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    02 julho 2014

    A seita igreja Católica fala em adotar atitude “não julgadora” em relação a gays


    Entre os dias 5 e 9 de outubro acontecerá a III Assembleia-Geral Extraordinária do Sínodo dos Bispos da Igreja Católica Apostólica Romana que discutirá, entre outras coisas, a forma como a Santa Sé irá tratar os casais homossexuais e seus filhos.

    Um texto de 75 páginas sobre os desafios da Igreja foi elaborado de acordo com o questionário respondido pelos fiéis no ano passado questionando os católicos sobre temas ligados à família.
    A Igreja Católica não pretende aceitar a união de pessoas do mesmo sexo, pois de acordo com a pesquisa, todas as Conferências Episcopais “se expressaram contra uma ‘redefinição’ do matrimônio entre homem e mulher”.

    Ainda sobre esse assunto o texto fala sobre adotar “uma atitude respeitosa e não julgadora” em relação aos homossexuais que estão casados. A ideia é facilitar o desenvolvimento pastoral diante dessas uniões, principalmente diante das pessoas que estão interessadas em participar das comunidades católicas.

    O texto apresenta certa ligação com a declaração do Papa Francisco que no ano passado afirmou que os gays não devem ser discriminados. “Se uma pessoa é gay e procura Deus e tem boa vontade, quem sou eu, por caridade, para julgá-la? O catecismo da Igreja católica explica isso muito bem. Diz que eles não devem ser discriminados, mas integrados à sociedade”, disse o líder católico.

    A Igreja não é a favor de leis que permitam a adoção de crianças por homossexuais, de acordo com o questionário aplicado, os católicos “veem em perigo o bem integral do filho” uma vez que no entendimento deles a criança precisa de uma mãe e de um pai.

    “Todavia, caso as pessoas que vivem nestas uniões peçam o batismo para o filho, as respostas, quase unanimemente, ressaltam que o filho deve ser acolhido com as mesmas atenção, ternura e solicitude que recebem os outros filhos”, diz o texto do Sínodo.

    O divórcio é outro tabu na Igreja Católica, a pesquisa indicou que muitos dos divorciados que voltaram a se casar no civil sofreram por não poderem receber os sacramentos da Igreja.
    “Muitos sentem-se frustrados e marginalizados. Alguns perguntam-se por que motivo outros pecados são perdoados e este não”, diz o Instrumentum Laboris, como é oficialmente chamado o documento elaborado pelos bispos.

    Mesmo com esses dados não há sinais de que o Vaticano irá celebrar a união de cônjuges que já foram casados, mas os bispos irão pensar como tratar “com compreensão e paciência” esses casais explicando que “a impossibilidade de aceder aos sacramentos não significa ser excluídos da vida cristã e da relação com Deus”.

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