Fontes militares israelenses informaram ao jornal americano "The New York Times" que 21 foguetes foram lançados de Gaza a Israel após a meia-noite desta quarta

O governo de Israel anunciou nesta quinta-feira (3) que enviará reservistas à fronteira com a faixa de Gaza, após o disparo de foguetes contra seu território, na madrugada, e em meio à tensão gerada pelo sequestro e assassinato de três jovens israelenses e, depois, de um palestino.
"São efetivos limitados de oficiais da reserva, enviados a diferentes quartéis-generais militares para reforçar nossa capacidade perto da fronteira com Gaza, e não em terra", afirmou um porta-voz do Exército, o tenente-coronel Peter Lerner.


Dezenas de oficiais estarão mobilizados nas cidades próximas ao enclave palestino, no sul de Israel.

"Pretendemos transmitir uma mensagem de apaziguamento ao [movimento radical islâmico palestino] Hamas e, ao mesmo tempo, queremos estar preparados para qualquer situação porque vimos um aumento importante do número de foguetes, alguns deles disparados pelo próprio Hamas", acrescentou Lerner.

Fontes militares israelenses informaram ao jornal americano "The New York Times" que 21 foguetes foram lançados de Gaza a Israel após a meia-noite desta quarta (2). Destes, dois foram interceptados pelo sistema de defesa conhecido como Domo de Ferro e 16 chegaram a Israel.
Duas casas de Sderot, cidade do sul de Israel próxima ao enclave palestino, foram atingidas, mas ninguém ficou ferido.

Em represália, a aviação israelense fez ataques que feriram 11 palestinos, sendo um deles em estado grave, segundo fontes palestinas e israelenses. Os bombardeios prosseguiam na zona na tarde desta quinta-feira.

SEQUESTROS

Paralelamente, o Exército israelense prossegue sua busca na Cisjordânia para encontrar os autores do sequestro e assassinato de três jovens judeus. Mais de 640 pessoas, entre elas 11 deputados do Hamas, foram presas após o sequestro destes jovens, segundo o ministério palestino das Relações Exteriores.

Depois do encontro dos corpos, na segunda-feira (30), um adolescente palestino, Mohamad Abu Khdeir, 16, foi sequestrado e morto.

A suspeita de o crime ter sido um ato de vingança fez explodirem os conflitos entre palestinos e as forças de segurança judaicas em Jerusalém Oriental. Um total de 232 pessoas ficaram feridas nos episódios de violência das últimas 24 horas, informou o Crescente Vermelho palestino (equivalente à Cruz Vermelha).

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