dos seus próprios quadros e a AIDS também se tornaram problemas alarmantes para Roma.

    Não é interessante que Pedro menciona Sodoma e Gomorra e o julgamento que receberam?

    "E condenou à destruição as cidades de Sodoma e Gomorra, reduzindo-as a cinza, e pondo-as para exemplo aos que vivessem impiamente." [2 Pedro 2:6].



    Obediência cega é exigida de todos que ingressam no catolicismo romano. Roma é famosa pelos seus dizeres "Ao entrar no catolicismo, deve-se deixar a razão, como uma lanterna, à porta". Agora, meu amigo, essas não são as palavras de alguns "protestantes" com raiva de Roma por suas mentiras, são as suas próprias palavras! Apelo aos católicos para que retornem, peguem de volta a sua "razão", que deixaram à porta quando entraram no sistema religioso do romanismo, e avaliem o que acabaram de aprender, à luz das Sagradas Escrituras. Tenha em mente as palavras de nosso Senhor em Isaías 1:18: "Vinde então, e argüi-me, diz o SENHOR.".



    Se o "primeiro papa", Pedro, não está de acordo com o sistema católico romano, então é hora de deixar essa igreja e buscar a verdade eterna — o tipo de verdade que levará você ao céu com segurança, e para sempre!
    O simples fato que esse sistema religioso terrivelmente pagão possa agora estar em ascendência, graças aos esforços promocionais da mídia de massa, políticos de influência em todo o mundo, mais líderes cristãos apóstatas, é outro enorme sinal dos tempos, que aponta para o aparecimento em breve do Anticristo (a primeira besta) e seu Falso Profeta religioso (a segunda besta).


    Por Milton Bit Bull colaborador do site O.C.D.D
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