O presidente palestino, Mahmud Abbas, disse neste sábado (31) que espera que o governo de seu partido Fatah com o Hamas seja anunciado em dois dias, na próxima segunda-feira (2/6).

Ao se reunir com ativistas franceses pela paz na cidade de Ramallah, Cisjordânia, onde o governo palestino está instalado, Abbas disse: "Nós vamos anunciar o governo depois de amanhã que será formado por tecnocratas e independentes."

Nenhum membro do governo de união será formado pela Fatah, apoiado pelo Ocidente e que governa Cisjordânia, ou pelo Hamas, que se recusa a reconhecer Israel e administra a Faixa de Gaza, segundo Abbas.

Os dois partidos enxergam benefícios no governo de coalizão, mas as negociações esbarram em um impasse desde 2007, quando o Hamas tomou o controle de Gaza.

Sob forte sanção de Israel e Egito, o Hamas tenta fomentar a economia de Gaza e pagar seus 40 mil funcionários. Abbas, por outro lado, quer elevar sua popularidade doméstica desde o colapso das negociações com Israel no mês passado.

Boicote
Israel classifica o Hamas como um grupo terrorista e suspendeu as negociações com Abbas assim que ele anunciou o acordo de unidade em 23 de abril.

Segundo Abbas, Israel "informou hoje que vai nos boicotar se anunciarmos o governo". O presidente palestino, no entanto, não deu detalhes sobre as sanções a serem adotadas.

Em seu discurso no sábado, Abbas disse que o novo governo irá manter a política de reconhecer Israel, apesar de o grupo islâmico Hamas insistir que não irá mudar a sua própria política de rejeitar a existência de Israel.

Abbas tem se esforçado para tranquilizar o Ocidente de que ele permanecerá como principal negociador e que a coordenação com Israel vai continuar.

Abbas pediu ao primeiro-ministro Rami Hamdallah na quinta-feira para chefiar o novo governo de unidade, apesar de o Fatah e o Hamas ainda discordaram sobre outras nomeações do gabinete.

Para aumentar o controle sobre o partido antes de formar o novo governo, Abbas expulsou cinco correligionários que são aliados de seu rival Mohammed Dahlan, informou a agência de notícias palestina Wafa.

G1

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