terça-feira, 8 de julho de 2014

Israel ataca Faixa de Gaza após disparos de foguetes palestinos


Exército confirmou a operação 'Cerca de Proteção' para diminuir poder de fogo do Hamas. Palestinos e israelenses divergem sobre número de vítimas

A aviação israelense realizou dezenas de ataques aéreos contra a Faixa de Gaza na madrugada desta terça-feira, após um intenso bombardeio com foguetes contra o sul de Israel por parte de fundamentalistas palestinos do Hamas, informaram testemunhas e fontes da segurança. O número de vítimas dos bombardeios ainda é incerto, com palestinos e israelenses informando dados diferentes.
Os palestinos falam em seis mortos e dezenas de feridos, sendo alguns deles mulheres e crianças. Já um comunicado do Exército israelense informa que os ataques deixaram um morto e 40 feridos.
Uma porta-voz israelense confirmou o lançamento de uma operação aérea chamada ‘Limite Protetor’. "O objetivo da operação é atacar o Hamas e reduzir o número de foguetes lançados contra Israel", disse. Cinco casas foram destruídas nos ataques, três em Khan Yunis, no sul da Faixa de Gaza, e duas no norte da região. As Brigadas Ezzedine al-Qassam (braço militar do Hamas) advertiram que Israel "ultrapassou a linha vermelha ao atacar casas". "Se esta política não cessar, reagiremos ampliando a gama de nossos alvos a ponto de surpreender o inimigo".
O ex-chefe de governo do Hamas, Ismaïl Haniyeh, emitiu um comunicado pedindo "unidade entre os palestinos na frente política e sobre o terreno, incluindo uma intensa coordenação e cooperação entre todos os membros do nosso povo para enfrentar esta etapa crítica". Haniyeh destacou que a agressão israelense é uma oportunidade excepcional para a reconciliação entre os palestinos, em referência ao Hamas e à Organização de Libertação da Palestina (OLP), que tentam constituir um governo de união.
Dezenas de foguetes foram disparados da Faixa de Gaza contra o sul de Israel na noite de segunda-feira, sem deixar vítimas, horas após três extremistas judeus confessarem o assassinato de um jovem palestino. O braço armado do movimento islâmico palestino Hamas reivindicou a autoria dos disparos de "dezenas de foguetes" contra o sul de Israel, em "resposta à agressão sionista".
Segundo o Exército israelense, mais de 40 foguetes foram disparados de Gaza em apenas uma hora, e o sistema de defesa antimísseis destruiu doze no ar. Uma rede de TV de Israel informou que o gabinete de segurança autorizou o Exército "a intensificar as represálias contra o Hamas". A TV estatal de Israel mostrou dezenas de tanques posicionados na região da fronteira com a Faixa de Gaza, e reservistas foram convocados pelo Exército.
Confissão – Nesta segunda, três extremistas judeus confessaram ter assassinado um jovem palestino, queimado vivo em Jerusalém. Eles são suspeitos de pertencerem a "uma organização terrorista", sequestro, homicídio de menor, posse ilegal de armas e crime "por motivo nacionalista", segundo o site de notícias Ynet. Mohammad Abu Khdeir, de 16 anos, foi sequestrado em 2 de julho em Jerusalém Oriental ocupada e anexada. Seu corpo –  completamente carbonizado – foi encontrado algumas horas depois perto de uma floresta na parte oeste da cidade.
Após a descoberta de seus restos mortais, os palestinos acusaram extremistas judeus de terem sequestrado e assassinado por vingança depois do rapto e morte de três estudantes israelenses na região de Hebron, na Cisjordânia, atribuído por Israel ao Hamas. O violento assassinato do jovem palestino, assim como o dos três israelenses, provocou grande comoção. "Sequestrar um menino, matá-lo, queimá-lo até a morte, mas por quê? Nada é mais valioso ou mais exigente na história judaica do que o respeito pela vida humana", repetiu o presidente israelense, Shimon Peres. O premier israelense, Benjamin Netanyahu, telefonou aos pais de Mohammad Abu Khdeir para expressar sua indignação com o assassinato "abominável".
Crise da coalizão – Diante da escalada da violência, Netanyahu se comprometeu a "fazer o necessário para recuperar a paz e a segurança" no sul de Israel. Mas convocou o governo a se abster de declarações incendiárias para evitar um confronto generalizado. Esta linha prudente gerou divergências dentro da coalizão conservadora. O ministro das Relações Exteriores, Avigdor Lieberman, um ultranacionalista, anunciou o fim da aliança com o partido Likud, mas sem abandonar o governo. "Não é nenhum segredo que existem divergências fundamentais que impedem trabalhar em conjunto [com o Likud]. Eu não entendo o que estamos esperando", lamentou o chefe da diplomacia, que exigiu em voz alta uma operação de grande escala contra o Hamas em Gaza.
(Com agências Reuters e France-Presse)
VEJA
O CORREIO DE DEUS
O CORREIO DE DEUS

This is a short biography of the post author. Maecenas nec odio et ante tincidunt tempus donec vitae sapien ut libero venenatis faucibus nullam quis ante maecenas nec odio et ante tincidunt tempus donec.