sábado, 26 de julho de 2014

Líder do Hezbollah promete apoio ao Hamas em conflito com Israel


Nasrallah não especificou que tipo de apoio seria dado. Grupos divergem sobre conflito na Síria.

O líder do Hezbollah, Sayyed Hassan Nasrallah, prometeu nesta sexta-feira (25) apoio total ao grupo palestino Hamas em seu conflito com Israel, apesar de um profundo abismo entre as duas organizações militantes sobre a guerra civil na Síria.

"Nós, do Hezbollah, daremos todas as formas de apoio, assistência e ajuda que formos capazes de fornecer", disse Nasrallah. "Nós sentimos que somos verdadeiros parceiros nessa resistência, uma parceria da jihad, da fraternidade, da esperança, da dor, do sacrifício e do destino, pois sua vitória é nossa vitória plena, e sua derrota é nossa plena derrota", disse o líder. 
 
 "Nós dizemos aos nossos irmãos em Gaza: Estamos com vocês, ao seu lado, confiando em sua força e sua vitória. Faremos tudo o que acreditamos ser nosso dever, em todas as frentes", disse ele. 

Nasrallah não especificou que tipo de apoio seria dado. Mas disse claramente que o Irã, a Síria e o Hezbollah, no passado tinham suprido "todas as facções da resistência palestina, financeiramente, materialmente, politicamente... com armas, apoio logístico e treinamento".

Nasrallah fez seu discurso de uma hora para centenas de apoiadores no reduto do grupo no sul de Beirute, um evento raro para o líder do grupo militante xiita libanês, que vive na clandestinidade, temendo por sua segurança depois da guerra do Hezbollah contra Israel em 2006. Normalmente, seus discursos são divulgados via videolink de um local não revelado.

Divergências sobre a Síria

O inconclusivo conflito do Hezbollah contra Israel, que durou 34 dias, ganhou o apoio arrebatador para o Hezbollah em todo o mundo árabe, por ter enfrentado a superioridade militar de Israel. Mas sua ação militar mais recente, na vizinha Síria, erodiu o apoio regional conquistado.

O Hezbollah enviou milhares de combatentes para a Síria para lutar ao lado das forças do presidente Bashar al-Assad, contribuindo para virar o jogo contra os rebeldes muçulmanos, na grande maioria sunitas.

Mas a liderança do Hamas, que tinha sua base em Damasco, se recusou a apoiar Assad quando enfrentou as manifestações pacíficas que eclodiram em 2011 e se transformaram em insurgência e guerra civil. Desde então, 160 mil pessoas foram mortas na Síria.

"Pedimos que todas as diferenças e sensibilidades sobre outras questões sejam deixadas de lado", disse Nasrallah em referência ao racha na Síria. "Gaza está acima de todas as considerações."
 
O Globo
DeOlhOnafigueira
O CORREIO DE DEUS
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