quarta-feira, 9 de julho de 2014

Israel ataca a Faixa de Gaza e mata 25, incluindo 3 crianças

Tel Aviv, Israel. Durante uma grande ofensiva na Faixa de Gaza nesta terça, as Forças Armadas de Israel atingiram mais de cem locais e mobilizaram tropas para uma possível invasão terrestre. Pelo menos 25 palestinos, incluindo três crianças, morreram nos ataques por ar e por mar, disseram autoridades médicas palestinas.

Segundo Israel, os locais atingidos são utilizados para lançar foguetes contra civis israelenses, e as crianças mortas foram usadas como escudos humanos.
A operação, segundo Israel, teve como objetivo interromper a onda de ataques com foguetes disparados do território palestino.



As Forças Armadas israelenses disseram ainda que as operações não têm prazo para terminar, uma vez que buscam desferir um golpe contra o grupo militante islâmico e acabar com os disparos de foguetes que atingiram territórios de Israel nos últimos dias. “Isso não vai acabar em um ou dois dias. Vai levar tempo”, disse Yitzhak Aharonovitch, ministro de gabinete do país para segurança interna, ao canal 2 TV, durante uma visita à cidade de Ashkelon, no sul, que foi bastante atingida pelos foguetes.


“Se precisarmos entrar em uma operação terrestre, então vamos fazê-lo. Essas coisas estão na mesa. Essas opções existem. Nós não vamos parar por nada até o lançamento de foguetes terminar”, acrescentou.

Questionado se havia algum esforço para alcançar um cessar-fogo, Aharonovitch disse “não agora”.

Autoridades israelenses disseram que o governo autorizou o Exército a mobilizar um adicional de 40 mil reservistas, se necessário, para a operação. Ao cair da noite, o Exército anunciou ter mobilizado 20 mil reservistas, além dos 1.500 reservistas que já haviam sido convocados.

TENSÃO. O avanço do uso das armas sobre o do diálogo tem pressionado a rotina das populações dos dois lados. Em Israel, que possui um eficiente sistema antimíssil chamado “Domo de Ferro”, sirenes de alertas aéreos soaram em grandes cidades, como Tel Aviv e Rishon LeZion, levando moradores a se dirigirem para refúgios.

A retórica de guerra dominou os discursos de ambas as partes, com o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, ameaçando “arregaçar as mangas contra o Hamas”, enquanto a organização palestina declarou que “todos os israelenses” são potenciais alvos de ataque.
Jovens mortos foram estopim

Tel Aviv. Três adolescentes israelenses foram sequestrados em 12 de junho, provocando varreduras do Exército israelense na Cisjordânia. Os corpos de Naftali Frankel, Gil-ad Sha’er e Eyal Yifrach foram encontrados na semana passada, quando a hostilidade entre israelenses e palestinos explodiu. O jovem palestino Muhammed Abu Khdeir foi assassinado dois dias depois, o que aumentou ainda mais a violência entre os grupos.

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