Em depoimento à polícia, mãe de jovem contou que, para fazer parte de movimento, ele teria que depredar


Durante os depoimentos para investigar os responsáveis pelo vandalismo no protesto da última quinta-feira, dia 12, no Departamento de Trânsito (Detran-MG), a mãe de um rapaz revelou à Polícia Civil que o filho teria que promover quebradeira em Belo Horizonte para fazer parte de um grupo que o recrutou. O Detran fica na avenida João Pinheiro, na região central da capital.

A corporação não deu detalhes desse grupo para não atrapalhar as investigações, mas ele seria composto por pessoas do Rio de Janeiro, de São Paulo e de Goiás. O jovem que prestou depoimento completou 18 anos nessa terça e já havia sido apreendido por vandalismo havia alguns meses. Segundo a delegada Gislaine de Oliveira Rios, que integra a força-tarefa que acompanha o caso, a mãe dele demonstrou insatisfação com esse comportamento.

Por meio do telefone 181, do Disque Denúncia Unificado (DDU), a Polícia Civil recebeu informações sobre o endereço de outro suspeito de envolvimento na quebradeira do Detran. “É muito importante que as pessoas utilizem o 181 para fazer denúncias. Garantimos sigilo absoluto da identidade de quem nos fornece esse tipo de informação, que é de fundamental importância para o nosso trabalho investigativo”, afirmou a delegada.



Na última sexta-feira, a Justiça expediu mandados de prisão para quatro pessoas que estariam envolvidas na depredação de uma viatura da Polícia Civil na porta do Detran-MG. Entretanto, ainda no mesmo dia, a Defensoria Pública entrou com um recurso, e o juiz plantonista revogou o pedido para três deles.

Outros suspeitos de cometer depredações pela cidade também são alvo da equipe de investigadores.
Desdobramento. Nessa terça, foram enviados à Justiça os pedidos de mandado de prisão de um homem e uma mulher que se envolveram, segundo a Polícia Civil, em depredações de patrimônios público e privado no centro da capital, durante as manifestações dos últimos dias.

A delegada Gislaine afirmou ter colhido elementos suficientes para justificar a representação pela prisão preventiva do casal. Ela informou que os envolvidos agiram na companhia de dois adolescentes. “O grupo usou um machado e um skate para atacar o comércio e um ônibus, na praça Raul Soares e na avenida Amazonas. Eles portavam uma máscara contra gás lacrimogêneo. Já ouvimos comerciantes e outras testemunhas que os reconheceram”, disse.

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